28/04/2010

ISBN e Ficha Catalográfica - Obrigatoriedade

ISBN e Ficha Catalográfia - Obrigatoriedade


"Após consulta formal à Agência Nacional do ISBN, nos sentimos a vontade para escrever sobre a obrigatoriedade tanto da ficha catalográfica como do registro junto àquela Agência, para as publicações que se enquandrem. Assim, podemos lhes afirmar que a inserção desses dados em seus livros é de uso obrigatório, não existindo qualquer "brecha" legal que permita o descumprimento da legislação relativa ao caso.




Temos absoluta segurança na validade destas informações, assim convidamos autores, editores e facilitadores a entrar em contato com a Agência Nacional e esclarecer suas dúvidas, caso ocorram:"
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25/04/2010

Clichês

Quantas vezes, você já tentou conversar com alguém, sobre algum problema e a pessoa terminou a conversa assim: "Veja, o seu problema é muito pequeno comparado com o problema do mundo ou do beltrano." Eu já escutei esse clichê inúmeras vezes e considero muito errado.

Sou uma entusiasta do ser humano, por assim dizer. Respeito as individualidades e entendo que cada um é cada um, por esse motivo valorizo os problemas de cada pessoa. Se não posso ajudar, ao menos lhe dou a atenção e meus dois ouvidos e se é para chorar, digo que chore. Se é para gritar, digo que grite.

Todos tem o direito de cultivar e pensar nos seus problemas. Se os problemas do mundo são algo que infelizmente demoram para se "arrumar", ao menos devemos tentar resolver os nossos.

O discurso politicamente correto, ou hipocritamente correto diz que tudo é feito para todos, por todos, etc... Ou seja, não pense em você e não seja individualista... Você não é nada especial, é só mais um. Isso seria bacana, se fosse verdade mas não vejo uma prática real, afinal de contas somos indivíduos com particularidades distintas.

Agir de modo individual nem sempre quer dizer que estamos sendo egoístas, até porque ninguém é uma ilha. Quem pensa em se melhorar, em resolver seus problemas e pensa em si mesmo, acaba atingindo os que estão próximos de forma positiva, e isso é inegável.

Não existe trabalho que renda, se não estamos legais. Não existe conversa agradável, se estamos com a cabeça "a mil" por problemas adiados ou não solucionados. É romantismo demais, acreditar que a pessoa possa se dividir em duas : o Eu profissional do Eu pessoal. Acreditem, isso é tão utópico quanto dizer que "não devemos nos arrepender de nada que fizemos." Sobre esse outro clichê, posso afirmar que é necessário se arrepender, isso é auto conhecimento, é saber o que queremos e não queremos... Trocando em miúdos, é parte da vida.

Nosso mundo utópico e hipocritamente correto é cheio de clichês impraticáveis e muitas vezes quem pensa o contrário é visto como má pessoa. Totalmente contrária a essa linha de pensamento, sigo a "filosofia" : Pense em você para pensar nos outros. Seja individualista, para realmente fazer algo pelo coletivo. Não se desvie do caminho de sua vida... E sim, seu problema pode ser maior que o problema do mundo!





22/04/2010

A Lei dos 100%

Hoje em dia e a cada novo dia uma atitude pouco generosa se manifesta através dos mais diferentes meios de comuncação, sejm midiáticos ou cotidianos, entre nossas relações pessoais: o está comigo ou contra mim.


  • Se você pender para o lado Serra nas próximas eleições, é totalmente contra, sem restrições ou atenuações, à candidata governista.
  • Católicos detém a verdade sobre a fé, enquanto muçulmanos são terroristas, sem lembrar que se Jesus Cristo não desse "margem de erro" à religião dominante, seriam hoje todos os cristãos, judeus.
  • Colorados limpam chão com a camiseta do Grêmio, dado pela madrinha ao garotinho que nem tem a opção de escolha ainda, mas que pais zelosos firmam posição de que seja já anti-tricolor.


Já comentei antes por aí que faltam as devidas nuances de cinza em nossas decisões. Em nenhum momento de nossa vida deveria ser permitido a hipócrita decisão polarizada entre o bem e o mal, o preto e o branco, o negativo e o positivo.


Uma verdade que nos chega por meio da ciência da Física: Os opostos se atraem. Sendo assim, de que adianta tomarmos decisões radicais, se exatamente essas decisões atrairão opiniões divergentes na mesma intensidade da opção firmada com tanta razão e certeza por você?


A lei dos 100% não falha e é totalmente comprometedora. Não dá margem a ajustes futuros. Deixa suas atitudes engessadas sob a bandeira empunhada e, venhamos e convenhamos, já foram tantas as bandeiras que caíram por terra que é óbvio que a sua cairá também. A história é cíclica e todos os padrões impostos por ela vão e voltam ao bel-prazer caprichoso da sociedade dominante a cada época de nossa civilização.


Eu já fiz minha opção política. Mas não dou a meu candidato a certeza de que o que ele fizer estará bem feito. Quero o benefício da dúvida. Quero ter espaço suficiente para o jogo de cintura que permita-me eventuais mudanças de opinião ou de atitude.


Se as cores da paleta do artista fossem racistas e evitassem a todo custo a mistura entre si, teríamos um mundo enfadonho em 3 ou 4 cores. Grandes obras do homem seriam relegadas à imaginação de poucos, capazes de misturar, mexer e quem sabe, fazer o rebolation.





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18/04/2010

A culpa é dos militares!

Eu não sei não, mas acredito estarmos passando por uma crise de identidade, se não uma crise ideológica.

Sou, conforme me disseram no Twitter dia desses, da extrema-direita conservadora, mesmo que eu acredite que seja somente alguém que não pensa sob o domínio dos clichês midiático-partidários. Também sou cidadão brasileiro que acredita uma furada sem tamanho esse papo de "não desisto nunca", que quer nos fazer crer que não existe outro remédio a não ser bater com a cabeça na primeira parede que aparecer pela frente. O famoso dar murro em ponta de faca, eternamente.

Nós brasileiros somos pessoas do bem, mas existe uma grossa camada da população que é acostumada a ler as três primeiras linhas, duas do meio e o parágrafo final de um texto qualquer, para logo teorizar sobre o tal escrito como se fosse doutor do tema. Cultura fast food.

Um exemplo claro do que é ser um brasileiro do lado bom da Força é a questão da Ditadura no Brasil. Basta alguém falar sobre nosso período militar para dois tipos bem distintos levantarem suas vozes e gritarem "Nunca Mais!": Os esquerdopatas que à época queriam "liberdade de expressão" e hoje promovem a libertinagem ampla, geral e irrestrita na política nacional, e os jovens que por falta de fontes históricas (pois no Orkut ou no MSN não existem fontes confiáveis), creem na propaganda do primeiro grupo. E pela união das vozes, nada de bom aconteceu no Brasil por mais de 30 anos.

Assim, ser politicamente correto hoje em dia é simples: Você só presta se nunca tiver sido militar, for negro, homossexual e sem terra.

Nossa ditadura militar foi tão ruim assim? No meu caso específico, não. Durante os anos de chumbo um certo porteiro de fábrica estudou e se tornou advogado, havia dinheiro para jantares familiares em restaurantes ao menos uma vez por semana, um carro pago na garagem de uma casa sem finaciamento. Tudo isso baseado na premissa do "País do Futuro", que encontrava sob o "Ame-o ou Deixei-o" amparo suficiente para ser verdade.

O pais do futuro perdeu o bonde da história.

Aconteceram excessos? Claro que sim! Pessoas sumiam, foram torturadas, morreram sem identidade ou quem os reconhecesse? Sim. Mas não esqueçam de um porém, nunca levado em consideração: "Não houve ditadura, posto que havia uma Constituição a ser seguida", disse em entrevista recente Newton Cruz ao canal GNT. Mais um excesso, pois sabidamente estivemos sob regime ditatorial, mas vale a pena ver que os conceitos à época eram outros. Se formos comparar nossa Ditadura com as vizinhas da América Latina, aqui foi até brando. Não foram suspensos os direitos civis de ir e vir, mas sim o de contestar uma nova ordem que, lembrem-se ou estudem, foi solicitada pelo povo. Muito diferente do que é Cuba ou Venezuela, Irã ou China, mesmo em dias atuais.

Hoje em dia qualquer ato militar é tido como um retrocesso. Vejam a manisfestação recente de "professores" em São Paulo. Os manifestantes que queimavam livros e apedrejavam policiais eram os cidadãos. Mas os policiais, ali presentes para se fazer a ordem e preservar o estado de direito, são sempre taxados como escória a serviço do Governo.

Não esqueçam que esses policiais são - mal - pagos por nós para exercer sua função, pondo sua própria vida em risco conta traficantes, assassinos e "professores". Aí, quando botam a mão no cacetete para se defender da turba alucinada, que incitada por palavras de ordem démodé partem para agressão com paus e pedras, alguém sempre grita "Ditadura!!!". Independente do motivo que os levou a vestirem uma farda, ali existe alguém que deveria ser considerado protetor e que está sob ordens, enquanto em casa esposa/marido e filhos esperam que volte vivo para a família.

O brasileiro não gosta de leis que os punam, mas de leis que o deem o direito de levar vantagem em algo.

Deveres e direitos tornaram-se conceitos abstratos desde o dia em que matérias escolares como OSPB (organização Social e Política Brasileira) e EMC (Educação Moral e Cívica) foram tirados da grade de estudos.

Constituição, a tal Carta Magna, leva a assinatura pro forma e não de facto do presidente do pais, zelador de nosso mais importante documento.

E vão me dizer que o problema são os milicos?




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17/04/2010

Meus ídolos

Não sou fã de novela e para falar a verdade nem lembro da última vez que acompanhei alguma. Também não assisto muita televisão aberta, o que assisto são séries no canal pago de vez em quando.

Já escutei uma vez que por não assistir televisão estou alheia ao mundo, sou uma cidadã carente de informação ( Aqui abro um parênteses já que não sei o tipo de informação que se pode tirar de alguns programas da televisão).

Por não assistir televisão, não conheço o grande ator ou atriz da vez, nem a grande-mega banda que está “revolucionando” a cabeça da galera. Quando vejo jovens gritando, seja na forma atual ( internet) ou na rua por seus ídolos de novela ou ídolos de programinhas de música, me sinto perdida, pois não faço ideia de quem seja o cidadão. Daí que esses dias me peguei pensando em meus ídolos, e sim tenho muitos. Mas não faço o estilo histérica-neurótica, nem arranco os cabelos. Apenas me sinto próxima...Ou gostaria de ser amiga, quem sabe tomar um chimarrão ou dividir a mesma mesa de cerveja? Sim, creio que é isso.

É uma sensação estranha... Nos sentimos próximos e nos identificamos seja com a música, poesia, livro. Pode ser alguma frase, a obra inteira... Mas passamos a nos identificar com quem não conhecemos.

Dos meus ídolos, vou escrever sobre dois:

Sou muito fã de Martha Medeiros. A primeira vez que li Martha foi na faculdade quando eu tinha 17 anos. Eu comprei o livro Trem Bala para um trabalho da cadeira de Português e depois comprei mais outros 2 livros dela naquele ano. Sou leitora de Martha na coluna que ela escreve na Zero Hora e no seu blog. De diversas crônicas dela me lembro quase como que decorada, mas não por treino e sim por prestar atenção em tudo o que ela escreve. Sou fã daquelas que vibram quando mais uma obra de Martha é adaptada para teatro... Fã que tem orgulho da autora, do que ela escreve. Esses dias conversando com David, resolvemos tentar entrevistar Martha Medeiros para a próxima revista literária. Mandei um e-mail humilde convidando para a entrevista e avisando que não lhe tomaria muito tempo. Para minha felicidade, Martha aceitou! Enviei as perguntas e ela prontamente respondeu. A entrevista de Martha só aumentou o meu respeito pelo seu trabalho e vocês vão poder conferir na próxima revista que vai ao ar em maio.

O segundo ídolo é Vinícius de Moraes. Alguns podem achar estranho eu falar nele, até porque infelizmente o tempo não me permitiu viver a grande época de Vinícius. Vinícius faleceu em 1980 e eu nasci em 1981. A primeira vez que escutei falar de Vinícius de Moraes foi quando tinha 9 anos de idade e li em um livro de poesia “Soneto do amor total”. Fiquei fã e passei a ler e escutar Vinícius! Seguindo essa linha, entrei em uma aula de canto e cantava Vinícius, Toquinho, Tom Jobim entre outros. Por não ter vivido àquela época, me sentia frustrada, pela riqueza musical e pelas letras maravilhosas que existiam. Vinícius era um cara que eu gostaria de ter conhecido, eu queria fazer parte do seu círculo de amigos e tenho certeza que David gostaria de dividir o mesmo whisky com ele. Vinícius de Moraes foi o responsável direto por meu gosto pela música e pela poesia. Ele escreveu diferente e vai ser sempre para mim, o poeta além da poesia.

Deixo para vocês uma Crônica de Martha Medeiros e uma poesia de Vinícius de Moraes.


Mamãe Noel

Martha Medeiros


Sabe por que Papai Noel não existe? Porque é homem. Dá para acreditar que um homem vai se preocupar em escolher o presente de cada pessoa da família, ele que nem compra as próprias meias? Que vai carregar nas costas um saco pesadíssimo, ele que reclama até para colocar o lixo no corredor? Que toparia usar vermelho dos pés à cabeça, ele que só abandonou o marrom depois que conheceu o azul-marinho? Que andaria num trenó puxado por renas, sem ar-condicionado, direção hidráulica e air-bag? Que pagaria o mico de descer por uma chaminé para receber em troca o sorriso das criancinhas? Ele não faria isso nem pelo sorriso da Luana Piovani! Mamãe Noel, sim, existe.

Quem é a melhor amiga do Molocoton, quem sabe a diferença entre a Mulan e a Esmeralda, quem conhece o nome de todas as Chiquititas, quem merecia ser sócia-majoritária da Superfestas? Não é o bom velhinho.

Quem coloca guirlandas nas portas, velas perfumadas nos castiçais, arranjos e flores vermelhas pela casa? Quem monta a árvore de Natal, harmonizando bolas, anjos, fitas e luzinhas, e deixando tudo combinando com o sofá e os tapetes? E quem desmonta essa parafernália toda no dia 6 de janeiro?

Papai Noel ainda está de ressaca no Dia de Reis. Quem enche a geladeira de cerveja, coca-cola e champanhe? Quem providencia o peru, o arroz à grega, o sarrabulho, as castanhas, o musse de atum, as lentilhas, os guardanapinhos decorados, os cálices lavadinhos, a toalha bem passada e ainda lembra de deixar algum disco meloso à mão?

Quem lembra de dar uma lembrancinha para o zelador, o porteiro, o carteiro, o entregador de jornal, o cabeleireiro, a diarista? Quem compra o presente do amigo-secreto do escritório do Papai Noel? Deveria ser o próprio, tão magnânimo, mas ele não tem tempo para essas coisas. Anda muito requisitado como garoto-propaganda.

Enquanto Papai Noel distribui beijos e pirulitos, bem acomodado em seu trono no shopping, quem entra em todas as lojas, pesquisa todos os preços, carrega sacolas, confere listas, lembra da sogra, do sogro, dos cunhados, dos irmãos, entra no cheque especial, deixa o carro no sol e chega em casa sofrendo porque comprou os mesmos presentes do ano passado?

Por trás do protagonista desse megaevento chamado Natal existe alguém em quem todos deveriam acreditar mais.



O Haver

Vinicius de Moraes


Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo
- Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido...

Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.

Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.

Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.

Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria
Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história.

Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera em face da injustiça e o mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de si mesmo e de sua força inútil.

Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.

Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser
E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.

Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante

E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.

Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória
Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do seu reino.

Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade
Pelo momento a vir, quando, apressada
Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante
Mas recuará em véus ao ver-me junto à bem-amada...

Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens.













14/04/2010

Fim dos tempos

Lendo a Gazeta, nosso jornal regional, vejo as manobras pró e anti tabaco que tem movimentado Brasília nesta semana. Movimentado não é bem o termo, pois as coisas serão mais uma vez resolvidas na calada da noite. Isso dá o que pensar...e pensei:

Vamos fazer de conta que não existe mais hipocrisia e declarar que a partir de hoje o cultivo, a elaboração, a venda e o consumo de tabaco são ilegais.

Há tantos indícios de que o cigarro é um malefício tanto à saúde quanto aos bolsos do cidadão brasileiro que manter abertas as portas das grandes empresas e porteiras das pequenas propriedades familiares que do fumo tiram seu sustento é simplesmente ridículo. Danem-se produtores e suas famílias, danem-se empregados e famílias. Danem-se nervosinhos como eu que saem para comprar cigarro nem que seja inverno, na madrugada, com pouca gasolina no carro e chovendo.

Mas temos que aprofundar isso, pois hoje acordei com vontade de ser politicamente correto (e chato):

Como o álcool tem seu peso na criminalidade e nas mortes do trânsito, a partir de hoje só se planta cana de açucar com o propósito único de produzir... açúcar. Já que o combustível está mais caro que a gasolina, esqueçamos dele. Melhor, não vamos plantar mais cana de açucar, pois o açucar pode acabar provocando o coma diabético em algum desavisado.

Há também o problema do café. Infarto. Vamos queimar as lavouras de café, esse delicioso veneno que por anos foi nosso carro chefe nas exportações.

Chocolate não pode, engorda. Alface tem aquelas lagartinhas, me dão nojo. Bicho de goiaba não é goiaba, não senhor.

Petróleo! Estava me esquecendo do petróleo! E o efeito estufa hein? Foi-se nesse pensamento a Petrobras, Petrossal e até o posto da esquina. Poluem. Olha só, já que estamos querendo ser ecologicamente corretos (e chatos) melhor matar o gado, pois dizem que pum de vaca fura a camada de ozônio, aumentando nosso já problemático clima.

Neste ponto do texto já começo a pensar que o melhor seria que o tal Armagedon programado pelos maias para 2012 realmente desse as caras. O problema não são os produtos que o homem consome, mas o homem em si. Exterminemos os homens!

E quanto ao fumo, quando os Quatro cavaleiros do Apocalipse chegarem e o mundo terminar, quero meu cigarrinho antes. Direito de condenado.




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11/04/2010

Porque não

Hoje, no Twitter, foi comemorado o lançamento do perfil de dona Dilma. Dizem as más línguas que é ela mesma quem escreve. Não vou colocar aqui o endereço por motivos mais do que óbvios, mas é interessante que alguém que tenha aberto um perfil às, digamos, 17:00, chegue às 18:00 com 4.000 seguidores. Estranho, no mínimo...

 Deixemos isso de lado. Não me interessa o que a trupe semi-nerd que move a tecnologia planaltina faz ou deixa de fazer. Eu só pago, não é mesmo?

Depois de declarar no poste anterior que Serrei, vou esclarecer  porque não "Dilmei" :

1) Não conheço a senhora Dilma Roussef . Ah sim, ela era Ministra da Casa Civil, o que vale dizer que em tempos normais de governo sempre significou bastidor, não vitrine. Dona Dilma chegou ao Ministério depois da queda de outra pessoa importante em seu partido, o Sr. José Dirceu, que proclama até hoje ser inocente de quaisquer acusações feitas contra ele e seu bando. Tão inocente que não está mais fazendo parte dos quadros palacianos. Sei também do passado de Dona Dilma, que pode ser lido e relido à exaustão em vários links disponíveis em sua internet. Mesmo assim, não conheço Dona Dilma, nem sei do que ela é capaz.

2) Dona Dilma nunca foi eleita a nada, logo não sei o que faria com o poder concedido aos que já passaram antes pelo teste da urna. Não concordo em dar foro privilegiado, casa e comida de graça a alguém que conheço, muito menos a quem desconheço ou que saiba algo simplesmente por "ouvir" dizer. Logo, por desconhecer Dona Dilma, não lhe concederei meu voto, eleitoral ou de confiança.

3) Elegendo Dona Dilma, estaria eu, do alto de meus 40 e tantos anos, elegendo outros que jamais votaria: Collor, Sarney, Dirceu, Genoíno, Delfim, Maluf e tantos outros, além do onipresente hoje presidente. Mesmo que estes senhores (além daquela senhora bailarina, lembram?) não se elejam de maneira direta, serão convocados, já que apóiam -- e seus partidos irão, claro,  cobrar por isso -- à candidatura chapa branca. Quase tivemos o retorno de Sarney à presidência hoje, domingo, 11/04/2010. Imaginem o que mais poderá acontecer? Não os quero de volta ao governo, logo Dona Dilma, minha ilustre desconhecida, não terá meu voto.

4) Não gosto do senhor presidente Luis Inácio Lula da Silva. Nunca gostei e jamais votaria nele, nem que disputasse eleição de síndico contra o Gabeira, por exemplo. Logo, não querendo a perpetuação desse personagem na história de meu país, não votaria em Dona Dilma que, ora levada pelas mãos, ora carregada nas costas, foi escolhida como sua candidata. Como até hoje Dona Dilma encontra-se escorada em seu patrão, não sei se as atitudes tomadas por ela são próprias ou "assopradas", assim desconheço o que Dona Dilma é capaz de fazer.

Essa é a síntese (sim, sim...é apenas um resumo) do que penso da candidata do Governo à Presidência da República e de meus motivos em não votar em alguém que me é completamente estranha.

Sinto pena dos velhos caciques petistas, engolidos pelo lulismo, que além de perderem seu partido, viram desviarem-se a ideologia e a diferença que tanto acreditavam ser possuidores.

O lulismo já conseguiu o que queria. Já há caixa suficiente para vários anos. Agora, por favor, peguem a malinha e vão morar na ilha do Castrismo ou nos desertos irananos.






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10/04/2010

É flagrante!

“Me parece que eu fui multado porque eu falei que nós íamos ganhar as eleições e a câmera de televisão mostrou a cara da Dilma, que estava lá no palanque. Então, no meu entendimento, quem deveria ser multada era a televisão que me filmou, e não eu”.



Lula, nosso guia.




Eis que diferente de todos os presidentes do Brasil, que sempre fizeram questão de mostrar seus feitos e discursos em cadeia nacional, Lula não gosta, não quer aparecer na televisão... Não nessa época, em que a eleição se aproxima, porque aparecer na televisão dá flagrante! Sim, amiguinhos, traduzindo a fala de nosso presidente, é isso : FLAGRANTE!

O grande problema de Lula é que ele não entendeu que não é candidato. Ele pensa que está concorrendo... Pois não está, quem concorre é Dilma.


Quem é Dilma? Pessoa que não tem um voto e fez de tudo um pouco pelo Brasil. Pelo menos é isso que Lula quer que a população pense. "Nunca um chefe de casa civil fez tanto pelo Brasil"... Pois vejam bem, Chefe da casa civil sempre existiu, mas na falta de currículo político se cria o fato político que nem sempre precisa ser verdade. Conforme a função de Dilma, ela deveria trabalhar e não ficar por aí viajando. Duvidam? Leiam um pouco mais sobre cargos e funções do poder executivo.

Dilma, antes de estar licenciada deveria ter trabalhado e exercido suas funções. Dilma deveria ter cuidado da Amazônia, em especial do conselho Deliberativo do Sistema de Proteção da Amazônia, mas não cuidou. Ao invés de cuidar foi participar da reunião do clima e em conjunto com Lula , culpar os Países desenvolvidos pela poluição e por tudo mais que possa se abater sobre a terra. Ora amigos... Dilma e Lula se esquecem que estudos já comprovaram que o desmatamento da Amazônia influencia diretamente no clima do mundo! Assumimos nossa culpa? Não! Dilma assumiu sua incompetência? Não!

Outra função de Dilma era a publicação e preservação dos atos oficiais. Eis um fato interessante. Lembremos um pouco sobre o que aconteceu com os atos oficiais nesse governo... Vamos um pouco além: quem foi o culpado pelos atos oficiais fantasmas, não publicados, etc, desse governo? Dilma não foi... Logo foi incompetente nessa função também.


A senhora Dilma, não deveria ter participado de lançamentos fictícios do PAC, também não deveria ter subido nos palanques para assim Lula a apresentar como a grande - mega - big "mãe"do Governo. Lembro... Chefe da Casa Civil, sempre existiu, mas Lula precisa que Dilma tenha feito algo pelo País, afinal de contas tem um belíssimo salário, sem um voto na urna e se eleita já prometeu que irá escutar Lula.


Olhos abertos... O presidente não cumpre a lei. Diz ele que vai fazer campanha fora do horário do expediente e nos finais de semana. Pergunto: Fará campanha e voltará para dormir onde? Na casa oficial do presidente do Brasil! Vai usar carro oficial para fazer campanha, ou comprou um próprio? Vai usar segurança do governo? Mais uma prova do total desconhecimento das leis e sua funções... Lula é presidente até o mandato acabar, o título não se desvincula da pessoa.
************
E nós que achamos que já vimos de tudo em questão de incoerência nesse Governo, Collor e Sarney apoiando Lula, Dilma visitando o túmulo de Tancredo para tentar fazer um "fatinho"político... Agora vem a melhor:
O Sr Lula irá viajar - mais uma vez - e quem assume é Sarney.
Ora quem iria imaginar que elegeria Lula para Sarney governar?


02/04/2010

Pensando...

A Páscoa está aí e além do gasto extra com chocolate para os filhos pequenos nos deparamos com a imensa "comoção" que ataca a humanidade nessas datas importantes e desperta todas as palavrinhas mágicas do mundo: união, paz, amor, fraternidade, reconciliação,etc...

Costumo dizer, do auge de minha consciência, que "datas importantes" são a nossa capacidade de exercer a hipocrisia com o aval de boa parte da sociedade. Desejamos Feliz Páscoa a todos os indivíduos incluindo os que não gostamos. Desejamos tudo de melhor para pessoas que gostaríamos de desejar tudo de pior, mas vem cá... Fazemos isso para receber o perdão eterno por sermos tão insuportáveis durante todos os dias que não se tem nada para comemorar, ou fazemos isso como uma maneira política?

Não sei... Mas penso que se descobrissemos o verdadeiro motivo dessa súbita consciência afetiva nas datas como Páscoa, Natal, Ano Novo, etc... Seríamos pessoas melhores e mais honestas.

Alguns indivíduos creem na máxima de "que a vida é curta, então devemos amar e perdoar todos, incluindo nossos inimigos", e eu já penso que essa máxima é uma das maiores imbecilidades criadas para sermos hipócritas ou políticos e vestir a máscara da bondade. Minha visão de vida é ao contrário, pois penso que a vida é curta demais para perdoar quem não merece e conviver com quem não se quer. Quanto aos inimigos, fico com a frase de Carpinejar, retirada da entrevista concedida para a Revista Cultural Novitas nº 4 que diz : "Nem o espelho tem humildade. Procure cultivar os inimigos."

****

Com o tempo, aprendi que as pessoas boas são maravilhosas o ano inteiro. Receber Feliz Páscoa de quem não gosta da gente e só aparece nas datas comemorativas, é um insulto à inteligência. Os amigos de verdade não precisam estar colados na gente, eles podem ter seu tempo distante, mesmo que sejam alguns anos... Algum dia sentem saudades e enviam e-mail ou ligam. Aprendi também, que nem todos que fazem parte de sua família merecem respeito, podemos montar nossa família como queremos. Devemos amar quem nos ama, conversar com quem nos escuta ( escutar: coisa rara ultimamente) e ser educado mesmo na falta de educação dos outros. Quando não podemos ser sinceros é melhor ficarmos calados do que falar uma mentira. E a opinião... A opinião só deve ser dada, quando é solicitada.

Para os amigos que aqui passarem, uma ótima Páscoa!!!!!