22 de jan de 2009

Morte, vida

Sabe, tenho uma coisa com cemitério... Gosto de conhecer, passear, sei lá! Diferente de alguns, o cemitério não me dá medo, me dá uma sensação de paz... Acho que é assim que me sinto.
Hoje, eu e o David, fomos colocar um vaso de flores no túmulo do meu avô, como a bandidagem não respeita nem cemitério, tivemos que colar com araldite para não corrermos o risco de roubarem o vaso de flores. Fazia mais ou menos um mês e meio que não íamos lá... As flores mortas na floreira, tudo empoeirado... Sensação de abandono, mais ou menos assim.
Um pouco antes, conversávamos com minha avó que disse: Quando eu era mais nova, gostava de passear no cemitério ( juro que me senti normal, sabendo que a vó tb passeava por entre os túmulos), mas agora não vejo nada naquilo... O que tem lá?
Lógico que respondi: Ossos!
Sabe a palavra "ossos" soou tão normal, que sim... São ossos, restos do corpo de alguém querido que ainda está ali. Do espírito não sei... Mas os ossos ainda estão; como disse minha avó : o vovô era forte, os ossos ainda existem!
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Pois é... Hoje me lembrei do que pensava sobre a morte quando pequena e adolescente. Ainda me lembro do professor de filosofia pedindo para todos os alunos escreverem sobre a morte... Eu escrevi que morríamos todo o dia um pouco, que a vida era uma contagem para a morte. Ainda concordo, e já misturo vários assuntos, com a questão: morte. Pergunto qual é o grande sonho da humanidade? É ser eterno, descobrir curas para todas as doenças e prolongar a vida. Estamos errados? Com certeza não! Porém o ciclo: nascimento - vida - morte fica fora do eixo. E questiono até que ponto, a evolução da humanidade é boa? Como não acredito que Deus criou o mundo... Acredito que todas as "eras" serviram para algum tipo de evolução... A nossa é a da tecnologia, das descobertas científicas, porém destruímos tudo em volta... Não que eu seja "ecomaluca", mas é que depois que construímos milhares de prédios e tudo mais que temos, o lugar que todos gostariam de morar, ou um dia vão pensar em morar, com certeza é um lugar calmo. Um lugar calmo, não precisa ser uma casinha com cerca branca no meio do mato... Mas um lugar que dê para caminhar na rua com a bolsa no ombro, levar os filhos para brincar, etc... Sabe, o lugar calmo é aquele que estamos com quem nos importa... O resto é bobagem - baita contradição a minha aqui -
Mas é triste, ver que o ser humano não se deu conta que ele faz parte do mundo, captaram? Tipo, na cidade que moro, a avenida mais movimentada toda a manhã é uma tristeza... Lixo por todo o lado, daí quando chove inunda e a culpa é da prefeitura que não limpa os bueiros, não seria muito mais saudável, jogar o lixo na lixeira ou guardar para jogar em casa? Definitivamente existem pessoas que não se deram conta mesmo que fazem parte do mundo, e o mais importante é que um dia certamente irão morrer, pelo menos por enquanto, e quando vão embora o que sobra são os ossos e as lembranças delas na terra... Nada mais. Alguns são egoístas e não conseguem ver que precisamos deixar vida para os próximos que virão.
Então é isso pessoas... O post ficou meio desconexo talvez, mas era isso!