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10 de abr. de 2011

O sentimento semianalfabeto

 Se as cartas de amor, hoje, são eletrônicas o sentimento anda semianalfabeto. Eu pesquei alguns exemplos, obviamente sem mostrar o nome ou rosto da pessoa. Dicionário morreu?







24 de fev. de 2011

Eduque, antes de dar um computador para seu filho

Algumas vezes me sinto desmotivada "enquanto pessoa" quando vejo a atitude de alguns adolescentes na rede. Criaturas de menos de vinte anos dotadas da senhora razão conseguem se superar agredindo, soltando o verbo --  e, diga-se de passagem, soltando mal o verbo. Erros ridículos de português só por pura preguiça de abrir um dicionário ou procurar um dicionário online. Tentam causar... Brigando, xingando, e fazendo uso da "bela" frase: " A vida é minha faço o que quiser" ou ainda: "O twitter é meu, escrevo o que quero".
                Pois... Quando entrei na faculdade, eu não sabia nem usar o e-mail, aprendi a navegar na internet nas aulas de Informática da Educação. Naquela época, que até não faz muito tempo,  a internet não era tão presente na vida de crianças e adolescentes. Pois... O mundo mudou e hoje todos estão conectados. Hoje, quem não tem computador não existe, dizem alguns, assim como quem não tem um e-mail para se comunicar. 
                O problema todo, penso eu, é que não existe um limite na questão do uso da internet por crianças e adolescentes. Quer ver seu filho feliz? Dê um computador de presente, afinal de contas, "todos devem estar conectados". Porém se dê ao trabalho de educar e orientar no uso da internet. Em boa parte das escolas, existe a matéria chamada Informática e os alunos aprendem a ter contato com o computador desde pequenos. Meu filho, por exemplo, iniciou as aulas de informática na escola de educação infantil, está no quarto ano do ensino fundamental e continua com uma aula por semana de informática no colégio. Com oito anos ele ganhou um notebook de Natal que é  usado basicamente para jogar e pesquisar no Google. Quando ele pesquisa no Google, estou normalmente por perto e é interessante ver quais são assuntos que ele pesquisa. Meu filho não se liga em redes sociais (ainda!), passa as manhãs  no colégio e nas tardes, pratica esportes. Ele tem o próprio quarto com escrivaninha, televisão e computador. Porta fechada? Jamais! Desculpem os super liberais, mas criança com nove anos não merece privacidade total, e até onde eu puder orientar e  vigiar o que ele assiste na televisão e o que faz no computador, eu farei. Isso não é super proteger, isso é educar. Certa vez escrevi um texto pedindo para os pais vigiarem seus filhos na internet -- mesmo porque hoje dizem que as pessoas não amadurecem mais como antigamente -- orientando até ele conseguir ter condições de fazer as próprias escolhas. Isso evita diversos transtornos para o adolescente e para a população conectada em geral. Você não pode soltar seu filho na internet sem um pingo de educação para os outros aguentarem... O filho é seu, você educa, você é responsável. Se ele fizer algo errado e você culpar as companhias que ele anda... A culpa é sua de não ter prestado atenção nos amigos de seu filho.
                O mundo realmente anda maluco e as contradições educacionais em alta. Existia uma época que crianças e adolescentes eram super reprimidos, daí evoluímos para a liberdade beirando a esculhambação, como se uma criança ou mesmo adolescente tivesse condições de saber sozinho o que fazer. Se dizem hoje em dia que com 17 anos um adolescente não tem condições de escolher sua própria profissão por pura falta de maturidade,  que dirá se portar direito na internet (e na vida), concordam? Lógico que não vou generalizar, óbvio que cada pessoa é única e nem todos adolescentes são desprovidos de maturidade. Conheço pessoas de 15 anos que sabem exatamente onde querem chegar, se preocupam com o futuro de verdade e muitas vezes são mais maduros que pessoas que já ingressaram na vida adulta.
                Novamente: eduque seu filho para o mundo, não deixe ele acreditar que pode se educar sozinho.

4 de set. de 2009

Retalhos internetianos


Já acordaram com aquela vontade de escrever o melhor texto de toda sua vida? Acordei assim hoje. E não deu em nada.

Assim sendo, enchamos uma linguiça, com algumas pequenas dicas-desabafos.


E-mail

Eu tenho um problema sério com meus spam´s. Chego a ficar deprimido.

A cada três porcarias dessas que entram em minha caixa de e-mail, duas estão me oferecendo Viagra. Começo a acreditar que andam espalhando calúnias a meu respeito. Ou será que não são calúnias e não ando assim com a bola toda mesmo? Faz mal ao ego, ao id e ao alter-ego, no todo e em parte.

Outro campeão de audiência são os "Real Watch Copy Design". Errado desde o início, já que cópia nunca será real, pelo menos do jeito como entendo a coisa. Esse também me deixa para baixo. Um spam me chamando de relapso. Tudo bem que perco hora de vez em quando, mas depois que comprei um despertador no 1,99 dei um jeito em mim. Logo não preciso mais de relógios, originais ou cópias.

Querem mais? Cursos Online. Como se eu precisasse fazer cusos de Segurança, de Legislação Tributária, de Bonecas de Pano ou mesmo Velas Decorativas. Não quero, agradeço até. Mas não adianta: a cada dia essas ofertas crescem em inutilidade e frequencia.

O pior de tudo é quando eu mesmo contribuo para lotar minha caixa de entrada de spam. Sabe quando tem algo que você precisa consultar, mas para que possa ler todo conteúdo precisa fazer um "registro gratuito"? É rápido né? Basta nome e e-mail para acessar todo o conhecimento ali disponível (que depois você percebe que não tinha absolutamente nada a ver com o que você queria). Só que quando fazemos esse registro, geralmente não há aquela caixinha que você assinala para não receber newsletter nenhuma. Então o cidadão dono da arapuca vende o mail-listing para serviços duvidosos (isso quando não manda mais inutilidades dele mesmo).

Agorinha recebi um e-mail me contando que o Ratinho foi morto em um assalto. Fui neste site aqui e esse e-mail já está marcado como fraudulento. Nem o Ratinho, perdido em seu ostracismo, eles deixam quieto.

Spammers, por favor: larguem do meu pé.

* * *

Navegador

Apesar de minha amada, estimada, adorada patroa, ama e senhora não ter curtido muito, o Opera é o melhor navegador hoje em dia. Cliente de e-mail, servidor remoto (Opera Unit), widgets, etc.

Tudo funciona, é estável e rápido. |download|. Demora 3 minutos para atualizar, sendo pouco mais lento que o Chrome e seus 2,3 minutos (na atualização, não na navegação) e mais rápido que o IE8, que demorou só 32 minutos para atualizar e instalar updates.

* * *

Twitter

Eu não sou fão dessas "modernidades", mas por questões comerciais, a Novitas tem que estar em qualquer coisa que criem. Logo estamos lá (Twitter Editora Novitas e Scriptus)

Para usar e abusar da inteligência em 140 caracteres, tenho usado o Blu (isso quando não o Opera Widget, que já é muito bom). Gostei do programa. É leve e tem interface bem simples, tanto que até eu entendo (Já aprendi a dar RT!!!!).

Agora o desabafo: discutir novela no Twitter é o fim da picada... Meninos, eu vi!


* * *

That´s all folks. A imagem saquei do Google, neste site.

12 de mai. de 2009

A Web anda muito chata!

Então, fiquei sabendo dessa campanha lá no Varal de Idéias, blog do Eduardo.

"A WEB ANDA MUITO CHATA !!!
Se você concorda, cole essa frase, logo abaixo do seu Cabeçalho, e vamos fazer a Web reagir e melhorar!" copiado do varal.

Aderi na hora. Motivos são os que não faltam para a web andar chata, vamos enumerar alguns? Então vamos lá! ( eu pergunto, eu respondo)

1 - Textos longos que normalmente exigem um estudo ou leitura de quem escreve, não recebem tantos comentários, como textos engraçados ou que falam asneira;

2 - Existem inúmeros blogs ótimos com conteúdo que não recebem nem metade de comentários que blogs que amam não escrever absolutamente nada original (tudo cópia de algum lugar);

3 - Alguns se fazem muito de salame, ou seja, todomundoatualmenteépoliticamentecorreto (eu duvido);

4 - Os plágios infinitos e irritantes. Textos que não recebem o devido crédito.
*****************
Se você concorda com a campanha, e não quer dar motivos tudo bem... Eu aderi e dei motivos. Lembre - se que não existe selo nem nada. Para quem se interessar, dá uma passada no Varal.


17 de mar. de 2009

Continuação...

É sagrado: todas as noites nos sentamos para ver um filminho ao menos, com um bom vinho.

Pode parecer que a Editora não dá trabalho, pois afinal os livros têm-nos chego já por via digital. Assim, pô...é só dar um tapinha que o texto está pronto, né? Não, não é: brigar com gráfica por preço, correção ortográfica e gramatical, capa, brigar com gráfica pelo preço, correr atrás de catalogação, brigar com gráfica pelo preço, diagramar, brigar com gráfica... Merecemos, lá pelas tantas, um vinhozinho para limpar o sangue (eu sei, foi desculpa de bêbado).

Assistindo a um dos filmes prefiro que ele seja péssimo, vez por outra. É nessa hora que colocamos os papos em dia, pois mesmo morando na mesma casa, muitas vezes passamos horas sem nos ver. Cada um em seu pc, cada um com seu autor e por aí vai.

Ontem foi assim: dois filmes péssimos e começamos a conversar sobre algo que a Le tem batido muito: internet e direitos autorais.

Para ser franco a vocês, eu como muitos de minha época - primórdios da internet, ainda BBS - achávamos que esta ferramenta seri o boom do século, senão a maior invenção da humanidade. Dentro de certos parâmetros, até que atendeu a nossas expectativas, mas agregado ao sucesso vieram os problemas.

A internet hoje é terra de ninguém. Ninguém é dono de nada e não existe controle algum sobre o conteúdo. Não é, de maneira alguma, a tal "liberdade de expressão", mas sim a "libertinagem de idéias".

Existem autores que nos procuram para publicar e-books em pdf. Claro que fazemos isso e cobramos bem baratinho. Mas sempre avisamos: e-book vai para a internet, vendido como curso. Três dias depois, quem pagou já disponibilizou na rede e está nos torrents. Cinco dias depois, há mais cópias "piratas" que vendidas.

O mesmo acontece com vídeos, músicas, fotografias... Nada mais tem dono, a partir do momento que está na web.

Eu, há muito tempo proibi meus filhos de consumir pirataria. Games e afins só comprando, seja lá por que meio for. Meus games ( e eu gostcho mucho) são todos comprados e com Nota Fiscal. Cd´s e DVD´s idem. Claro que tenho músicas baixadas. Óbvio que sim. Mas é algo que estou desaprendendo a fazer. "Mas tudo é muito caro!!!", vejo nos comentários do post anterior. Sei que é e lhes dou o motivo disso acontecer:

Estava conversando com um amigo americano, reclamando que aqui até o Windows que ele lá paga 200 dólares aqui é uma fortuna. A opção é comprar pirata mesmo. Ele me toca de volta um "cada pirata que você compra, deve ser pago por alguém. Você, ao comprar um original está pagando sua cota mais as daqueles que piratearam". Ele está certo. É uma roda-viva onde a indústria, para se manter, tem que bancar seus custos e gerar lucro. Como não somos, por mais que o Lula queira, uma Nação comunista, quem paga, paga dobrado, para sustentar quem baixa qualquer produto de graça. Fácil assim, em nosso capitalismo selvagem.

Eu acredito que ainda acontecerá a verdadeira revolução da internet. Quando os usuários se tocarem que a internet é uma ferramente fascinante, mas que como tudo na vida, deve ter um limite.

Outra coisa que se diz muito por aí é que a net vai substituir outros tipos de mídia (Existe um documentário fake rolando por aí, dizendo que o Google comprará o The Wall Street Journal).
Falaram o mesmo do rádio sobre o jornal de papel, da tv sobre o cinema e agora da internet sobre todo o resto de mídias, que entre perdas e danos continuam todas por ai.

Alguém quer perder o contato dos dedos com uma página de papel? Ou a pipoca do cinema? Ou o prazer de mandar uma carta de cobrança? Ninguém, ou quase.

Internet é o máximo. So que geralmente o máximo é o limite, quando a corda arrebenta.




IEditora Novitas

Visite o Site e o Blog da Editora Novitas!

27 de set. de 2008

Hábito de leitura?

Em tempos de blogs e de internet onde tudo é acessível e fácil vira a desculpa mais utilizada para não se comprarem jornais ou livros.
Porém a facilidade nos leva ao comodismo e a infeliz constatação é que não lemos mais.
Tudo é muito simples, muito fácil - basta um "clique" e está lá o artigo, página de blog ou qualquer coisa interessante para se ler - mas não somos capazes de fazer de fato uma leitura compreensiva.
Qualquer texto que exija a leitura mais atenta está sujeito a não ser compreendido, mas principalmente em blogs, acaba por receber palavras de carinho nos comentários, por "amizade".
Isso é fato: poucas são as pessoas que realmente tem a capacidade ou se dão ao trabalho de ler o que escrevemos, seja nos blogs, livros ou mesmo em um simples e-mail.
Texto precisa de interpretação. As vezes passamos por textos onde lemos os comentários e infelizmente se nota que o texto de fato não foi assimilado. O mesmo acontece com poesia e até com bula de remédio, que atualmente somente os hipocondríacos se dão ao trabalho de ler, pois uma interpretação sem muita atenção nos faz acreditar que estamos praticamente nos medicando para morrer.
Assuntos sérios, estão à margem de qualquer bobagem escrita, basta observarmos por exemplo, quais são os assuntos mais buscados na internet para constatar como as pessoas no geral buscam ler abobrinhas ao invés de exercitar o cérebro com coisas que realmente fazem pensar.
Poderíamos dizer que o fato da não-leitura ou a não capacidade de compreender o que está escrito é preguiça mental? Sim, porque na maioria das vezes quem não lê ou o faz exporadicamente - quase nunca? - tem a mania de ter um entendimento somente para o texto ao invés de aceitar o leque de possibilidades que as palavras nos oferecem.
Textos, poesias, contos são singulares somente no momento da escrita e permite a pluralidade conforme a leitura das pessoas. Cada um sente ou imagina uma coisa diferente, cabendo ao autor tentar transportar para as palavras por ele escritas, sentimentos possíveis na seus leitores. O único que sabe o que realmente significa um texto, no momento de sua elaboração, é o autor e a não contextualização é justamente para permitir que quem lê interprete o texto.
Normalmente o que é feito quando se vê um texto grande? Os olhos são passados rapidamente e comentamos sem nenhum entendimento concreto do texto.
Existem diferentes leitores em tempos de internet: aquele que faz a leitura para procurar erros de português e pontuação; aquele que faz a leitura somente para buscar um ponto para discordar do que foi escrito normalmente sem argumentação que sustente; os que fazem a leitura para imaginar o que o autor está sentindo e finalmente os que conseguem ler, entender para daí criticar e até discordar do que está escrito.
Assuntos que trazem temas como: política em geral, lei seca, crises ou aumento de preço não são lidos, porque a grande maioria das pessoas que navegam na internet buscam saber que a Juliana Paes atualizou o blog, tem curiosidade sobre a mulher melancia e a samambaia, querem saber como foi a festa do Ronaldo Fenômeno e ainda o que está fazendo a Sandy na lua - de - mel ( todos esses assuntos mais procurados foram retirados do site do yahoo, na sessão mais procurada)
A internet para uma grande maioria das pessoas é, ao invés de ser ferramenta de estudo ou de leitura, somente ferramenta de diversão ou alienação.
Claro que isso depende do ponto de vista de quem lê isso. Eu por exemplo me divirto lendo blogs ou procurando músicas no YouTube, mas fico alarmada quando vejo os assuntos mais buscados em sites de pesquisa e mais ainda quando leio textos na internet realmente interessantes ou que suscitam questionamentos ou comentários sérios, mas o que se lê são comentários confusos que indicam que atualmente as pessoas estão muito apressadas para realmente formar uma opinião sobre algo.