26 de ago de 2009

É assim:


Muitos daqueles poucos que leem a este blog me conhecem de outras paradas, principalmente do ANG!, o antigo e falecido "Aqui não, Genésio!". Ali comentei sobre tudo e todos, principalmente política. Depois conheci Letícia, minha vida mudou (para muito melhor, obrigado), meus gostos somaram-se aos dela e chegando a um denominador comum; resolvemos abrir o Scriptus para enfatizar um nosso lado que é bem mais pró ativo, o cultural.

Claro que escrevemos de tudo um pouco como faço agora. Mas vocês que me conhecem de antes percebem o quão eventual são minhas postagens em blogs? Escrever para cá ou para outro blog meu qualquer (o "Canto dos Contos" e o "pseudo-poemas" ainda existem, embora vazios e cheios de mofo) tem sido cada dia mais enfadonho e desnecessário, pois o tempo gasto aqui pode sempre ser bem melhor gasto em outras paragens. Vez por outra, como agora, é legal. Oxigena a alma e hoje estou com uma puta vontade de destilar veneno. Talvez seja meu lado feminino entrando na TPM, mas é certo que hoje acordei atravessado com a internet.

Logo cedo vi que rola no Twitter um stress com Xuxa, Sasha e Cia. Certas pessoas de fino trato (com certeza espectadores da modelo/atriz/canto/apresentadora de tv/mãe da Sasha, emburrecidos em programas matutinos em tenra idade), desancaram a menina por conta de um único erro de português. Quem nunca escreveu "migu" e correlatos que atire a primeira frase em 140 caracteres, que é a medida exata do intelecto internetiano.

Já tive relacionamentos virtuais - não namoros nem nada, relacionamentos de "amizade" - que me decepcionaram muito. Sei lá quantos "amigos" me pediram - e receberam de presente e de grátis - templates de blog, imagens, artes gráficas e mais uma enorme montanha de coisas outras que felizmente sou capaz de produzir. Nunca me fiz ou me faço de rogado: se posso, ajudo uai. Não me custa nem dói.

Hoje em dia meu círculo de relacionamentos virtuais é quase um ponto. Escolho quem se aproxima e aqueles que tinham porteira aberta que fiquem em seus lugares santos e solenes, no alto do pedestal que se acham tão merecedores.

Sempre fui avesso a blogagens coletivas, memes e outras "ferramentas" que os blogueiros natos fazem uso para a (auto)divulgação de alguma coisa extremamente importante, seja o aquecimento global ou o tamanho do pé da Angela RoRo, o que sempre me causou certo desconforto com os "amigos". Explico porquê: Existem no Brasil aproximadamente 100.000 blogues, com média de 9,6 milhões de leitores. Se fizermos a conta de que ao menos 60% desses blogues são inúteis na concepção clara da palavra (e você pode achar que este se enquadra nisso, sem problemas), restam 40.000. Desses tantos, digamos que a metade seja de uma maneira ou outra, profissionais e/ou educativos. Restam 20.000 que devem ter conteúdo, logo não tem leitores, pois blog bom é aquele que não interessa ao leitor médio. Se fosse fofoca ou BBB sim, claro. Mas assunto sério mesmo, pouquíssimos frequentam.

Se você acha que blog é um meio de se fazer ouvir e que de alguma maneira influenciará ou mesmo que interesse a alguém, pense bem: sua média de leitores é abaixo de 0,0001% da população nacional.

Não quero ofender ninguém. Estou desopilando e destilando meu veneno contra alguns que se acham a fina flor, colocando como verdades incontestáveis palpites vazios que simplesmente me dão no saco.

Quer ler coisas legais? Compre um livro. Quer ler conteúdo? Vá até o blog da Odele (Flávia, Vivendo em Coma) ou da Grace Olsson (mais dela aqui)por exemplo. Além de divulgar uma causa, ali você pode dizer que vive uma experiência.

Fui, migo. Agora tô bão jah!
Bju. :) | :=P | :o | :o)

PS: O que o Sarney tem a ver com a coisa toda? Nada. É só para mostrar que se eu quero, eu FAÇO. Não peço...capicce?

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