24 de fev de 2011

Eduque, antes de dar um computador para seu filho

Algumas vezes me sinto desmotivada "enquanto pessoa" quando vejo a atitude de alguns adolescentes na rede. Criaturas de menos de vinte anos dotadas da senhora razão conseguem se superar agredindo, soltando o verbo --  e, diga-se de passagem, soltando mal o verbo. Erros ridículos de português só por pura preguiça de abrir um dicionário ou procurar um dicionário online. Tentam causar... Brigando, xingando, e fazendo uso da "bela" frase: " A vida é minha faço o que quiser" ou ainda: "O twitter é meu, escrevo o que quero".
                Pois... Quando entrei na faculdade, eu não sabia nem usar o e-mail, aprendi a navegar na internet nas aulas de Informática da Educação. Naquela época, que até não faz muito tempo,  a internet não era tão presente na vida de crianças e adolescentes. Pois... O mundo mudou e hoje todos estão conectados. Hoje, quem não tem computador não existe, dizem alguns, assim como quem não tem um e-mail para se comunicar. 
                O problema todo, penso eu, é que não existe um limite na questão do uso da internet por crianças e adolescentes. Quer ver seu filho feliz? Dê um computador de presente, afinal de contas, "todos devem estar conectados". Porém se dê ao trabalho de educar e orientar no uso da internet. Em boa parte das escolas, existe a matéria chamada Informática e os alunos aprendem a ter contato com o computador desde pequenos. Meu filho, por exemplo, iniciou as aulas de informática na escola de educação infantil, está no quarto ano do ensino fundamental e continua com uma aula por semana de informática no colégio. Com oito anos ele ganhou um notebook de Natal que é  usado basicamente para jogar e pesquisar no Google. Quando ele pesquisa no Google, estou normalmente por perto e é interessante ver quais são assuntos que ele pesquisa. Meu filho não se liga em redes sociais (ainda!), passa as manhãs  no colégio e nas tardes, pratica esportes. Ele tem o próprio quarto com escrivaninha, televisão e computador. Porta fechada? Jamais! Desculpem os super liberais, mas criança com nove anos não merece privacidade total, e até onde eu puder orientar e  vigiar o que ele assiste na televisão e o que faz no computador, eu farei. Isso não é super proteger, isso é educar. Certa vez escrevi um texto pedindo para os pais vigiarem seus filhos na internet -- mesmo porque hoje dizem que as pessoas não amadurecem mais como antigamente -- orientando até ele conseguir ter condições de fazer as próprias escolhas. Isso evita diversos transtornos para o adolescente e para a população conectada em geral. Você não pode soltar seu filho na internet sem um pingo de educação para os outros aguentarem... O filho é seu, você educa, você é responsável. Se ele fizer algo errado e você culpar as companhias que ele anda... A culpa é sua de não ter prestado atenção nos amigos de seu filho.
                O mundo realmente anda maluco e as contradições educacionais em alta. Existia uma época que crianças e adolescentes eram super reprimidos, daí evoluímos para a liberdade beirando a esculhambação, como se uma criança ou mesmo adolescente tivesse condições de saber sozinho o que fazer. Se dizem hoje em dia que com 17 anos um adolescente não tem condições de escolher sua própria profissão por pura falta de maturidade,  que dirá se portar direito na internet (e na vida), concordam? Lógico que não vou generalizar, óbvio que cada pessoa é única e nem todos adolescentes são desprovidos de maturidade. Conheço pessoas de 15 anos que sabem exatamente onde querem chegar, se preocupam com o futuro de verdade e muitas vezes são mais maduros que pessoas que já ingressaram na vida adulta.
                Novamente: eduque seu filho para o mundo, não deixe ele acreditar que pode se educar sozinho.

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