28 de nov. de 2010

Feliz Aniversário, meu amor!

E quando te olho dormindo, acordando, jantando, tomando banho, trabalhando... Te olho, só olho e olho. Pergunto se é verdade, se a gente é verdade e somos mais verdade que carne e sangue, muito mais verdade que um soluço que gera espanto. A verdade dos nossos dias, nós dois dos papos de mesa de bar, do trabalho conjunto, dos filmes e vinhos... Mesmo que filmes ruins, no nosso mundo.

***
Existe em ti um algo mais 
Difícil traduzir... 
Existe um certo tempero, 
Um gosto apurado 
Nem doce nem amargo... 
Um gosto teu-meu. 


Existe uma certa seriedade... 
Uma concentração habitual 
A descoberta do texto pela pontuação 
A pressa no acerto, 
A correção. 


Existe uma alegria constante 
Algo que transborda e contagia 
Um amor mais de amor... 
A quantidade e qualidade 
Equilíbrio entre tudo 
Não gasta... 
E isso é meu-teu mundo. 


Existe uma angústia... 
A dor lá no fundo, 
Aquilo que te faz ser mais... 
A porta que as vezes te trava 
E que eu arrebento... 
Para tu conseguires falar. 


Existe a paixão pelo tudo nosso 
A gargalhada na piada 
A genialidade nas palavras 
Os ensinamentos... 
É isso que transborda. 


Existe a facilidade no foda - se 
Foda - se mundo, 
Foda - se tudo... 
Que não soma, 
Atrapalha e puxa para baixo. 
Descarta - se o que empobrece a mente... 
Fodam - se até os dentes. 


Existe uma bondade infinita, 
O pedido de ajuda que tu conhece pelos olhos... 
A mão estendida que sempre chega antes do falar, 
A palavra que conforta... 
Antes da vontade de chorar. 


Existe em ti um algo mais, 
E sempre vai existir... 
Amor meu-teu 
Teu-meu amor. 

***
E de tudo que poderia dar errado, fizemos dar certo. Driblamos a distância, chutamos a comodidade e embalados pela eterna saudade, nos casamos em comunhão de amor, na gargalhada e no choro desesperado, nas dores imaginárias e nas idas a academia... Na vida, na nossa vida!

Não basta amar...
É necessário ser dramático
Desesperado
E loucamente apaixonado.


(O amor é morno
Quando só é amor.)


Amor precisa ser carregado
Vai te deixar tonto
Desorientado...
E você pode estar há 50 anos casado
Que o mais-que-amor dura,
Inclusive no roubo do contador.


O amigo pode insistir
Que o amor basta...
E eu digo:
Se for só amor, acaba.


Por que o desafio do amor
não é escutar eu te amo
Todos os dias
E sim
Não trocar o olhar apaixonado
Pelo olhar de "bom dia".
***
Porque faz tempo que a gente se apaixona... E todo dia mais e mais. E quero celebrar o amor, a paixão desesperada que sinto, pois sou dramática, invento um creme de beleza novo, uma receita diferente para te surpreender. E quando a gente senta na porta dos fundos admirando a horta com um café e um cigarro na mão, fico longe... Em ti. E apaixono mais e mais, seja por uma pinta nova ou de ver tua alegria esperando o João de Barro ir comer o alpiste na casinha que tu construiu.

Porque se tu sabes o tanto que me sabe,
Deveria olhar para dentro...
Quem sabe,
Saber um pouco mais do teu alento.


E se te sei inteiro
Não sei nem metade do que tu escondes
E chego a te saber em mim,
Na parte que me cabe do que sou.


E se tu cansas de me saber,
Deveria mudar o meu entender
Para talvez saber
Que só sei te saber da tua maneira inteira
Não desprezo o apêndice da conta 
Nem te transformo no número ideal...
Para te saber mentira tumoral.


Certo é que quando penso que sei tudo do certo
É hora de parar e ouvir o que o outro pensa que sabe de certo.
Porque me saber é fácil,
Me buscar nas letras e parênteses é tarefa de amador.


Só sei que me sei enquanto olhos, boca e ouvido
O resto foi invenção tumoral e arrepio do lápis,
E se tu sabes de tudo isso
Sabe, que me sei enquanto tua
Com metade do teu peito
Habitando o teu pensamento.


E se tu sabes onde me saber...
Sabes que para ti é fácil me buscar
É só olhar no espelho
Quando estou distante
Permitindo silêncio.

***
Eu quero te desejar Feliz Aniversário! O "tudo de bom" é pouco para o que te desejo! Te amo cada dia mais e mais! Eu e Lucas temos mais que sorte... Temos o mundo!

E te vejo todo dia...
Amor, paixão, teus olhos,
Nossos momentos...
Te elogio: Tu és poesia, meu amor...Poesia...





22 de nov. de 2010

Entre a Horta e os Livros

Coisa que sempre gostei foi de legumes e verduras, para falar a verdade, as únicas coisas que detesto são: dobradinha, mocotó e quiabo, pois sinto nojo de ver. De resto, o que cair no prato, está valendo.
Verduras e legumes, gosto de qualquer maneira, crio receitas ( que nem sempre dão certo) e sou o tipo de pessoa que prefere um prato cheio de salada do que um prato de arroz. ( Para falar a verdade, eu não vejo graça em comer arroz).
Faz mais ou menos um mês, realizei o sonho de ter uma horta em casa. Senti no bolso a economia, levando em consideração que plantamos chás, além de frutas, legumes e verduras.Eu gastava por mês em torno de R$ 60,00 em chá, agora só gasto comprando gengibre, pois ele ainda não nasceu. Alface, pepino, moranga, couve-flor, repolho e couve temos aos montes e quem não comia salada aqui em casa, aprendeu a comer.
Falta crescer o tomate, beterraba, milho, mandioca, maçã, jabuticaba e cenoura para tudo ficar lindo e maravilhoso e o bolso folgar ainda mais. Além do bolso, gosto do fato de saber de onde meu alimento está vindo. Não é por nada, não... Mas existe muita diferença entre um legume comprado e um plantado, e a gente só sabe depois que tira da terra.
Pegamos gosto, por essa coisa toda de tirar do quintal o que se come, vamos evoluir para um galinheiro, logo, faremos economia em ovos já que não mataremos as galinhas, pois elas já tem pré-nome. (Estou tão empolgada com a possibilidade de ser totalmente auto-sustentável que já penso em cultivar uva para fazer meu próprio vinho!)
O bom também de ter horta e espaço no quintal é que o lixo orgânico vai direto para um buraco no solo, que vocês sabem... Vai se tornar adubo para a terra e é totalmente reaproveitado.
Quando mudei para essa casa, confesso que não levei em consideração todos os reais benefícios que a família teria. Em qualidade de vida, estamos ótimos e o trabalho rende mais fácil.
Já tinha realizado o sonho de ter minha própria editora e trabalhar com livros, o que honestamente faz a gente ralar mais do que ganhar, só que quando o trabalho é feito da melhor maneira possível, não existe motivo para reclamar. Trabalhar com livros, me fez entender o real "não" e o real "sim", consegui lidar mais com a negativa e ver dois lados da moeda bem distintos e pouco compreendidos para quem tem uma pressa absurda em opinar antes de saber do que realmente se trata.
E nessas idas e vindas a gente vê o quanto tudo muda ou tudo é fase. Pode parecer clichê ( e é clichê) mas quando eu era adolescente só pensava em ir morar sozinha em Porto Alegre, fazer faculdade  para sair do interior. Uma das minhas alegrias era saber que eu poderia comer Mc Donald's quando eu tivesse vontade e não só quando fosse viajar, já que em minha cidade não tinha a franquia.  E fiz! Mas agora, depois de estar na idade dos quase trinta eu só penso em sossego ao lado do David, trabalhar feliz e criar meu filho no ambiente mais legal e saudável possível! Não acho mais graça em comer Mc Donald's, pois sou uma criatura que gosta de se alimentar e acredito que não sou só eu, que tenho a impressão de estar comendo uma bolachinha recheada quando compra um hambúrguer, correto? (Hambúrguer bom é o que a gente faz em casa! )
Existe coisa mais boa que no final do dia, sentar e assistir um filme com o maridão ao lado, depois de um dia inteiro entre livros e horta? Não... Não existe. O meu paraíso é aqui!

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Lá no blog da Editora, tem aviso sobre a próxima Revista Cultural AQUI

21 de nov. de 2010

O mundo é mágico... O ano inteiro

Me desculpem os miguxos, mas o caos pessoal é necessário, assim como um bom palavrão nem que seja no banheiro sozinha--  Liberta tanto quanto um arroto de coca-cola que vem lá do fundo. Perdão, falei arroto! Peço perdão por ousar dizer que pessoas arrotam... Mas é que hoje estou terrivelmente "apalavroada" ou seja, não ando nem aí para frufrufru.
É que hoje o dia começou cedo, ou quem sabe a noite não terminou? Fiquei esperando o despertador tocar para acordar o filhote que precisava estudar. É, pois, a cria tem nove anos e já tem semana de prova, fico tentando imaginar o que me espera quando ele tiver quinze anos.
E essa noite não dormida me fez pensar na vida ( vejam só, rimou)! E coisa bem boa a gente ter tempo de pensar nos rumos... Em tudo.Não só na nossa, mas no geral.  Porque tem horas que a gente cansa de ter uma porrada de deveres e coisas para se preocupar e ver tantos outros sem nenhum. Bobagem? Faça uma análise pessoal e extra-pessoal e veja se o problema não é com todo mundo. E se é com todo mundo, a historinha de que cada um faz sua parte, não está funcionando.
Daí que os direitos que a gente luta é de ganhar um pouquinho de respeito, um abraço de um filho, uma ligação de um ente querido que faz tempo que a gente não fala, um e-mail de um amigo,  e tantas coisas básicas que não acontecem durante o ano inteiro.
E quando chega o final de ano, eu dou um chega para lá na "miguxada" quer ser legal? Seja o ano inteiro! Abandone sua postura de filha da puta durante todo ano e imagine que é Natal nos outros meses também ( essa lógica natalina deve funcionar, para quem usa)! Os carimbados da época quando te encontram dizem: " Vou aproveitar que é final de ano e te dar um abraço, você me desculpa?" Não , não desculpe! Aprenda que desculpar para alguns é ser livre para fazer mais merda no próximo ano.
A gente tem dever de desculpar, de aceitar, de ser bacana, de não ser mesquinho. Já observaram que tudo que se faz por auto preservação é taxado como mesquinho? Temos o dever de ligar, não ligar, ser feliz, não ficar triste, acordar e trabalhar, de estudar, ensinar... E a recompensa? A recompensa é um beijo do filho depois de estudar das 5:00 da manhã até as 6:20. A recompensa é diária e não só no final do ano.
É que nos contaram a lenda que devemos fazer tudo sem esperar nada em troca... Pois eu não espero, mas algumas vezes vem falta de educação vestida de um muito obrigado.
O mundo é mágico, Gil e Caetano são mágicos, nuvens são mágicas e inclusive o churrasco de domingo é mágico ... Mas tudo é mágico o ano inteiro! O que muda nessa época é que tem uma galera que usa barba gigante e veste casaco como se estivesse no pólo norte, esses sim, estranhos conhecidos que só vemos em época de final de ano e que sempre serão queridos desconhecidos que temos vontade de abraçar e desejar: " Feliz Natal", mesmo que não nos liguem depois.

17 de nov. de 2010

"Ah, esse maldito fecho-éclair"


Apesar de estarmos juntos durante as 24 horas do dia, Letícia e eu temos tempo para divagar em assuntos extra-editoriais-literários somente ao nos deitarmos em nosso ninho de amor. É nesse momento em que arquitetamos planos intrincados para a paz no Oriente Médio, salvamos as baleias, temos nossas ideiazinhas de vingança contra vizinhos chatos -- o quê, diga-se de passagem, já não acontece mais, depois de nossa mudança cá para Vera Cruz -- ou concordamos com o Däniken. Enfim, como dizia alguém que não conheço, cama não é só lugar para dormir e bobiça.

Claro que há espaço para assuntos de menor importância e tópico de anteontem foi o "maldito fecho-éclair" de Kleyton & Kledir. Daí surgiu a história que a Janete Clair e o Fecho Éclair eram donos da Marie Clair e da Tuppeware, como a Letícia vos contou anteriormente. Por ser um tanto mais usado que minha esposa, algumas palavras que para mim possuem ares saudosistas para ela não fazem o menor sentido. Eu gosto sim de fecho-éclair, como gosto de vitraux, abat-jour, carnet, édredon, toillete e tricot. Ou seja, prefiro a palavra no original, nos casos mencionados, em bom e velho francês. Acho chic, fazer o que?

Deu para sentir que a reforma ortográfica e seus hífens desaparecidos e aportuguesamentos desmedidos tem feito comigo?

Gosto, por exemplo, de ler edições antigas de livros da Agatha Christie, onde Poirot aparece sempre com uma observação francesa (eu sei que ele é belga!) para petit choses do dia-a-dia. Me dá um prazer inenarrável livros que não tentam traduzir poemas embutidos em algum texto, pois várias vezes a tradução (sabidamente ruim, em muitos casos) faz com que o sentido dado pelo autor tome doril.

Eu sei que passamos por uma fase onde a educação é nivelada por baixo. Meu filho, prestando vestibular, me diz que danou-se em uma prova porque não sabia fazer cáculo de volume, algo que sei até hoje, tantos anos após terminados meus estudos. Se um adolescente não sabe algo básico assim, imagine então entender citações antes corriqueiras? Um exemplo? Pergunte a qualquer um nascido depois de 1990 se sabem o que significa o "dolce far niente", tão italiano quanto capuccino ou macarronada....

Sou a favor das dificuldades propositais. Se existe uma maneira mais rebuscada e culta, para que cazzo lançar mão do básico chulé? Existem próclises, mesóclises e ênclises, embora hoje a forma direta e abjeta seja a mais "legauuuu miguuuuu". Eca.

E pensar que toda essa linha de pensamento partiu de um maldito fecho-éclair, primo rico do zíper, deus de todos os velcros...

Saxofone, livros e fecho éclair

Sempre gostei de instrumentos musicais! Quando eu era pequena aprendi a tocar piano, depois de um tempo, fiz aulas de canto e técnica vocal... Daí descobri o saxofone.  Comprei um saxofone tenor e fiz aulas para aprender a tocar, nunca imaginei que conseguiria ter habilidade para um instrumento de sopro, mas por incrível que pareça, eu tinha. Hoje, o saxofone tenor está guardado em cima do armário, por pura preguiça em administrar meu tempo, não fiz mais aulas... Abandonei  o saxofone e olho todo dia para ele pensando: " Um dia ainda volto a tocar."
Quando a gente descobre que pode fazer algo e não faz é por preguiça... A maldita preguiça que quando se instala não abandona. Eu sei que posso, mas não faço. Tocar saxofone, não é fácil... Mas não continuei treinando mais a habilidade que tinha.
E tudo que a gente aprende, vira a "teoria da bicicleta"... Não esquece é só pegar e sair andando. Quem sabe um dia tiro meu saxofone do castigo eterno do armário?

***
Terminei meu segundo livro, e toda vez que termino algo que comecei, lá está o saxofone me olhando para apontar: "Eu, estou por aqui!" O livro está lindo e você pode saber mais sobre ele no meu site http://www.leticiacoelho.com.br  ou no site da editora http://www.editoranovitas.com.br
É bem diferente do  primeiro, creio eu, mais trabalhado. Além das poesias, tem fotos do dia-a-dia... Que captam o sentimento, o meu, de poeta.
Já contei que sou poeta? Pois, sou. E toda poesia que termino, me faz lembrar do piano, saxofone e o canto. Não é nem sentimento de frustração é auto-sabotagem mesmo.

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Queria eu, escrever contos como o David ( http://www.davidnobrega.com.br ) , acabei de ler o livro dele depois de impresso. Não tenho habilidades para contos, começo bem e corro no final. Um atropelo literário e toda vez que abandono um conto por pura falta de paciência, lá está na lembrança meu saxofone em cima do armário que é o exemplo da preguiça e falta de treino. Mas com os contos é diferente... Posso treinar mas não tenho competência.
E li o livro inteiro, livro que foi escrito no escritório ao lado. Como alguém consegue escrever o conto o "Palhaço" e o "Milagre"? Sou fã, adorei! Ficou na coleção de livros que não desgrudo e que guardo como bíblia. Meus livros surrados, sublinhados e sagrados do Augusto dos Anjos, Kafka, Poe e David.

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 Já pensaram na capacidade de criar besteira que temos? Pois ontem no twitter fiquei divagando sobre a palavra Fecho éclair ( que deveria ser pronunciada só por franceses) , porque não gosto dela, não é sonora e não combina, tenho cisma!

 - O Fecho éclair e primo irmão da Janete Clair. Fundaram a revista Marie Clair. A comunicação com as mulheres foi tão grande que resolveram investir na dona de casa e criaram a Tapeware.  ( Eu precisava escrever essa besteira aí, porque ontem eu e David ficamos criando histórias para o Fecho éclair... Para criar simpatia com a palavra. Passo a bola para ele, que vai contar sua própria versão do Fecho éclair.) -

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Entre saxofone abandonado, livros terminados e fecho éclair não compreendido, fica a capacidade... Habilidade em captar a essência. Entendeu? Não, é certo que não! Justamente porque o fecho éclair está fora de contexto do meu texto. É assim com fecho éclair... Quando ele aparece fica perdido, não encaixo em nada, prefiro zíper. Zíper facilita a vida, já o fecho éclair, não.

15 de nov. de 2010

Você educa?

Quem lê o blog faz algum tempo, sabe que Lucas passou por um episódio de  bullying no colégio. É daqueles momentos que a gente acredita que não vai acontecer com a gente e ficamos pensando: O que adianta  educar meu filho, se os filhos dos outros não tem educação?
Por conta do episódio, Lucas passou a frequentar a psicóloga e a fonoaudióloga -- fico pensando por que os pais não se dão conta que o filho agressor é quem deveria frequentar psicólogo --.  É de se pensar...

Observando o quadro positivo que Lucas se encontra atualmente, vejo que acertei ao leva-lo para os especialistas, embora os agressores continuem agindo da mesma maneira com outras crianças... A diferença é que Lucas viu que pode se defender e viu que é maior, mais forte e bem mais inteligente. Apesar de tudo o que passou nunca precisei me preocupar com as notas dele, que modéstia a parte são ótimas.
Meu filho está 100% bem? Não... Continua como "alvo" fácil pois gagueja quando nervoso e apesar de fazer bastante esporte, ainda se encontra acima do peso. O bom é que não aconteceram mais episódios tristes, pois ele hoje nos conta o que acontece e a maneira como é tratado. Não se deixa estourar e não baixa a cabeça como antes, como se fosse uma aberração ( Naquela época ele me perguntou o que era aberração, pois havia sido chamado por um dos colegas).
Mas por que voltei a falar no assunto? Porque hoje fiquei pensando em como me senti sendo mãe e educadora, e a que ponto a violência escolar está crescendo -- ou melhor, sendo mostrada -- e antes a gente não dava tanta bola...
***
A semana passada, lendo o jornal Zero Hora me apavorei, porque um aluno bateu na professora com uma cadeira. A professora ficou com os braços e os dentes quebrados e o aluno disse que estava se defendendo. Quando deixamos chegar a esse ponto? O problema é a escola? Penso que não, o problema é a maneira que tratamos nossos filhos e os educamos em casa.
Cada um deveria fazer sua parte, mas parece que nós pais e mães, estamos constantemente ocupados para cuidar da educação de nossos filhos. Escola da vida? A escola da vida atualmente forma marginais e não é a mesma que nossos avós passaram.
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Em uma Universidade paulista, fizeram um rodeio de "gordinha". Notem que estamos falando de adultos... Tratando pessoas como animais. Na minha época que não faz muito tempo, pois tenho 29 anos, a gente na idade de frequentar a Universidade já era adulto, não sei o que mudou hoje em dia...
***
Vamos culpar a sociedade, as amizades, as escolas, o Governo... Mas não vamos nos dar conta que somos parte disso tudo. A culpa é de casa, da criação. A escola não se torna violenta da noite para o dia... Não é como video game que todos ficam loucos de uma hora para outra ou viram zumbis e é necessário exterminar os "monstros" para começar uma nova era.
Tudo é simples, fazemos parte disso, somos culpados até os dentes! Pais não são orientadores... Pais são educadores vigilantes.  Vigie seu filho, para que o meu não seja agredido. Prometo que estou de olho no meu filho para ele não tratar mal ou mesmo ferir emocionalmente o seu. Eu educo não só para ele, mas para a sociedade.

Você educa? 

1 de nov. de 2010

Já chega?

Certo. As eleições finalmente consagraram dona Dilma como nossa nova presidente. Poderia ter sido José Serra, Marina ou até mesmo Plínio. O que interessa é que todos que puderam/quiseram encaminharam-se à urnas e ali fizeram sua opção. Lula fez seu sucessor e a única coisa que podemos esperar é que ela, Dilma, consiga fazer um governo com luz própria, independente e centrada. O resto, já é passado, embora possamos sempre relembrar tantos nomes comprometidos por esse passado, sempre que quisermos. Presidente Dilma, separe o joio do trigo antes de assumir. Chega de aloprados se fazendo de pobres coitados...

Existe um algo que parece passar despercebido dos militantes mais aguerridos: desde o governo Collor existe, no Brasil, uma linha de continuidade quanto aos programas de Governo. O que difere um governo dominado por um partido ou outro, são penduricalhos, na maioria das vezes com propósito sim de que o partido ou coligação seja bem visto pelo povo. Ou seja, desde anos atrás, há o propósito de se manter a inflação sob controle, de sustentar o Real como uma moeda saudável, de marcar o poste mundial. Se isso não foi alcançado até agora, é porque muitas vezes a política de grêmio estudantil que a cada dois anos ocupa as atenções dos eleitos suplanta o bom-senso em favor do povo de nosso país.

Acreditam mesmo que se Marina fosse eleita, sua política seria tão diferente da de Lula ou FHC? Impossível. Como todo filósofo de boteco sabe, na prática a teoria é outra. Existem as negociações, conchavos, distribuições de cargos, comuns a todos os governos e em qualquer nível. Se para se alcançar a indicação de um partido para buscar uma vaga na Câmara de Vereadores de seu município já depende de negociações internas, imaginem vocês o quanto rola pelos bastidores de nossa jovem política nacional. Os tais rabos presos, dossiês e etc são ficha limpa perto daquilo que suponho que aconteça.

Não recrimino quem se alia a seus pares para somar voz. Me sinto é ofendido por oponentes adulando-se mutuamente, como se não houvesse amanhã. Um alguém imprestável na campanha passada hoje defende com unhas e dentes o poder do amigo desta vez. Ridículo e baixo. Muitas vezes vendo na TV Collor falar bem de Lula, sinto a tal vergonha alheia. Entendem o ponto?

Política de grêmio estudantil. Os militantes, seja por meio de redes sociais ou na rua, estapeiam-se, defendendo alguém que julgam o melhor, o único e a opção real. Comportam-se como se fossem crianças birrentas, com ciúmes da professora de sua turma. Xingam-se, tomando como exemplo os sóbrios candidatos. Observam, dos outros, a vida sexual e a postura religiosa, como se isso fosse importante.

O cidadão brasileiro precisa aprender a ser...Cidadão! Estudar candidatos. Guardar a colinha da votação. Cobrar promessas de campanha. Fiscalizar!

Não há necessidade de ofensas pessoais e sim de vergonha na cara, algo que falta a alguns daqueles que servem ao povo. Nos tratam como se fossemos prostitutas do bordéu Brasil onde fodem-nos roubando, traficando influências, sobrepondo-se ao bem comum.

Boa sorte a dona Dilma, mesmo não sendo minha opção. Boa sorte a ela porque, diretamente, será sorte para todos nós, independente de partido.