30 de ago. de 2010

A pergunta que se quer fazer de verdade.

Uma amiga querida de infância, apareceu em minha casa com um grande pacote de presente nas mãos. Feliz da vida, pois adoro presente e penso que todas as pessoas do mundo fazem parte do mesmo grupo, abri o embrulho com um super sorriso no rosto.

Era uma tela grande horrorosa com uma moldura que parecia de papelão. Um mau gosto tremendo, definitivamente não era o tipo de pintura que eu colocaria em minha parede. Nem no banheiro para falar a verdade -- aquilo realmente era medonho. Eu fiquei olhando para aquele negócio pensando em como ela realmente não me conhecia, enquanto eu acreditava no contrário. Afinal de contas, em mais de dez anos de amizade verdadeira, a pessoa ao menos precisa entender seus gostos. Rezei mentalmente para ela não perguntar o que achei do presente, pois eu teria que falar a verdade.

Ela falou que a tela combinava muito com minha sala e perguntou se eu havia gostado. Em primeiro lugar, olhei cada canto de minha sala e não encontrei nenhuma semelhança com aquele monte de riscos sem noção e de cores nada a ver umas com as outras. Como ela ofendeu minha sala, perguntei de forma bem sincera de onde ela tirou que minha sala combinava com o quadro. Ela não se chateou... Baixou a cabeça e disse um simples: "você não gostou". Ela entendeu. Perguntei mais uma vez a ela de onde saiu que eu poderia gostar de uma pintura nesse estilo, sem forma... Não gosto de arte assim. Aí veio a bomba:

"Fiz de propósito, eu precisava saber sua opinião de forma sincera. Entrei em uma aula de pintura faz 2 semanas e essa é a primeira tela que fiz. Não queria te contar que era minha pois queria ver sua reação"

Mesmo com uma amizade de mais de dez anos ela não me conhecia, pois achou que eu iria contar uma mentira florida e pendurar aquela coisa ridícula na sala. Com certeza ela não lembrava da vez que eu disse que o cabelo dela estava péssimo e que ela havia engordado no mínimo uns 10 quilos, quando apareceu com aquela calça jeans atolada. Mais de dez anos de sinceridade jogadas no ralo!

Lembrei de todos os meus momentos de franqueza (eu sei, de vez em quando até em demasia), e disse que estava triste porque ela não me conhecia. Eu nunca mentiria sobre nada e não emitiria uma opinião falsa só para agradar e ministrar placebo ao ego alheio.

Desde aquele episódio, minha amiga tomou certa distância. O quadro ela levou de volta. Continuamos mandando e-mail de piada durante bom tempo, e telefonando para desejar feliz aniversário.

Um dia recebi um convite para uma exposição dela, no verso estava escrito:

"Quem disse que não tenho talento, amiga?"

Pensei: "Ela continua sem me conhecer. Nunca falei de ausência de talento e sim de uma situação, o medonho primeiro quadro que ela pintou na segunda semana de aula."

Algumas amizades se afastam para não deixar saudades. Um amigo que não nos conhece por mais que conviva durante um bom tempo, deixa de ser amigo quando não faz a pergunta que quer saber a resposta. Se me perguntasse se tinha talento, eu iria responder que sim... Com o tempo.  

27 de ago. de 2010

O radicalismo da Mulher-super

Escutei uma vez que "as mulheres cada vez precisam menos de homem", o que me fez pensar: Estamos criando um mundo lésbico? Todas as mulheres já conseguem matar baratas e abrir vidros de conserva? Criamos uma forma de reprodução sem precisar de espermatozoide? O que quer dizer afinal de contas esse "precisam menos de homem"?
Pensei tudo isso e não externei para não dar motivo ao "apedrejamento", sendo que o ambiente que eu estava naquele momento não era muito propício para uma brincadeira nesse estilo. A única pergunta que fiz foi: "Como assim? " De resposta recebi todo o resgate histórico do papel feminino, misturado com estatísticas e números que comprovam diversas teorias sobre o "rebaixamento da mulher na sociedade", além de ter que escutar que TODOS os homens são isso ou aquilo e mais uma montanha de conceitos sobre o universo masculino. Emudeci, fiquei quieta o resto do tempo que durou determinado evento e concordei com tudo.

A mulher-super não precisa de homem na verdade e quer que todas as mulheres tratem seus maridos como objetos ou empregados dentro do lar. Quer que os tratem exatamente como não querem ser tratadas. A mulher-super quer competir com o homem e não viver em conjunto. Quer dar o troco e ser superior!
O que penso disso tudo? Besteira líquida e certa!

A mulher-super não vê o ato de servir um café para o marido como uma coisa para agradar e mostrar amor, vê como rebaixamento da espécie. Não acha correto a amiga comentar que chegou cansada em casa e teve que lavar a louça, porque o marido também estava derrubado -- isso é escravidão!

A mulher-super escraviza diversas outras fêmeas na forma de suas empregadas e não se dá conta de sua atitude "machista" com as iguais.

A mulher-super na verdade não se decidiu quanto ao que quer da vida, porque está sempre cobrando que os homens sejam cavalheiros, paguem restaurantes, as contas de casa e tudo mais. A mulher-super é um poço de preconceito!

Acredito na importância do papel da mulher mulher na sociedade; Claro que existe muita violência ainda contra a mulher e em alguns setores industriais e comerciais, as mulheres ganham menos que os homens. Mas vem cá? Não precisar de homem? Desculpa, mas eu preciso de meu marido, meu filho, meu pai, meu irmão, meus amigos! O que não é preciso é surgir a mulher-super que é feminista em grau maior que qualquer machista e tem a visão de escravização do homem.

Mulheres dominando o mundo? Só depois que todas dominarem sua própria TPM.

Sou machista? Lógico que não! Sou equilibrada!

23 de ago. de 2010

Em uma segunda qualquer...

Acordei com a aquela sensação de estranheza. Algo não
estava certo comigo e, apesar de adorar as segundas-feiras, sou uma
pessoa normal que sente a preguiça universal desse dia, logo
nada a ver com o calendário.

Levantei com o despertador tocando alegremente, por que ele (o despertador)
não saber o risco que corre, ao despertar e fui até o
banheiro para o xixi e aquela escovada de dentes que só
apaixonados de filmes americanos desprezam. Já notaram como
esses casais de roliúde se beijam logo que acordam? Aquele
gosto de urina de gato na boca e a língua buscando lá
no fundo da goela da(o) amada(o) um alívio para o bafo. Bom,
mas isso é lá com eles e tirei minha escova do armário,
passei a pasta que deixa os dentes mais brancos só no
comercial da TV e comecei o ritual, em movimentos circulares nas
gengivas, para cima nos dentes de baixo, para baixo nos de cima, e...

Olhando para o espelho notei o que estava me fazendo sentir estranho. Embaixo
de meu queixo coberto por tocos de pelos de uma barba de três
dias, havia um algo que parecia -- juro para vocês! -- um peito
feminino. Claro que não era, mas tinha a forma arredondada, um
bico inchado por desejos que não eram meus. Um pelo encravado,
imenso, inflamado em tons de amarelo ao vermelho -- ou magenta, como
querem os mais sensíveis -- olhava para mim de dentro de seu
abrigo mamário.

Como todo macho que é homem, claro que não dei trela.
Afinal, precisava terminar ainda a língua e as bochechas, pois
segundo o comercial existem doze -- eu disse doze -- problemas que
podem afetar sua boca e eu não quero nenhum deles, me bastando
os dentes fraturados ao saborear feijão de rancho militar
temperado com pedras deliciosas. É, eu servi à Pátria
como soldado enfermeiro e garanto que me diverti muito. Mas isso é
outra história que, se vocês tiverem tempo, um dia
conto.

Voltando à teta em meu queixo. Depois da escovação,
enxague bucal e tal, voltei minha atenção ao fato novo
em minha vida e ao que fazer com ele. Juro que realmente pensei em ir
ao médico, mas como pessoa de consciência e com anos de
prática pelos hospitais do interior de São Paulo, fiz o
que qualquer pessoa normal e de fino trato faria: com os polegares
armados, espremi aquele desgraçado até o momento em que
não aguentei de dor. Com aquela lágrima solitária
escorrendo pelo meu rosto, dona Letícia -- minha amada eterna
menina, mãe dos filhos que terei e Musa de minha escrita --
entrou no banheiro a tempo de presenciar meu deslize inconsequente:

-- Bonito... será que dá leite? -- Perguntou, toda
preocupada, como é tão fácil de notar.

-- %$#*¨%$ -- respondi eu, ternamente. -- Essa merda dói,
porra!

Com olhos de especialista, segurou meu queixo e repetiu a operação
malfadada que eu acabara de submeter a mim mesmo. Claro que minha
senhora não possui dedões fortes como os meus, mas o
ataque foi mais perigoso: as unhas. Não posso reproduzir aqui
como externei meus agradecimentos pelos seu ato de compaixão
para com minha pessoa...

-- Legal seria se a gente tivesse algo que pudesse puxar a pontinha. Dá
para ver daqui. Uma pinça... Cadê minha pinça? --
dizendo isso saiu em busca da tal pinça, que, pelos cantos dos
olhos vi sobre a pia do banheiro, mas preferi ficar quieto...

Com essa algazarra toda me entra Lucas, nosso pré-adolescente, com
cara de poucos amigos que as segundas sempre lhe conferem.

-- Tá feio isso, hein? Por quê tu não pega a faca e
dá um cortinho ai, para sair essa coisa toda? -- escapou do
piparote de agradecimento por pouco, me deixando ali só,
sofrendo e abandonado.

Olhei para o pelo, ele olhou para mim e aí você tem que
encarar."Seja homem, meu filho!" -- disse para o eu do
espelho. Olho no olho. Passei uma água na cara, respirei fundo
e sem ligar para a dor, apertei de novo até que o filho de uma
égua explodisse no espelho. Letícia e Lucas correram em
meu auxílio, pensando talvez em me encontrar desacordado no
frio piso do banheiro, mas não! Ali estava eu, vitorioso,
branco é verdade, sangrando um pouco claro, mas feliz. Dona
Letícia olhou para o espelho e sorriu, aquele sorriso lindo
que tanto eu gosto e claro que entendi a mensagem: limpa isso!

Um pelo encravado pode ser uma grande problema, mas, mesmo com
dificuldades e gracejos, em questão de minutos você pode
estar livre dele. Diferente de políticos com ficha e alma
suja, que dependendo do cargo demoram até oito anos para que
você possa votar em um candidato melhor.



Político ruim é mais que um pelo, é um câncer. E a cura
para esse tipo de câncer não é a quimioterapia ou
a radioterapia, mas o seu voto.



Naspróximas eleições procure estudar seu candidato
e vote de maneira que, logo após a posse, esse sujeito lhe
faça aparecer com algo na cara, pela manhã. Não
um peitinho até gracioso, como foi meu caso, mas sim com cara
de bunda. E isso dói mais que pelo encravado, com certeza.

22 de ago. de 2010

critico, logo existo

Na era da informação rápida e de fonte duvidosa, qualquer pingo é letra. Em Vera Cruz, RS, coisa de um ano atrás, paro para abastecer no posto de gasolina e os frentistas estão se contorcendo em risos. No jornal local -- Vera Cruz é uma cidade de, sei lá, uns 25.000 habitantes, que sobrevivem basicamente da cultura do tabaco -- saiu a notícia de falecimento de um fulano de tal. Esse veracruzense, famoso pelas gandaias, havia supostamente desaparecido há um mês e encontrado morto sabe-se lá onde. A viúva, lendo o jornal, não teve dúvida: colocou as roupas do falecido para fora antes mesmo de encomendar o corpo. Os frentistas me explicaram que na verdade o fulano estava refastelado na casa de sicrana, que não era beltrana, sua amada esposa. O jornal, desavisado, confundiu os nomes germânicos tão comuns por aqui e o "defunto" acabou sem as roupas... Se em uma cidade desse tamanho as informações acabam sendo confundidas -- por não serem confirmadas como manda a ética e bom-senso --, imaginem o que não acontece no Brasil todo?


Fofoca gera especulação, e acaba criando críticos meia-sola, ávidos em acender as fogueiras sagradas do politicamente correto e da observação inútil herdadas da Inquisição, queimando pessoas que em grande parte dos casos nem sabem que estão sendo alvos de diz-que-diz. Aí pergunto: o que é pior? O crítico rasteirinha -- que pega de orelhada alguma novidade e corre para xingar muito no twitter, transformando o boato em fato -- ou o fofoqueiro que, após exercitar o neurônio único durante, vá lá, dias, tem a ideia bárbara em ser o primeiro a noticiar um "fato" por ele inventado?


Fofocas acompanham a raça humana e impérios já perderam suas muralhas por conta destas. Mas o crítico rasteirinha, ahhh esse é novidade. A facilidade com que se obtém através da internet as tais notícias de última hora, é imensa. Somos consumidores de notícias e nem sempre o cérebro consegue dar suporte ao tamanho das coisas. Entende-se pela metade e propaga-se, se muito, um quarto de realidade.


Criticar, dependendo da situação, enquadra-se naquele tal 'construtivo'. Uma dica de melhoria ou de rumo. Eu sou crítico e pergunto sempre antes de responder, quando me enviam algum texto: Prefere verdade dolorida ou mentira florida? Se não quer saber opinião e sim anseia por afagos, porta errada. Por outro lado, se eu acredito que o que li é bom propagandeio a qualidade, hoje em dia artigo raro. Mas isso é opinião minha; uma 'poesia' que considero ridícula pode ter o efeito devastador de despertar sentimentos em um outro alguém.


Criticar sem ofender é uma arte perdida. São raros os casos onde o crítico é isento o suficiente para conseguir mostrar deslizes sem melindrar os sentimentos do produtor do objeto criticado. Além disso, a perfeição não alcança políticos, jogadores de futebol ou mesmo editores. Todos erramos e mesmo assim a vida caminha, pra uns com mais, para outros com menos direção.


No final das contas, este texto que começou sobre a divulgação de informações de maneira irresponsável acabou virando mais uma crítica ao deprezo pela razoabilidade.

20 de ago. de 2010

Dois avisos:

O maridão, David Nobrega, lançou um site para divulgar seu trabalho e o novo livro : Contos que Ninguém Conta. A orelha do livro, será escrita pela escritora Ana Mello ( mais sobre Ana, aqui ).
O endereço do site é http://www.davidnobrega.com.br/


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O E-book "Apenas o necessário" ficou pronto e pode ser lido aqui e tem um link permanente no canto direito do blog.

18 de ago. de 2010

A senha dele era belinha

Como é triste um homem que faz tudo o que sua mulher manda. Sim, manda! Tem homem que não é homem e sim capacho, frouxo, pau-mandado. Um infeliz que nasceu para ser corno e receber ordens. Nasceu para ser estagiário de sua própria vida. Tira xerox dos sonhos dos outros, vai no banco depositar o dinheiro que não é seu e atende telefone para automaticamente dizer: " só um minuto, já vou chamar fulana". Eu logo saquei que essa era a situação do Fernando, quando deparei com sua rede.

Infelizmente nas entranhas de meu estado internet é coisa rara, coisa chique por assim dizer. Para você ter internet em sua casa é literalmente um quase parto. Um dia diante da impotência de não ter acesso ao meu e-mail por demora de um serviço pago, tentei ver se conseguia captar o sinal de alguma rede perto. - Me chamem de meliante, mas esse foi o único crime que quase cometi na vida . O computador achou a rede "Isabel e Fernando", diagnostiquei : "Esse é um mandado, sua mulher deve ser uma bruxa sem coração que comanda a criatura. Ele não deve ter o direito de assistir seus programas preferidos  pois está na hora da novela da rainha! É certo que ele não tem mais amigos, pois ela proibiu de ver todos aqueles-indivíduos-que-desvirtuam-os-casados. Ah essa bruxa sem noção deve inclusive proibi-lo de colocar os pés na mesa de centro da sala que ela limpa duas vezes por dia! É corno, coitado, não deve nem sair de casa! "

Rede: "Isabel e Fernando" Ô coisa miguxa dos infernos, mentalmente rezei para ele trocar o nome da rede, pois eu já sabia a senha para entrar. Se a rede inicia com o nome da mandante é fato que a senha é um apelido carinhoso que ele a chama quando não quer ser humilhado e quase apedrejado. Tentei belinha e foi na mosca!  - Eita corno, filha da puta sem vida própria! Belinha, colega? Estas perdido!
A rede era distante e não tinha alcance, logo para sossegar o leitor, digo que não cometi crime nenhum.

Não dormi pensando no sofrimento e na burrice de Fernando. Eu precisa encontrar esse vivente e abrir os olhos dele! Ao menos coloca o nome da rede de "Fernando e Isabel" que não dá na cara que é tão domesticado!

Amanheci com isso na cabeça e fiquei observando os vizinhos. Vi o casal saindo de casa, ela de moto ele caminhando. Eis Isabel e Fernando: ela linda e poderosa guiando uma moto e ele andando a pé para ver se come fumaça. Esperei a mandona ir embora e chamei Fernando, na hora ele respondeu e veio em minha direção. Comentei com ele que descobri a senha da rede de internet, melhor colocar uma mais difícil, vai que tomba com um sem vergonha por aí. Disse que o mundo era grande demais para ele ficar por aí lambendo as botas de uma mulher que não dava a mínima para ele!Comentei que ele não podia ser tão submisso a Isabel daquela maneira, pois isso não era amor e sim uma burrice animalesca!

Fernando esperou eu dar todo meu discurso de como o amor próprio faz a gente ser amado e disse: - Isabel é minha filha.Valeu pelo toque, vou mudar a senha de minha rede.

16 de ago. de 2010

Opções

Outro dia estava andando pelo centro de Santa Cruz do Sul, com um tempo livre. estava esperando meu enteado terminar a aula de catequese para podermos voltar para casa e, para não dizer que estava totalmente a toa, fui até a Lotérica para fazer aquela fezinha. Certo de que desta vez ganharei na MegaSena, resolvi dar uma olhada em preços de TV´s para o quarto de nosso pequeno quase-pré-adolescente. A que está ali, além de pequena, está em petição de miséria e logo, logo, queimará. E já que esta semana serei o novo milionário, nada como poder gastar em uma TV de plasma de 42 polegadas.

A rua central da cidade é totalmente comercial e frente a frente, duas concorrentes expõe seus produtos para que nós, futuros endinheirados, possamos avaliar. Em uma loja todos os televisores virados para a rua, com um programa qualquer de um canal por assinatura qualquer mostrava a entrevista de uma personalidade qualquer. Do lado oposto da rua, um DVD colocado de um famoso cantor sertanojo (ou breganejo), colocado a disposição dos transeuntes em último volume, uivava de dentro da loja. Claro que entrei na loja da entrevista e logicamente não comprei nada, porque acho televisão algo quase que totalmente inútil, principalmente custando mais de mil reais. Será que eles não sabem que o resultado do jogo só será divulgado hoje?

A questão principal aqui é o direito de escolha. Se você gosta da Revista Caras, do sertanejo, do Raul Gil e/ou qualquer tipo de 'lazer' popular, ótimo. Eu detesto e não preciso dar motivos.

Um parênteses: por quê -- confabulo entre meus colegas Id, Ego e Alter-ego -- pessoas que gostam dessas coisas citadas acima gostam de alardear em alto, altíssimo e péssimo som suas preferências 'culturais? Não entendo meu vizinho que me ensurdece com o rádio alto tocando mau gosto para todos da rua ouvirem. Não entendo a vizinha que fala alto comentando a novela das oito (ou seja lá o horário que seja hoje e dia) debruçada no muro e gritando suas opiniões. Em resumo, não entendo porque quem tem mau gosto é chato e barulhento.

Mas voltando às opções. Políticos, artistas de palco e telas, escritores, comerciantes, mulheres de vida fácil ou qualquer outro ramo de atividade tem o mesmo objetivo: conquistar sua fidelidade. Um consumidor de fatos e ideias que seja fiel é difícil de manter, porque nunca alguém poderá ser 100% bom no que faz. De cada duas dentro, dez bolas baterão na trave ou sairão pela linha fundo, quando não pela lateral, dependendo do pé torto de quem produz.

Eu sou e sempre serei fã do livre-arbítrio. Por isso sou contra o voto obrigatório, o serviço militar obrigatório (além de tudo, uma discriminação, já que donzelas não servem ao Exército), contra o horário político obrigatório, contra a Hora do Brasil obrigatória. Não quero e não sou feliz em conviver com a obrigatoriedade em ser patriota. É o cúmulo ser obrigado a torcer pela Seleção Canarinho nas Copas. Acho ridículo morar no Rio Grande do Sul e ser obrigado a ser gremista ou colorado, ou como sou paulista, ser obrigado a ser corinthiano (NÃO SOU MESMO!). Agora acreditam mesmo que me sentirei obrigado a não fumar, não beber, não comer a maioria da coisas, não fazer sexo e não ter prazer?

Nas próximas eleições gostaria de poder votar em quem quero, como quero e se quiser. E acatando a ideia do escritor M. M. Soriano, gostaria que nas urnas estivesse presente a tecla [DELETE], para não ser obrigado a votar em gente que com certeza me decepcionará depois.

O "É proibido proibir" virou o "Sinta-se obrigado".

14 de ago. de 2010

Pontuando pensamento.

Dos meus (meu) (t) eus (eu)

Eu não sou várias, não contemplo a lua e nem estou tentando me encontrar.
Sou única, sou uma... A mesma que lava-louça, educa, trabalha, beija e dorme mais que a cama consegue aguentar. Não me estraçalho nem  rasgo os pedaços, sou inteira, não me divido nem polarizo e desconfio... De quem eternamente tenta se buscar.
A vida é sim eterna busca de algo, mas a pessoa não. Quem não se sabe não sabe dos outros, não entende os fulanos nem beltranos, precisa encontrar o centro para algum dia conseguir acrescentar.

Da poesia (ss)

A poesia muitas vezes desvia... Enfeita tristezas, inventa alegrias e distribui porradas aleatórias. Algumas palavras só cabem em poesia, o resto é conversa fiada e desfiada; é luz para gerar reflexo, é pelagem para qualquer passante.
Saudades, loucuras e autoafirmações são ótimas na poesia... Encaixam e formam, mas a prática é dolorosa tal carne rasgada e  chorar chuva.
Poesia não e entreternimento. É bem mais que isso, é conseguir causar o que nada causa é atingir o inatingível.

O Vento ( daval)

O vento me cansa! Cansa ler e traduzir. A pobreza existente roubou o vento e não tem mais graça. O vento e a chuva deixaram a poesia de lado... Tanta destruição, tanto alagamento e destelhamento, virou coisa séria.
Admiro os que poetam ainda sobre vento, afinal de contas poesia também pode ser a arte de cuspir letras enfeitadas para esquecer situações dolorosas.
Uma poesia para o sem-casa, sem-esperança. Uma poesia para quem perdeu tudo e de fato não tem mais nada! Uma poesia como remédio. Uma poesia...

O médio ( dianos)

Ou se é ou não se é. Estamos na época do meio termo de tudo e da falta de meio termo em quase tudo. Cada um cuida do seu e dos seus... É tudo liberado e nada liberado. O médio é ruim e bom. Excelente é proibido, ótimo não se pode, só "Deus é dez".
Eternos aprendizes para ser médios. Ninguém precisa ler, arrancaram a teoria de quase tudo. O médio é ótimo. O médio é qualquer um.

Da "política"

Se perguntam algo simples, significa que afrouxaram. Se perguntam algo difícil, significa que estão contra. Se falam bem do meu, é porque estão corretos. Se falam bem do teu, é porque são estúpidos. Se o meu rouba, eu finjo que não aconteceu. Se o teu rouba eu grito mais alto que o grito.Se o meu é corrupto, eu digo que faz parte. Se o teu é corrupto, eu digo que é inadmissível. Se o meu não existe, eu invento a experiência. Se o teu existe eu invento a inexperiência.
A política virou a surdez dos acontecimentos e dos fatos iguais.

12 de ago. de 2010

Uma gaudéria

Quem me lê faz algum tempo, sabe que eu tento escrever poesia gaudéria. Não é um "luxo" de poesia gaudéria, mas com treino se pega o jeito!

III.

Tu que me olhas como cabano triste
Não amolece o peito na marra
Enquanto isso danço o maçanico em riste
Espantando micuim não te dando as caras.




Não tenho rancor nem sou monarca
Só não tolero vivente a gambetear
Correndo e fazendo fuzarca
Eu fico só a ladear.



Preferia que tu fosses matreiro
Pois valeira a pena gastar saliva
Mas tu passa mel nos beiços
E não vale a narrativa.



Pode fingir que caiu um cisco
Não levanto nenhum dos cinco mandamentos
Melhor tu voar como um risco
Pois não churrasqueio no mesmo espeto.




Glossário:

Cabano: cavalo de orelha caída

Maçanico: Dança gaudéria

Micuim: inseto de grama

Gambetear: poeder irregularmente, de forma pouco honesta

guaipeca: cão pequeno, cusco, cãozinho ordinário

ladear: Desviar, tirar da frente.

Matreiro: pessoa esperta, evasiva, má fé

Passar mel nos beiços: Agradar para enganar

Cinco mandamentos: A mão, dedos da mão

Churrasquear no mesmo espeto: grande amizade com outra pessoa.

10 de ago. de 2010

Um grande dia de merda!

Um dia de merda é para muitos; um grande dia de merda é para poucos. Eu faço essa distinção pois cabe a cada vivente se enquadrar em um dia de merda ou um grande dia de merda!Cada um sabe a definição literal e didática dos dias difíceis em que tudo -- Eu disse tudo --, acontece.


Meu dia de domingo iniciou bem, até o momento do vizinho ligar a britadeira ou serra elétrica... Eu realmente não consigo distinguir barulho desgraçado de barulho escangalhado. Horas serrando toda a madeira disponível da cidade ou furando o maior poço da cidade. O barulho estava terrível! A vizinha ao lado, que estava ouvindo o mesmo barulho que eu, resolveu abafar  com um CD do Chitãozinho e Xororó, mas como todo poluidor sonoro que se preze, ela não dispunha de fone de ouvido. Nesse momento crucial, meu dia se transformou em um dia de merda! Eu estava tentando escrever algo naquela hora, mas é impossível manter a concentração. Por sinal, se Confúcio morasse em minha rua, provavelmente iria colocar a cabeça para fora da janela e gritar: " Abaixa essa merda!" Se Gandhi morasse a quatro casas da minha já tinha uivado tipo lobo em cima do telhado... A coisa é complicada e quando tu percebe está queimando todos os jornais sujos de xixi de cachorro para fazer fumaça fedorenta para tentar forçar o povo a baixar o volume de sua vida. Falo baixar o volume de sua vida, porque não quero saber das brigas, das felicidades ou das tristezas, não quero escutar a música do vizinho na minha casa... Eu quero um pouco de silêncio, para variar!

Retomando, meu dia já estava de merda, mas lógico que podia piorar e foi aí que vi uma das cenas mais bizarras na vida! O cidadão do final da rua, aparece com um copo de cerveja gritando para o vento... Ele gritou tanto que pela ordem dos fatos, todos os cachorros da rua começaram a latir. Cachorro é um bicho solidário, um começa a latir e todos os cachorros de até 10 quilômetros de distância latem junto.

Juro que fiquei muito irritada! Não produzo barulho e quando escuto música é algo para o meu prazer e não o desprazer da rua inteira. Eu não grito, não faço fiasco... Tenho vergonha na cara mas não tenho silêncio.

O ponto alto, foi um carro de som animado desejando Feliz Aniversário para alguém da redondeza. Olha... Eu achava que essa praga já havia terminado por falta de quórum, mas não!

Enfim...Meu dia realmente foi um grande dia de merda! Mas um algo mais aconteceu para coroar... Teve um apagão na cidade! Em um primeiro momento o povo se manteve firme e forte na gritaria, lógico a serra elétrica ou britadeira pararam de funcionar o som da vizinha não, porque ela resolveu ligar o som do carro! Aos poucos o povo se espalhou e sobrou: Eu, David, a luz das estrelas e o tão sonhado silêncio... Mas enfim, não tinha como escrever. Meu note estava sem bateria  e eu não enxergo direito à luz de velas, ou seja, um grande dia de merda!

8 de ago. de 2010

Palavras ao vento



 Este texto não é, como pode até parecer a alguns, um pedido de desculpas por coisas escritas em outras ocasiões. Podem chamar mais de desabafo, constatação, retórica vazia... Tanto faz. Há muito deixei de me importar com definições pré-concebidas, mesmo porque muito do que digo tem a ver mais com minha pessoa física -- o David chato --, do que com o Editor -- o David com uma paciência de Jó.

 Vez por outra recebemos, Letícia e eu, textos para avaliação. Muitos vem por links, através do twitter, outros pelo e-mail. Isso quer dizer que, todos os dias, temos ao menos um livro para ler. Não acreditam? Pois é a mais pura verdade, pois somei as páginas que li outro dia e deram 80, o que dá um livrinho médio, não é? E olha que estou falando de mim. A Letícia deve ler mais ou menos o dobro. Claro que existe uma falha nesse processo: a leitura torna-se tão dinâmica que alguns detalhes fogem, mas isso não quer dizer que não possamos fazer uma avaliação decente, mesmo porque depois de um tempo você cria um 'gráfico mental', onde vai anotando altos e baixos de uma maneira tão natural que muito pouco fica de fora.

Nessa imensa quantidade de palavras, ordenadas em forma de poesia, de conto, de crônica, de artigo, existem textos ótimos. Novos poetas, velhos escritores, cronistas em formação ou já evoluídos nos dão o prazer do riso, da raiva, do querer e do perder. São autores que tem o sopro da vida à flor da pele. Sentem o que sentem e nos fazem sentir porque escrevem o que observam em torno de si; seguem o fluxo do mundo em movimento.

Há também o reverso da moda: textos horríveis, de autores que ainda não amadureceram o suficiente para apresentar algo de seu a um público mais exigente, como é nosso caso aqui. Dependendo do caso e da proximidade, entrego os pontos: "Olha, a ideia pode até ser boa, mas você escreve em primeira pessoa, passa para a terceira e o texto não termina". Ou "tal e qual palavra mataram a poesia, pois tiraram o ritmo". Outros autores, pelo estilo de conversa, prefiro ficar quieto, embora jamais publicasse algo escrito pelo cidadão. Isso "vareia", como se diz lá no Interior.

Mas existe um espécime que me dá nos nervos: o escritor -- principalmente e quase exclusivamente 'poetas' -- de comercial de margarina ou de absorvente feminino. Tudo é eterno e maravilhoso. O sol raia e os passarinhos cantam, mesmo em inverno fustigante. Toma um corno e acaba escrevendo as lições aprendidas, e ri para o Universo. É solitário, vazio, triste... Mas seus escritos transbordam de alegria e vivacidade, fingidos.

 Caros, muitas vezes escrevo esse tipo de coisa no twitter e no facebook para, quem sabe, receber de volta uma surpresa em forma de bofetada. Que alguns desses escritores Doriana se irritem comigo e escrevam sobre a morte, sobre o desamor, sobre a chuva que carrega casas e pessoas. Escrevam sobre a vida e não sobre a utópica visão clichê. Chamem a mim ou à Letícia e digam: "Olha aqui, seus babacas. Eu sei fazer isso, tá?" . deixem de lado os textos sobre a lua ou as fases femininas, porque gente muito melhor  -- ou mais conhecida -- que vocês já fez isso antes. Sejam diferentes e, se forem inspirar-se em algo já conhecido, façam como as escolas de samba: troquem as fantasias, mudem as roupagens, refaçam seus carros alegóricos. 

Me surpreendam! E por favor, não fiquem melindrados om as coisas que digo, pois não sou apenas leitor -- daqueles dos comentários miguxos, em blogs tantos --, não penso somente como escritor e nem consigo criticar sem os olhos do editor.

6 de ago. de 2010

A primeira DR entre eu e meu cérebro

- Acordei com vontade de ser Chico por uma hora, Vinícius por um minuto e Hilda por um segundo. Isso bastaria para oxigenar, fazer pensamento latir e o mofo passear.


Ah, como você me irrita quando escreve sobre o mesmo assunto.

- Ao menos eu tenho noção que é irritante, diferente de outras pessoas que estão sempre se repetindo. -


Escreva sobre vento, mar, infância, política, hipocrisia, doença... Mas escreva guria, precisamos terminar o livro!
- Posso ficar mais um ano sem terminar... Posso ficar mais uma semana sem fluir, mas me nego a não evoluir. Não escrevo mais sobre os mesmos assuntos, minha paciência já grita e "não salvar" virou normal. Não salvo mais porcaria, nem tudo é legal, não quero as mesmas linhas e a língua grita a indignação na mão-


Leia mais, pense mais, veja pessoas, crie uma crise... Seja a crise. Já sei!! Fique deprimida, saltite a felicidade. Faça a erosão de tudo em tudo.

- Erosão de tudo em tudo? Curti...Soa poesia, batuca na testa como poesia. Mas prometo, se eu sentar na frente do computador para tentar fazer algo com essa frase, não acontece nada. Vou moldar, fazer dois versinhos em cima e pronto... Acabou a cria. Isso é praga de madrinha, galinha preta enterrada na cozinha. ( Não arrumo mais explicação para esse limbo ) -


Mude então, escreva crônica, conto, romance. Você mesma falou que é bom modificar... Use seu próprio conselho. Modifique que tudo vai fluir, vai dar certo. Guria, pense positivo!
- Pensamento positivo, reza, oração... Já te disse que não acredito nessas coisas? Eu fico fria, gelada, não faço oração para me dar bem. Se existe o "papai do céu" ele está mega ocupado com guerras,pobreza e miséria. Eu realmente espero que você aceite meu ponto de vista e não fique tentando enfiar na minha cabeça que rezar adianta, ok? Não vou forçar você a pensar que rezar não adianta, por exemplo.
Lembro de ter dito para você mudar. Me diga se adiantou? Porque não funciona comigo. -


Daí fica difícil conversar contigo! Você precisa ter fé em algo e respeitar minha opinião!

- Mas quem disse que eu não respeito sua opinião? Eu disse que não vou te obrigar a acreditar no que acredito, né? Então que papo é esse de respeite minha opinião? Me escute. Escute inteiro... Não só a parte que lhe interessa, poxa! -


Quer ver um exemplo: Semana passada eu queria comer toda a barra de chocolates, lembra? Mas você, resolveu esconder de você mesma e comeu só metade!

- Óbvio que escondi! Eu estava tendo uma crise de ansiedade. Queria alimentar a ansiedade e não matar a fome! Eu conheço a gente melhor que ninguém! Não me diga o que fazer! -

"Eu conheço a gente melhor que ninguém" É sobre isso que me refiro! Você sabe tudo, entende de tudo e eu não sei nada. Eu abro mão das coisas que pensamos, você não.

- Eu só disse que queria ser um grande poeta por uma hora, por um minuto e por um segundo. Por que tu tira minha concentração e atravessa os assuntos? Sabe, só falei que queria ter assunto... Só isso! Tu infelizmente quer brigar, eu não quero! -

Ok, parei! Fico quieta observado! Foi você que iniciou esse assunto todo.
- Essa é a questão... Quem disse que eu estava falando contigo? Tchê, relaxa, nem tudo que falo é para você se manifestar! -

Já entendi, está dizendo que eu atrapalho!

- Algumas vezes, atrapalha. Já observou que tu não termina os assuntos e adiciona todos no mesmo contexto? Isso não dá certo! -

Tá bom! Fique você com suas manias!

- Não é mania, ok? É autocrítica que não funcionou porque não corrigi. Assumo meu erro e prometo que vou tentar melhorar para o nosso bem.  -

3 de ago. de 2010

O bonzinho é um otário!

Ser bonzinho virou sinônimo de burrice. Seja bom para te levarem os braços, seja bom para te pedirem mais, seja bom para ser lembrado quando convém e seja bom para escutar e não falar.

Você bonzinho é o coadjuvante da vida alheia e acaba se tornando coadjuvante em sua própria quando se preocupa em demasia em arrumar os problemas dos outros.

O bonzinho está em desuso, é decaído, "facinho", não sente, não chora, não grita e não tem vida própria. O bonzinho é um ouvido-de-penico; ele está a disposição para escutar, mas não pode abrir a boca para criticar... Ser bonzinho não combina com pensar.

Bonzinho é um lugar comum, todos são, todos já foram e todos serão. O bonzinho nasceu para se foder... Se fode porque é bonitinho, se fode porque é inteligente e se fode porque tem paciência!

Um bonzinho revoltado não existe! Bonzinho não se revolta e a vida é sempre um mar de rosas... O bonzinho passeia pelos problemas, não é lembrado nem apegado. Você pode passar três meses sem telefonar para o bonzinho que assim que seus problemas aparecerem é só você chamar... Ele é ótimo em emprestar: livros, dinheiro, tirar de encrenca e ser bode expiatório. É incrível, o bonzinho estará sempre disposto a falar que você estava com ele e não fazendo merda por aí.

Alguém inventou que ser bonzinho é profissão de idiota. O bonzinho não interessa mais!

Bom é ser maldoso, sem educação ou elegância. Bom mesmo é atropelar sem ir à luta, é ficar sentado esperando os sonhos dos outros se realizarem para proveito próprio! Bom é ser estúpido, gritar e falar alto, chamar atenção para os defeitos e culpar os outros quando faz algo errado! Bom é ser arrogante e sem noção! Bom é fazer piada com todos e tudo e dizer que a liberdade é que permite esse tipo de expressão! Bom é não respeitar nada, fazer o que der na telha, agir com hipocrisia... Ser Bom hoje em dia é ser Ruim!

1 de ago. de 2010

Twitter and me



O twitter é uma ferramenta interessante, ao permitir uma conexão variada, rápida e curta entre os mais tipos diferentes de pessoas. Para a Letícia e para mim funciona bem por razões variadas: como escritores, nos serve como termômetro das ideias que temos para novos textos, e como editores, nos possibilita uma visão do gosto literário de possíveis consumidores, enquanto nos permite analisar os escritos de outros autores que possam se interessar em publicar conosco. Cento e quarenta caracteres representam um gota ínfima da realidade literária de alguém, mas pérolas e diamantes são valorosos em sua pequenez, pois não?
Porém existe o 'lado negro da força', o desânimo em determinadas situações que o twitter nos dá oportunidade, por ser uma vitrine dinâmica, em presenciar. Situações que me deixam, por não existir uma palavra melhor para representar a emoção, puto em ver:

1) Aplicativos: Não, eu não gosto de Máfia Wars e não quero saber de seu nível ali. Não me interessa que você respondeu a sei lá qual pesquisa para saber que filme você seria. Além de expor sua conta à invasão, já que para poder acessar á minha você deve ter fornecido senha, expõe-se também ao ridículo, ao se preocupar com futilidades que pertencem a seu foro íntimo. Logo, ao se cadastrar nesses aplicativos, procure saber se não ficará enviando DM´s irritantes a seus coleguinhas de twitter;

2) RT´s infinitos: Existe o tal de Follow Friday, representado pela hashtag #FF. É uma gracinha, todo mundo que se conhece se indica e de vez em quando, raramente, pode acontecer de algum de seus indicados ser seguido por sua causa. Legal né? Mas me diga qual o valor em ficar dando RT sobre uma indicação feita a você! E por quê a pessoa que te indicou dá RT em seu RT? E você, legal, dá RT sobre o RT que foi dado sobre seu RT. Não dá para ser menos egocêntrico, achando que você é interessante ao ponto de achar necessário retuitar qualquer coisa que apareça seu 'nome de guerra'?

3) Scripts de followers: Eu NÃO QUERO 20.000 pessoas me seguindo, porque gosto de interagir com as pessoas. Quase todos que me adicionam, eu adiciono de volta, desde que não esteja, em sua timeline, coisas como 'aki tá xuvenduuuu' (leia item abaixo). Interação é o grande barato desta ferramenta, logo acredito impossível gerenciar tanta gente. Além disso, 90% desses scripts adicionam contas fake, robôs, que não são NINGUÉM! Então não seja chato em ficar propagandeando esse tipo de besteira;

4) Linguagem de internet x burrice: Nada contra as abreviações de internet, necessárias quando você tem que se exprimir em 140 caracteres. Então, os vc, aki, tt, rt, tbm, etc, são aceitáveis, por necessidade. Agora, venhamos e convenhamos, CONCERTEZA, FASSO, ACISTI, COM CORDO, COM MIGO, e outras semelhantes não fazem parte nem do aceitável, nem do português. Isso chama burrice e é óbvio que o MOBRAL deveria ainda existir. eScRevE disTAh maNERah Tb ME fAixXx kORRE diSEmbeSTadeenHu pRAh Forah Di suAH tImELINe...... Puru odiU...MsM!!!!!;

5) 'Sou bonito(a), logo existo': Você está caçando na net? Ótimo para você, mas não para mim. Sou muito bem casado e se você acredita que, por ter uma fotinha bonita em seu avatar me fará te seguir de volta, danou-se. Prefiro um(a) feio(a) inteligente a um(a) bonito(a) burro. Não que um exclua o outro, mas o que quero dizer que o interessante é trocar ideias e não babar em avatar de Photoshop, capicce?

6) Para terminar, a orkutização do twitter, os #qualquercoisaday. Se você é um voyeur e precisa de um dia especial para ver gente de lingerie ou um recalcado sexual que só tem orgasmo no dia que o povo do twitter agendar, procure um psicólogo. Ou um psiquiatra. Ou agende uma #orgiaday com seus coleguinhas que pensam da mesma maneira que você e curem suas taras. Mas não poluam o ambiente com 'brincadeiras' sem noção, onde o que vale é ver quem rouba a melhor foto de uma site pornô, dizendo que é foto de si próprio.

 Se você não concorda com nada disso, paciência. Mas se essa linha de pensamento -- exclusivamente minha -- lhe agrada, bem-vindo ao clube dos ranzinzas. Se você me seguir por causa deste texto, terei prazer em seguí-lo também.

(Imagens caçadas no Google)