4 de jun de 2010

Deu o que tinha que dar.




 Há alguns anos tive aquele estalo em uma conversa entre ego, id e alter-ego. Uma revelação que me dizia que ou eu começava a entender de política ou jamais conseguiria mudar os rumos do país. Sim, pois em princípio e por definição, política é a arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados e como faço parte de uma Nação organizada em Estado, faço parte desse processo, certo?

 Errado. Não que eu tenha desistido de escrever e/ou ler sobre política, não é isso. Não quero ser uma alienado. Só passei a preservar minhas opiniões que, em realidade, pouco serviram a qualquer pessoa até o presente dia. Ou seja: você se indispõe com gente antagônica politicamente por nada, pois de outra forma, se o assunto fosse a capa da Playboy do mês por exemplo, poderia acontecer de eu conseguir ampliar minhas relações de amizades. Algo muito mais sadio, concordam? 

Durante muito tempo fiquei colado nos políticos de nosso país, para o bem e para o mal. Tinha a paciência de entrar em portais governamentais e estudar -- sim sinhô! es-tu-dar -- cada empenho, convênio e cartões corporativos administrados pelos Três Poderes. Despendia um tempo que não tenho com assuntos que não resolveria em hipótese alguma.

Aplaudi deputados que mostraram ter vergonha na cara em determinadas situações para em seguida me sentir um idiota completo, quando o mesmo cidadão eleito faria uma asneira onde apareceria seu nome em meio a alguma falcatrua. As coisas de nosso país se resolvem somente por meio de conchavos criminosos, onde desclassificados regados a vinhos e uísques caríssimos decidem -- ou não decidem, que é mais comum -- os rumos de nossa Bananolândia.

 Assim, desisto de acompanhar a política. Porque sou dono de meu nariz e quem decide de minha vida sou eu mesmo, independente do bola da vez que faça de conta gerenciar o Brasil. Legisladores que fazem leis em causa própria, juízes que julgam conforme tendências político-partidárias nem mais acobertadas pela venda da Justiça ou membros do executivo que estão se lixando ao que acontece fora daquela Ilha da Fantasia chamada Brasília, passaram a fazer parte do rol de pessoas que não quero em meu dia a dia. Na realidade, quero mais é que todos, independente de partido ou ideologia, confessem os crimes que -- eu sei -- em muitos casos foram obrigados a cometer por conta de alianças indigestas e improváveis em outros tempos, com mais sobriedade e ética.

Eu pago -- ou não -- minhas contas. Eu. Ninguém pertencente ao mundo político fez algo por mim ou por alguém que eu conheça. São seres irreais, curtindo a virtualidade de telejornais, enquanto às costas de seu eleitor angariam mais e mais moedas, trinta de cada vez.

Sou escritor, editor e mais uma porção de funções aprendidas na marra e no bambolear das ancas da vida. E sou eleitor, frustrado com a ignorância daqueles que se dizem defensores do povo.

Senhores, estou cagando para os senhores. Só me deixem viver em paz.
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3 comentários:

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