17 de mar de 2009

Continuação...

É sagrado: todas as noites nos sentamos para ver um filminho ao menos, com um bom vinho.

Pode parecer que a Editora não dá trabalho, pois afinal os livros têm-nos chego já por via digital. Assim, pô...é só dar um tapinha que o texto está pronto, né? Não, não é: brigar com gráfica por preço, correção ortográfica e gramatical, capa, brigar com gráfica pelo preço, correr atrás de catalogação, brigar com gráfica pelo preço, diagramar, brigar com gráfica... Merecemos, lá pelas tantas, um vinhozinho para limpar o sangue (eu sei, foi desculpa de bêbado).

Assistindo a um dos filmes prefiro que ele seja péssimo, vez por outra. É nessa hora que colocamos os papos em dia, pois mesmo morando na mesma casa, muitas vezes passamos horas sem nos ver. Cada um em seu pc, cada um com seu autor e por aí vai.

Ontem foi assim: dois filmes péssimos e começamos a conversar sobre algo que a Le tem batido muito: internet e direitos autorais.

Para ser franco a vocês, eu como muitos de minha época - primórdios da internet, ainda BBS - achávamos que esta ferramenta seri o boom do século, senão a maior invenção da humanidade. Dentro de certos parâmetros, até que atendeu a nossas expectativas, mas agregado ao sucesso vieram os problemas.

A internet hoje é terra de ninguém. Ninguém é dono de nada e não existe controle algum sobre o conteúdo. Não é, de maneira alguma, a tal "liberdade de expressão", mas sim a "libertinagem de idéias".

Existem autores que nos procuram para publicar e-books em pdf. Claro que fazemos isso e cobramos bem baratinho. Mas sempre avisamos: e-book vai para a internet, vendido como curso. Três dias depois, quem pagou já disponibilizou na rede e está nos torrents. Cinco dias depois, há mais cópias "piratas" que vendidas.

O mesmo acontece com vídeos, músicas, fotografias... Nada mais tem dono, a partir do momento que está na web.

Eu, há muito tempo proibi meus filhos de consumir pirataria. Games e afins só comprando, seja lá por que meio for. Meus games ( e eu gostcho mucho) são todos comprados e com Nota Fiscal. Cd´s e DVD´s idem. Claro que tenho músicas baixadas. Óbvio que sim. Mas é algo que estou desaprendendo a fazer. "Mas tudo é muito caro!!!", vejo nos comentários do post anterior. Sei que é e lhes dou o motivo disso acontecer:

Estava conversando com um amigo americano, reclamando que aqui até o Windows que ele lá paga 200 dólares aqui é uma fortuna. A opção é comprar pirata mesmo. Ele me toca de volta um "cada pirata que você compra, deve ser pago por alguém. Você, ao comprar um original está pagando sua cota mais as daqueles que piratearam". Ele está certo. É uma roda-viva onde a indústria, para se manter, tem que bancar seus custos e gerar lucro. Como não somos, por mais que o Lula queira, uma Nação comunista, quem paga, paga dobrado, para sustentar quem baixa qualquer produto de graça. Fácil assim, em nosso capitalismo selvagem.

Eu acredito que ainda acontecerá a verdadeira revolução da internet. Quando os usuários se tocarem que a internet é uma ferramente fascinante, mas que como tudo na vida, deve ter um limite.

Outra coisa que se diz muito por aí é que a net vai substituir outros tipos de mídia (Existe um documentário fake rolando por aí, dizendo que o Google comprará o The Wall Street Journal).
Falaram o mesmo do rádio sobre o jornal de papel, da tv sobre o cinema e agora da internet sobre todo o resto de mídias, que entre perdas e danos continuam todas por ai.

Alguém quer perder o contato dos dedos com uma página de papel? Ou a pipoca do cinema? Ou o prazer de mandar uma carta de cobrança? Ninguém, ou quase.

Internet é o máximo. So que geralmente o máximo é o limite, quando a corda arrebenta.




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