11 de jun de 2010

Sai!

Fez de mim um trapo, gato e sapato
Pendurado ao relento
Sob seu olhar atento
Me cansei, de fato.

Pois hoje sei como
E se soubesse de algo
Que jamais morderia novamente
Esse intragável mas reluzente pomo

Desse sofrimento passado
Em passado não distante nem antigo
Tiro minhas lições de vida
Essa, não necessária em ser sofrida
Lição palpável dolorida
Sai agora de minha mente
Não mais me barra nem castra
Sai da minha frente
Um novo alguém cortou-me a amarra
Que fazia de mim

Você


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