3 de mai de 2009

Crianças e adolescentes leitores


Crianças e jovens leem mais livros que adultos. Pode ser a influencia do colégio ou mesmo de casa, mas o fato é que eles movimentam o mercado editorial brasileiro em mais de 35% dos livros.
Meu filho de sete anos faz a leitura de dois livros que pega na biblioteca do colégio por semana e ainda lê seu livro de cabeceira que normalmente tem mais de 100 páginas, entre figuras e textos. Uma pergunta importante, será que eles entendem o que estão lendo? Creio que sim! Na idade do Lucas (meu filho) eles já começam a fazer fichas de leituras sobre o livro, separam nome de autor, ilustrador e fazem um resumo sobre o que foi lido, bem como desenho da parte que mais chamou a atenção. Pode - se entender, como um início à interpretação de texto, que alguns criticam fervorosamente, uma vez que o aluno não pode criar em cima(discuto isso)... E sim responder a perguntas (prontas) sobre o texto lido. Bem, eu particularmente adoro interpretação de texto, é uma ferramenta útil para "medir" se o que foi lido foi entendido.
As crianças pequenas na hora da escolha do livro, os preferem coloridos e dão pouca importância para as palavras. Já quando começam a crescer, gostam de se desafiar... Lendo livros com mais páginas para mostrar a professora e aos colegas a quantidade de páginas que está lendo.
Esses dias aqui em casa, o Lucas pegou um livro do Mário Quintana (totalmente sem figura) e leu duas poesias... Ele odiou e ainda utilizou a palavra: ridículo! Corrigi, dizendo que "ridículo" não cabia a Mário Quintana e que ele era um dos maiores poetas que existiu. Hoje fui ao quarto do Lucas, arrumar e vi que o livro de Mário Quintana estava no chão perto dos tacos de jogar "tacobol"... Sinal que ele está lendo, mas como o Lucas é totalmente do contra, ou seja , quando comento minha opinião ele retruca e diz que é ao contrário não vou me emocionar e dizer: Poxa vida filhote... Fiquei feliz em ver o livro do Mário Quintana no teu quarto!" Vou esperar ele ler e se quiser comentar comigo, tudo bem!
Conversando com uma autora de livros infantis, ela dizia que as crianças leem muito pouco! Que não conseguiria vender livros uma vez que seu público alvo eram crianças de escolas estaduais e não particulares. Honestamente, livros infantis tem preços muito diferenciados... Encontramos livros por até R$ 2,00, lógico que o livro não tem um material tão bom, porém não deixa de ser portador de texto... E sim as pessoas compram, as crianças querem e elas fazem a leitura.
Apesar das escolas não introduzirem autores novos em suas leituras obrigatórias, as crianças começam a se interessar por livros cada vez mais cedo e permanecem leitoras até o término do colégio. Com o aumento da idade o número de livros diminui, mas isso não é problema... É que as imagens e ilustrações somem e ficam só textos e com as mais variadas atividades, normalmente adolescentes estipulam um horário para leitura, a grande maioria antes de dormir.
Depois que passou o vestibular, o consumo de livros de gosto pessoal cai bastante. O aluno tende a ler livros que lhe são interessantes para a faculdade, e pelo preço desses livros realmente não sobra muito para comprar livros de gosto próprio. Passada a faculdade, é que compramos livros que temos interesse pessoal de ler... Olhem suas bibliotecas pessoais e vejam se não é assim que funciona. Claro isso não precisa ser uma regra, mas uma boa parcela de pessoas observarão que sua vida - de - leitor funciona assim mesmo.
Quando se vira adulto, realmente o que mais existe é a não leitura de livros. Quem lê um livro por ano, ou até dois, não pode se considerar leitor e sim quem sabe um "analfabeto leitor"

"Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem." - Mário Quintana

Adultos não leitores, não influenciam seus filhos e nem os fazem leitores no futuro. Penso que quem lê um livro por ano, na verdade lê um livro na vida... Certamente esses são os alunos que vão pedir para seus pais lerem seus livros obrigatórios no colégio e são os mesmo que copiarão resumos de colegas leitores na faculdade, ou seja, só lerão um livro na vida e esse com certeza deva ser algum de dieta, ou de ficar rico em vinte passos, ou mesmo algum que ensine a ser feliz.
Mas é satisfatório saber que crianças e adolescentes são mais leitores que adultos... O desafio imagino eu, seja fazer o adolescente continuar sendo um leitor quando adulto.


*Imagens retiradas do google, não sei a autoria mas se souber me avise que coloco os devidos créditos.


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