26 de fev. de 2011

Bolo de milho

É de conhecimento público que não tenho grandes habilidades na cozinha, mas eu engano bem, pois quando acerto uma receita, eu faço  sempre e parece que tenho ultra habilidade para dominar o fogão.
Pois, sei lá o que acontece comigo, mas tenho  dificuldades incríveis em acertar bolo. Ou o bolo fica pequeno e não cresce ou cresce tanto que chega a transbordar da forma. Mas fui iluminada de alguma maneira e desde que David e Lucas plantaram os pés de milho na horta, estou fazendo um bolo de milho que fica maravilhoso! 
Então, segue receita:
Ingredientes:
2 espigas grandes de milho cruas
1/4 de xícara de chá de óleo ( prefiro canola ou girassol)
Um pouco mais de meia lata de leite condensado
1 ovo
1 xícara de chá de farinha de trigo ( faço com farinha integral)
1 colher de sobremesa de fermento em pó


Modo de fazer:
Retire os grãos da espiga cortando rente ao sabugo e bata no liquidificador com um pouco de água. Depois coloque o leite condensado o óleo e o ovo e continue batendo no liquidificador. Coloque a farinha, bata mais um pouco e por último o fermento (bata mais um pouco) 


Unte uma forma não muito grande com um furo no meio e despeje a mistura do liquidificador. Coloque no forno...Fogo baixo e depois de 40 minutos o bolo está pronto! Espere esfriar e retire  da forma para não quebrar.
Depois de retirar o bolo da forma gosto de colocar glacê em cima para dar um colorido ;)


Para fazer o glacê, pegue uma clara de ovo e bata bem. Depois misture o açúcar glaceado mais suco de meio limão. Coloque açúcar glaceado o suficiente para ficar branco e consistente. Depois espalhe em cima do bolo. 
O resultado, é esse aí: O bolo fica fofo, gostoso e é rápido de fazer! 







24 de fev. de 2011

Eduque, antes de dar um computador para seu filho

Algumas vezes me sinto desmotivada "enquanto pessoa" quando vejo a atitude de alguns adolescentes na rede. Criaturas de menos de vinte anos dotadas da senhora razão conseguem se superar agredindo, soltando o verbo --  e, diga-se de passagem, soltando mal o verbo. Erros ridículos de português só por pura preguiça de abrir um dicionário ou procurar um dicionário online. Tentam causar... Brigando, xingando, e fazendo uso da "bela" frase: " A vida é minha faço o que quiser" ou ainda: "O twitter é meu, escrevo o que quero".
                Pois... Quando entrei na faculdade, eu não sabia nem usar o e-mail, aprendi a navegar na internet nas aulas de Informática da Educação. Naquela época, que até não faz muito tempo,  a internet não era tão presente na vida de crianças e adolescentes. Pois... O mundo mudou e hoje todos estão conectados. Hoje, quem não tem computador não existe, dizem alguns, assim como quem não tem um e-mail para se comunicar. 
                O problema todo, penso eu, é que não existe um limite na questão do uso da internet por crianças e adolescentes. Quer ver seu filho feliz? Dê um computador de presente, afinal de contas, "todos devem estar conectados". Porém se dê ao trabalho de educar e orientar no uso da internet. Em boa parte das escolas, existe a matéria chamada Informática e os alunos aprendem a ter contato com o computador desde pequenos. Meu filho, por exemplo, iniciou as aulas de informática na escola de educação infantil, está no quarto ano do ensino fundamental e continua com uma aula por semana de informática no colégio. Com oito anos ele ganhou um notebook de Natal que é  usado basicamente para jogar e pesquisar no Google. Quando ele pesquisa no Google, estou normalmente por perto e é interessante ver quais são assuntos que ele pesquisa. Meu filho não se liga em redes sociais (ainda!), passa as manhãs  no colégio e nas tardes, pratica esportes. Ele tem o próprio quarto com escrivaninha, televisão e computador. Porta fechada? Jamais! Desculpem os super liberais, mas criança com nove anos não merece privacidade total, e até onde eu puder orientar e  vigiar o que ele assiste na televisão e o que faz no computador, eu farei. Isso não é super proteger, isso é educar. Certa vez escrevi um texto pedindo para os pais vigiarem seus filhos na internet -- mesmo porque hoje dizem que as pessoas não amadurecem mais como antigamente -- orientando até ele conseguir ter condições de fazer as próprias escolhas. Isso evita diversos transtornos para o adolescente e para a população conectada em geral. Você não pode soltar seu filho na internet sem um pingo de educação para os outros aguentarem... O filho é seu, você educa, você é responsável. Se ele fizer algo errado e você culpar as companhias que ele anda... A culpa é sua de não ter prestado atenção nos amigos de seu filho.
                O mundo realmente anda maluco e as contradições educacionais em alta. Existia uma época que crianças e adolescentes eram super reprimidos, daí evoluímos para a liberdade beirando a esculhambação, como se uma criança ou mesmo adolescente tivesse condições de saber sozinho o que fazer. Se dizem hoje em dia que com 17 anos um adolescente não tem condições de escolher sua própria profissão por pura falta de maturidade,  que dirá se portar direito na internet (e na vida), concordam? Lógico que não vou generalizar, óbvio que cada pessoa é única e nem todos adolescentes são desprovidos de maturidade. Conheço pessoas de 15 anos que sabem exatamente onde querem chegar, se preocupam com o futuro de verdade e muitas vezes são mais maduros que pessoas que já ingressaram na vida adulta.
                Novamente: eduque seu filho para o mundo, não deixe ele acreditar que pode se educar sozinho.

19 de fev. de 2011

100DR e nosso primeiro vídeo

17 de fev. de 2011

Juremos!


                Um dos textos mais bonitos que existem é o tal "Juramento de Hipócrates", aquele mesmo que todo estudante de medicina sabe ser para inglês ver. Durante os 23 anos em que trabalhei na área da saúde, conheci apenas um médico que vivia com esse preceito em mente, mesmo sendo secundário à filosofia Bahá´i que deve professar até hoje o doutor Massoud ("Persa David, non Iraquiano. Nós não gosta ser chamado assim. Nós é persa..."), se vivo estiver. Bonito não quer dizer prático, vemos então, já que jamais serão  vistos médicos abnegados que vivam mendigando pelas portas por não se acharem merecedores de pagamento por seus ensinamentos ou curas:

"Estimar, tanto quanto a meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração e nem compromisso escrito; fazer participar dos preceitos, das lições e de todo o resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulos inscritos segundo os regulamentos da profissão, porém, só a estes."

                A hipocrisia do Hipócrates é irreal, porque naqueles tempos deveria existir uma confraria ou sindicato que fornecesse sustento aos médicos, ou então sabe-se lá, viviam de brisa.
                Mas a hipocrisia grassa em nosso meio e uma das maiores é o ataque sistemático à indústria do fumo. Fumar deixa broxa, dá câncer, varizes, unha encravada e sabe-se lá mais o quê. E durante os anos que disse que trabalhei na saúde, pelo menos 15 foram exclusivamente com paciente oncológicos, sendo a maioria desses pacientes mulheres, não fumantes, não-sexualmente ativas, não-alcoólatras, não-nada! Senhorinhas que não tinham por hábito fazer o Papanicolau ou que nunca se submeteram a uma mamografia, por exemplo.
                O fumo faz mal? Claro, né Creide. Há estudos suficientes para embasar isso. E o álcool hein, grande tomador de Cabernet e Merlots, que dirige acima da velocidade permitida? E o sol, lagartão de praia? E o café, o chocolate, as gorduras polissaturadas, o açúcar? Viver faz mal. É simples assim. leite me faz mal, por exemplo. Minha intolerância à lactose me faz virar ao avesso toda vez que insisto em tomar um boa xícara de leite quentinho com bolachas amanteigadas.  
                Aqui em nossa região o que provê sustento às famílias, proprietárias de minifúndios geralmente, é o tabaco. Reclamam, o preço é baixo, o adubo é muito, o veneno é caro, etc. Mas trocam suas lavouras por algo como soja? Não, pois a lucratividade é imensamente menor. "Ah, o trabalho infantil...". Olá você, alienado citadino, mas em lavouras familiares todo mundo põe a mão na massa, para ter o que comer. Mas sim, as crianças estudam, desempenhando suas tarefas em casa quando for possível. Não é escravização mas sim o ensino doméstico. Video-game, Orkut, MSN? Não queridos, trabalho. Garanto que não mata.
                Contra a hipocrisia, eu faço uma proposta: vamos banir tudo que faz mal e onera nosso precário sistema de saúde. Não nos incomodemos com os mais de 15 bi de impostos recolhidos pela indústria do fumo anualmente, fechemos as fábricas e proibamos a importação. Cigarro não. Bebida não, por consequência, já que das quase um milhão e trezentas mil pessoas que morrem ao ano no trânsito, chuto que ao menos 8 0% tem influência direta do álcool consumido.
                Quanto aos agricultores, enfie-mo-lhes o trecho do "Juramento de Hipócrates" que destaquei acima pela goela. Que vivam de brisa, esses malfeitores. E óbvio que sou fumante e me sinto no direito de fazer o que bem entender de meus pulmões, sem gente chata sendo politicamente correta com a vida alheia, enquanto se entope de outras drogas às escondidas.

14 de fev. de 2011

O D.T.

Recentemente cientistas Holandeses, comprovaram que dez em cada dez pessoas desocupadas no trabalho (doravante denominadas simplesmente DT) acreditam que todos a sua volta também estão, são ou serão desocupados.
                É muito fácil reconhecer um DT em seu ambiente de trabalho. A cadeira com rodinhas servirá basicamente para o deslocamento entre sua mesa e a de seus colegas desafortunados por tê-lo compartilhando da mesma sala. Por falar em cadeira, o DT, quando parado frente a sua mesa sempre organizada, estará girando feito pião com a simples intenção de irritar todos os colegas presentes, já que com certeza a cada giro um guincho causado pela falta de lubrificação se ouvirá. A caneta batendo insistentemente na mesa, sendo enrolada no cabelo ou presa entre os dentes enquanto fala, provocando um leve salivar que lhe escorre pelos cantos da boca, será sempre um indicativo de que o DT está a procura de um alvo. E esse alvo, com certeza, será alguém que está empenhado em algum relatório inadiável. 
                DT´s tendem a dizer que sua tarefa do dia já foi cumprida e se alguém aventa a possibilidade de pedir a esse DT que corra em auxílio de alguém atrasado em suas tarefas, a resposta será algo parecido com "Eu não recebo para fazer mais do que me pagam". Imediatamente mudam de assunto,  discutindo com o alvo escolhido sobre seu novo carro, como a vaquinha do café anda cara ou como o papel higiênico do banheiro é áspero.
                O DT sempre tem fé. Fé que o seu companheiro da mesa mais próxima seja como ele. Assim, mesmo sendo o alvo, como dito acima, uma pessoa com o prazo explodindo, o DT irá arrastar sua cadeira-carrinho-de-fuga até o Universo do outro, levantará e, cansadamente, se sentará entre o monitor e a caixinha de clips, justamente para dar dicas no Paciência Spider ou querendo saber das fofocas via MSN. Será uma surpresa ver na tela de seu colega-alvo uma planilha de Excel com cálculos gigantescos. A decepção de ver alguém trabalhando só o fará mudar de alvo, quando não optar pela insistência em atrapalhar.
                O DT adora um happy-hour. Por isso o planejamento sempre se iniciará no horário do almoço e se estenderá por toda a tarde. Passará de mesa em mesa, dando sugestões de lugares ótimos que ele conheceu e distribuindo os colegas pelos carros disponíveis, mesmo que o alvo não participe de confraternizações.            O DT é aquele que vai marcar uma reunião em horário de expediente, preferivelmente no refeitório da empresa, para falar sobre o chá de fraldas da colega grávida que ninguém sequer ouviu falar ou sobre a despedida de solteiro do amigo... Dele. Quando nenhuma das opções acima se concretiza, o DT corre o bolão da próxima MegaSena.  Nesse caso, não interessa ao DT se qualquer alvo é contra o jogo: todos já terão seu nome na lista, com o devido valor a saldar.
                Seis meses antes de suas férias começarem, irá ao departamento pessoal, no momento de extrema concentração do "pessoal", como o fechamento da folha de pagamento, para tentar marcar as suas férias. Será o único a reparar no ambiente que mudaram a cor da parede, durante o final de semana, de branco para gelo.
                Nunca veremos um DT ficar doente, já que ele faz questão de comparecer todo santo dia, sendo inclusive pontualíssimo, sendo aquele que faz o primeiro cafezinho da manhã, na quantia que deseja, com a marca de sua preferência. O DT gosta de se manter presente no ambiente de trabalho, fazendo de tudo para dominar o ambiente em que deveria estar fazendo algo útil, garantindo assim o insucesso de quem comparece ao seu local de trabalho para – pavor dos pavores! – trabalhar.
                Essa pesquisa contou com amostras de servidores públicos de carreira, escritórios em que o chefe só comparece às segundas-feiras e grandes empresas, onde o presidente não tem tempo de caminhar pelos escritórios, avaliando a  produção de cada funcionário.
                P.S.: Nunca fale mal do desocupado para o chefe, provavelmente ele já conquistou o carinho enviando cestas de Natal ou mesmo ingressos para o show Blue Man Group
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Esse texto foi escrito em parceria com o maridão :) 

12 de fev. de 2011

Velhice?


                Sabem quando é que eu me sinto velho? Quando leio as conversas "amorosas" de gente que sigo pelas redes sociais. "Fiquei com fulano ontem". "Ah, sicrana estava gata, mas acabei ficando com a beltrana". Um misto de pena, resignação e raiva, pois esses que hoje vagam pelas noites não tem o prazer da conquista e isso me dá pena. Aceito que os tempos mudem, "evoluem" de uma certa maneira, assim fico observando, sem comentar. E finalmente me dá um ódio danado de lembrar que em meus tempos de adolescente para ganhar um beijo de alguma desejada eram gastos dias, semanas de flerte, sucos de laranja pagos com dinheiro inexistente e paciência, muita paciência.

                Banalizaram o beijo, primeiro contato íntimo e sexual. Banalizaram, por consequência, o relacionamento e a magia da conquista.

                Mas pelo que leio por aí ou escuto por aqui, as coisas não estão sendo fáceis para os envolvidos. É um chororô de decepções expostas ao grande público em forma de frases mal formuladas de um português inexistente, quando não burro.

                Minha teoria beira à conspiração, quando acredito e tenho a cara lavada de lhes dizer que a partir do momento em que esses relacionamentos  amorosos são pilares quebrados de um pier (chique escrever pier, quando poderia escrever trapiche ou cais, outras palavras legais, não é?) que dá embarque às naus furadas da vida de cada um.

                Veja bem se não estou certo:

                Determinada pessoa sente-se solitária e abandonada, depois de frustrações notívagas e etéreas, que não sobrevivem ao SMS do dia seguinte. Tal pessoa, depois de tantos doídos pesadelos emocionais, acaba por se recolher em casa, por puro medo de novos machucados. Na internet  transforma-se naquele grudento ser que acaba por se tornar um "amigo" presente em seu blog, twitter ou qualquer outro lugar que você costuma aparecer, expansivamente. Um chato qualificado, já comentado em outro texto (em vídeo, por Camila Salvatti). Na vida real, uma concha. Na virtual, uma ponte para satisfazer o ego de qualquer um, centrado e abnegado.

                Querem acertar as contas com esse destino injusto? Tornem-se difíceis. Sejam aquelas pessoas inatingíveis que tem em torno de si uma aura de mistérios e de impossibilidades. Deuses em olimpianos pilares, deixando para que a ralé que sente prazer em relacionamentos fúteis, se contente "cada um em seu quadrado."

                Na realidade não me sinto velho não. Não é a velhice que me incomoda. O que deixa passado é que minhas experiências acumulados me transformam em ranzinza. Chato de um outro tipo, mas feliz com conseguir ainda ficar afastado da turbulência de uma vidinha sem graça e vazia, e que me dá ainda o prazer da conquista diária por ti, Letícia.
               

8 de fev. de 2011

Evolução?!


                Durante os anos 60, loucos anos de liberação comportamental, a negação do estabelecido foi praxe. A tal contracultura. Leis antigas tinham o gosto amargo da mesmice, sutiãs apertavam mais do que nunca e a droga rolava ao som do rock´n roll. Descrição mais clichê, impossível.  Ah!  Os hippies! E a bossa nova.
                Os anos 70 apareceram como uma continuidade lógica da década passada. Sutiãs não haviam mais para serem queimados, pois agora é natural que sejam usados por vontade, não por imposição social. O rock deu cria, nasceu o punk de poucos (ou quase nenhum) acorde, as drogas eram consumidas a rodo e a molecada careta dos anos 60 eram já adultos caretas dos anos 70. E os hippies continuavam, bom... Sei lá... Estavam ali e pá... Mas pode ser que também não estivessem... Não, sei lá...  Entende?
                Coloridos anos 80. Contrários ao preto punk, o rock progressivo estava na onda, da mesma maneira que várias bandas com músicas fantásticas como "Ursinho Bláu-bláu" e "Amante profissional", fazendo o contraponto ao Legião, Ira!, Paralamas, Engenheiros e muito etcéteras. Nossas roupas coloridas chocavam quem não estivesse usando óculos escuros espelhados, pois podem dizer o que quiserem, mas verde limão com cor de laranja não combina em lugar nenhum do mundo, em qualquer época. E os cabelos? Ainda bem que naquela época as câmeras digitais e o Orkut não existiam...
                Depois os 90 yuppies chatos e seus ternos com ombreiras, os 2000 que não acabaram o mundo, sobrando a chance para que em 2012 os Maias acertem a parada, já que Nostradamus errou feio e na virada do milênio não aconteceu catástrofe maior que o bug dos computadores que não atualizavam mais o reloginho. E sim, para mim o milênio virou em 200, não em 2001, como querem os doutos no assunto. 
                Obviamente os parágrafos acima são um resumo de um minuto.
                A cada década – e podem contar que a variação é sempre na base do decênio – o homem dá um jeito de inventar uma novidade de folhinha de quitanda.  Contestação, irritação, esquecimento, enriquecimento/empobrecimento. Alterações nada lineares mas sazonais no comportamento.
                Estamos nos dando bem em nossas investidas através de novos terrenos? A criminalidade explode, a educação vai ao rodapé, o caráter desapareceu e conceitos como moral, ética e bom-senso tornam-se raridades absolutas.
                Pois então aparece um escritor declaradamente agnóstico dizendo a quem interessar possa que as aulas de religião acabam fazendo falta! Surtei? Não e explico:
                A noção básica de certo e errado é-nos transmitida pela religião, herdada de nossos pais. Claro que no âmbito familiar se educa, mas o conceito temerário ao erro  vem dos bancos dos templos. Tomar uns tapas na bunda não é tão perigoso quanto arder no fogo do inferno.
                Ao se declarar como uma década de contracultura, os anos 60 deram os primeiros passos para o gráfico social negativo. Tudo era errado, se fosse imposto. Tudo era permitido, desde que não houvesse compromisso. Deus passou de único a um caleidoscópio conceitual, dependendo se a mola mestra era LSD ou haxixe. Quando esses contestadores passaram a procriar, criaram seus filhos nos mesmos moldes que 'desenvolveram', logo derrubados por outras noções de presença/ausência divina. A partir dos anos 80 passou a ser cool proclamar-se ateu, a educação religiosa nas escolas acabou e a maldade acabou nos trazendo aos dias atuais, onde ainda se dorme embaixo das pontes, agora tocados no crack e sabe-se lá mais o que de refugos dopantes.
                Não é contrasenso algum para alguém como eu, descrente, perceber que a religiosidade é uma muleta eficaz no controle social. E não me refiro aqui a homens-bomba ou cruzados e sim do homem comum. Em cidades pequenas e mais afastadas de grandes centros, onde o padre/pastor/rabino/xeique seja presente, a criminalidade proporcional é extremamente menor.
                Hoje o castigo é pernicioso e não corretivo. Deixamos nossos filhos abobados com uma ilusória liberdade, pensando que fazemos o bem. Em realidade lhes garanto que essa libertinagem medíocre onde adolescentes acreditam saber o suficiente para foder aos 13 anos, perpetuando a raça das nulidades em filhos vindos de um meio já corrompido pela burrice endêmica que grassa nossa juventude,  é culpa nossa, pais abobados que creem ainda que é necessário "não perturbar" para que a evolução da espécie  aconteça. Pelos menos na doidera dos anos 60 a pílula era aliada, enquanto hoje a camisinha serve de enfeite na carteira.
                Como disse no editorial da Revista Cultural Novitas deste bimestre, acredito em mudar de opinião. Não em tudo, claro, senão seria eu também mais um abobado que acredita em cada fofoca do twitter. Antes acreditava que religião era uma praga a ser abolida. Hoje convivo pacificamente com ela, embora continue não acreditando em magias e seres invisíveis. Hoje seria ótimo se aparecesse um Padre Cícero, porreta, que desse ao menos um sentido moral às atitudes de nossos jovens, coisa que nós, pais bundões, estamos nos tornando incapazes de fazer, ao som de "Fugidinha"...

6 de fev. de 2011

Bordel Bordado e Revista Cultural-9

Então, meu texto de estreia lá no Bordel Bordado:  Manobra do pizzaiolo  ( para ler clique AQUI)

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 E a Revista Cultural - 9 foi lançada ;)

Editores:
Letícia Losekann Coelho
David Nóbrega


Revisão:
Andrea Lucia Barros

Nesta Edição


01 - Editorial
David Nobrega

02 - Opinião:
Elenor Schneider
Eduardo C. Braga

03 - Editais e Concursos

04 - Entrevista:
Paulinho Moska

06 - Artigo - Artes cênicas:
Cristóvão de Oliveira

07 - Crônica:
Tati Cavalcanti

08 - Contos
Ricardo Novais
André Salviano
Paulo Froda
Cristiano Melo

10 - Matéria da capa:
Casa de Cultura, Vera Cruz

12 - Poesia
Monica Saraiva
Katia Mota
Letícia Losekann Coelho
Camila Passatuto
Guilherme Noronha
Aline de Alvarenga
Flávia Braun
Álisson da Hora
Diego Calazans
Monica com poesia
David Nobrega

13 - Horóscopo:
Madalena

14 - Fotografia:
Kais Ismail Musa

14 - Jazz:
Luis Delcides

15 - Artigo dos Editores:
Creative Commons versus Ministério da Cultura

17 - Opinião:
Isabel Pinheiro de Paula Couto

18 - HQ:
Glauco Guimarães

19 - Filosofia de Boteco:
Haroldo

20 - Cruzadas

21 - Twitter
@simplyRoberta @joaocampos_ms @emebatista @r_glima

4 de fev. de 2011

Eu, marginal

Eu sou fumante... Fumante de nicotina, não me entendam errado. Fumo em casa com a permissão de meus pais desde os 15 anos e lembro com perfeição do dia que fui descoberta com um cigarro na mão. Acreditei que meu pai ficaria furioso, mas  se eu ainda não o conhecia direito, passei a conhecer aquele dia. Ele me chamou, deu-me dinheiro para que eu comprasse meu próprio cigarro, pois vá saber o que mais tinha no cigarro dos outros, então que comprasse o meu próprio. Não ficou bravo, ao contrário, ficou meio que chateado porque eu não contei que fumava.  Fui a única debutante que podia fumar, conquanto as outras tivessem o mesmo vício, se escondiam de seus pais, durante o baile inteiro. Eu podia fumar na rua e meus amigos se escondiam no banheiro, no fundo dos restaurantes, para fumar. Sim, eu podia fumar, sem prejuízo de ser deserdada ou ridicularizada.
                Meu avô materno cresceu trabalhando na indústria do fumo, Sr. Armindo Losekann, líder comunitário, emancipacionista de Vera Cruz  e gremista. Começou plantando lavoura de fumo com o bisavô Adolfo e se aposentou como presidente geral de uma grande fumageira internacional. Da família materna, só eu e meu avô fumávamos;  da paterna era diferente: Meu pai foi ex- fumante e hoje é fumante novamente, meus tios são ex-fumantes e meus avós fumavam.
                Nunca vi alguém de minha família ser tratado como marginal ou coisa parecida, mas atualmente as coisas são diferentes. Fumante é bandido, não importa se é nicotina, maconha ou craque, estão todos no mesmo balaio. É como se de uma  hora para outra a cultura do fumo fosse completamente errada e absurda. Mas vejam, essa cultura sustenta boa parte das famílias de agricultores gaúchos. Não, eu não incentivo o cigarro. Não, não tenho nada contra você que fuma o que não é legalizado, pago meu plano de saúde para não sangrar o SUS se algum dia eu ficar doente, não fumo em ambiente fechado, na casa das outras pessoas, no corredor de prédios e nem em banheiros. Tenho bom senso.
                Parei de fumar durante toda minha gravidez e amamentação;  é eu não queria contaminar meu filho, foi automático... Parei quando peguei o exame positivo em minha mão.
                Eu posso achar que sua gargalhada polua mais o ambiente que minha fumaça, mas não vou acender um cigarro se não for conveniente aos outros, assim como posso acreditar que seu papo chato e em alto tom irrita mais que meu vício... Sim, eu me preocupo em não contaminar pulmão alheio.
                Se saio para a rua e acendo um cigarro, tenha bom senso, não vá atrás para reclamar... Estou na rua amigo, correndo risco de ser assaltada, você pode ficar lá dentro na segurança de quem não vai ter o pulmão atingido.
                Depois de mais ou menos 12 anos fumando, nunca imaginei que eu fosse me sentir como as debutantes que fumavam escondido aos quinze anos... É melhor que não existisse o cigarro ou a hipocrisia, então... Opa!!! Agora em algumas ruas de Nova York não é mais permitido fumar, imagina se isso se espalha? Ok, fumantes, alguém agiliza uma colônia na lua? 


2 de fev. de 2011

Novidades!

                                                  *Clique na imagem para ampliar

A III Coletânea Scriptus- Palavração está pronta e pode ser adquirida direto com os autores. ( Veja a página da coletânea AQUI )  O livro ficou com uma ótima qualidade literária! Parabéns para os autores:  Carlos Emerson Junior, Cezarina Caruso, Cristiane Pingarrilho, Cristiano Melo, Diana Melo, Evana Ribeiro, Flávia Braun, Flávia Brito, Monica Saraiva, Olga de Callis, Isiara Caruso e Wemerson Sidney Marques.

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                                                         *Clique na imagem para ampliar

A Revista Cultural-9 será enviada para as bancas, casas dos assinantes e disponível online a partir de segunda-feira. Essa edição está ótima e cheia de novidades ;)
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Estou participando de dois blogs novos: 


Bordel Bordado - Uma zona de ideias livres  e Quiosque do Pastel . Visite o Bordel Aqui e o Quiosque Aqui 
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Vocês já sabem do dia do lançamento dos livros da Madalena Barranco e da Tati Cavalcanti, né? Vou lembrar:
Dia 10/03 - Lançamento do livro da Tati Cavalcanti
Dia 11/03 Lançamento do livro da Madalena Barranco
Onde? Livraria da Vila - Fradique - em São Paulo
Horário: 18h 30 min às 21h 30 min
Eu e David estaremos em Sampa do dia 10 ao 14 de Março para acompanhar os lançamentos da gurias e passear. P.S. Nos liguem!!
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No mais é isso! Essa semana visito os blogs amigos para ler, é que de fato eu ando com preguiça monstra quando abro o google reader e vejo o quanto de texto preciso atualizar. Lado positivo: Todos produzindo! :)