23 de out. de 2009

Dando nomes aos bois

O Presidente Lula finalmente está mostrando o seu lado chavista e espero que agora mais alguns admiradores seus desenvolvam o sentido crítico e percebam a que ponto chegamos.

Com a declaração de que deveríamos ter, invés de uma votação, uma indicação plesbicitária sobre sua indicação ao nosso próprio governante, nosso presidente metalúrgico comete um assalto contra a democracia. Não que Lula tenha algum dia sido favorável; haja visto que sua linha de pensamento, mais que socialista, sempre foi comunista. Lembrem-se de que o Deputado Constituinte Lula foi contra o texto constitucional.

Pois bem, sabemos agora quem é o líder e o que pretende. Bastaria agora fazer com que a massa compreendesse isso. Mas não acontecerá, porque não temos uma oposição que se faça notar. Existem excessões, mas não um consenso geral em como se defender do lulismo. O PSDB, partido ao qual sempre admirei pela qualidade de seus membros, está perdido e sem foco. O DEM, que já foi a viúva enquanto PFL é agressivo e me parece renovado, mas carece de um ACM (o velho) para trancar o avanço dos aliados de situação. PSOL, PV e cia ltda são pequenos, extremistas e fruto do próprio PT (digo em relação ao agora, não à história).

Ontem, dia 22 de outubro, no Zero Hora, página 46, li o seguinte trecho do artigo "Oposição aprova CPI do MST":
O Deputado Maurício Rands (PT-PE) disse que a prática de a maioria controlar os trabahos das CPI´s é normal e adotada desde o Governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso(1995-2002).
-Toda vez que a oposição perde terreno na disputa democrática de propostas para o país, ressucita a tática da indústria de CPI´s, o que banaliza o instrumento - disse o deputado.

Clássica falta de memória, já que o deputado comete dois erros crassos:

1) A oposição no governo FHC era do PT, o que quer dizer que era o PT quem deflagrava CPI´s a torto e a direito;
2) FHC não poderia criar uma CPI contra ele próprio por dois motivos:
a - não seria besta de legislar contra o próprio governo e
b - FHC era presidente, logo Executivo, logo não teria como propor uma CPI, pertinente ao poder Legislativo, poder em separado (de fato o era, hoje já não se sabe mais).

Essa é a maior arma petista: a delegação de erros a outros que não ele próprio. Se algo está errado hoje, é porque o governo lulista herdou de FHC esse problema. Se está dando certo, é porque as cabeças pensantes e iluminadas do PT é que colocaram as coisas nos devidos eixos. O discurso não muda e a caravana passa...

Democracia. O exercício do poder do voto. Uma bandeira que todos os esquerdistas de plantão gostam de empunhar, lembrando dos tempos da Ditadura, embora fossem marxistas e quisessem um governo comunista no Brasil, aos moldes de Cuba. Empunham as bandeiras da democracia e vestem-se com camisetas estampadas com o rosto de Che Guevara, outro que além de comunista, assassino de gente do povo que era contrário à "Revolução". Democracia que tem rendido pomposas aposentadorias a "perseguidos", como é o caso de Lula, que perdeu fabulosos 20 dias de sua vida atrás das grades e hoje fatura como se tivesse ficado exilado durante 15 anos fora do país.

Ainda bem que essa farra democrática teve um pequeno castigo ontem, onde o empenho do Senador José Carlos Aleluia foi destaque. A UNE queria "ressarcimento" pela destruição de um prédio em 1964. A oposição conseguiu barrar mais essa maracutaia, esse pagamento de massa de manobra de aluguel que hoje ocupa o diretórios universitários. Nas palavras de Aleluia:

"A UNE tem uma história importante e teve grandes líderes, como José Serra (ex-presidente da União Nacional de Estudantes, nos anos 1960). Agora, virou um entidade remunerada. Tem a sua lealdade ao presidente Lula comprada"

Está na hora do Brasil acordar e perceber que a ditadura branca (ou vermelha, dependendo do ângulo que se avalie) já está instaurada e que uma continuidade do reinado petista no poder só fará com que se desmantele de vez o pouco de respeito que o brasileiro ainda tem por suas (falidas) Instituições.


20 de out. de 2009

Revista Cultural - n° 2


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Participam dessa edição:


Opinião:
David Nóbrega - A cultura do paliativo


Ensaio:
Daliana Cascudo Roberti Leite - Luís da Câmara Cascudo: Um provinciano incurável

Música:
Banda Back - História da banda por Thiago


Poesia:
Leonardo Schabbaci - Humanidade
Cezarina Caruso - Último ato
José Fernando - Vadia
Alexandre Câmara - Um gosto de ânsia na boca
Anna Ribeiro - Noite
Rosemari - Cálice Derramado
David Nobrega - Só
Marcos de Andrade - Porque é natal
Eduardo Manciolli - Desespero
Joe Brazuca - Acróstico do boi premonitório
Hercília Fernandes - Falácias de amor

Cartoon & Cia:
Douglas Zimmermann - Mullets

Na Tela :
Matheus Costa: Os "intelectuais querem a crise na televisão e teledramaturgia

Contos, Prosas e Crônicas:
Ricardo Porto - O auto do padre Antônio
Tatiana Cavalcanti - Eu queria mais uma chance
Flávia Brito - (A) Parte
Madalena Barranco - O mirante dos aviões
Alex Sens - HI-FI
Cristiano Melo - Teodora
Lú Cavuchioli - De cimento e sangue

Entrevistas:
Bartolomeu Campos de Queirós
Grace Olsson

No twitter da Editora:
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Viagem:
Isiara Caruso - Um Passeio em Buenos Aires

Boa Leitura!








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19 de out. de 2009

O vizinho é sempre o pior...

Vocês já notaram, que a grande maioria das pessoas está sempre mais preocupada com a vida dos outros do que com a sua? Boa parcela das pessoas parece que tem uma capacidade imensa para escrever manual de instrução de boas maneiras, sucesso na vida, certo e errado e o que pode e o que não pode. Se o vizinho faz algo considerado errado, é um horror agora se eu faço... É normal, afinal de contas... "Todos erram", "acontece com todo mundo". O erro do vizinho é imperdoável, e sempre que eu ver ele, vou me lembrar do deslize, mas não queira se lembrar do meu... Afinal de contas, sou humano!
É uma loucura de valores controversos, e fazemos isso sempre. Se um atacante do meu time comete falta grave, é culpa do juiz; se meu partido rouba, eu tenho uma explicação para isso; quer dizer... O mundo a minha volta é perfeito e tenho sempre razão... Aham, sei... Já experimentou se olhar no espelho hoje, pessoa perfeita?

"Desconfia sempre do valor intrínseco de quem fala da sua moralidade."
(Jean Baptiste Massillon)

Todos poderiam por somente um dia, fazer um mergulho em seus próprios problemas, defeitos e tudo ruim que tem guardado. Confrontar - se com sua própria realidade... Pq não existe ninguém totalmente bom ou ruim, perfeição é algo ilusório e digo mais, transitório... Pq se amenizo o que faço de ruim por aí, mas sou o primeiro a criticar se o outro faz, não entendo o conceito de certo e errado.
"Quem disse que sua vida é um sucesso? " Faça essa pergunta em frente ao espelho, olhando bem nos seus olhos... Honestamente? Eu desconfio muito daquelas pessoas que se dizem "preocupadas" com o outro e encontram soluções imediatas para todos os problemas... Do outro... Mas e os seus? Ahhhh tá desculpa, você não tem problemas. Ou você não quer preocupar os outros com seus problemas. Considero falta do que fazer, e se você não tem problemas certamente sua vida é sem emoção. Para curar a falta do que fazer, você pode escrever um manual de auto - ajuda e para curar a falta de emoção, você pode olhar um filme de ação, ficar um mês sem pagar suas contas ( isso gera uma emoção interna incrível) ou mesmo tomar banho de cachoeira... É emocionante!
É muita teoria gente, somos um povo que adora uma teoria e não coloca em prática nem metade do que resolve. Quer ver algo realmente dar errado? Faça uma reunião bem grande e resolva finalizar o ponto. Daí pronto! Tudo está resolvido, todos vão para suas casinhas e suas vidinhas perfeitas... E não colocam nada em prática. Os resultados de teses, reuniões e tudo mais, resolvem os problemas de forma tão simples que chega a ser ridículo... Tem vezes que penso: Poxa vida! Como não pensei nisso... Está na cara! Daí coloco em prática e sempre esbarro no impossível das teorias e teses. Toda teoria finalizada tem aquele "Q" de utopia que não funciona. Enfim... Fazer o que?
Alguns não conseguem resolver seus próprios problemas, daí mudam o foco e "atacam" o problema do outro... Seguem fazendo teorias e mais teorias de como as pessoas podem se espelhar na perfeição que aquele ser iluminado tem... Falta espelho na casa de alguns! Ou as pessoas estão realmente passando pelo espelho para ver só os cabelos ou se nasceu alguma nova ruga, ninguém mais conversa na frente do espelho não? Converse com você, isso não é indício de loucura... Tente se conhecer, para depois quem sabe opinar nos problemas alheios, ou o que você pensa ser problema. Já viu? As vezes só você vê problema onde não tem. E nem sempre você foi convidado a opinar.



14 de out. de 2009

As escolas itinerantes, o MST e as crianças

*imagem retirada do "pai google"


As escolas itinerantes foram fechadas aqui no RS em fevereiro, com isso abriram - se vagas para as crianças dos acampamentos dos Sem Terra em escolas regulares, porém não houve interesse e mais de 600 crianças foram "prejudicadas". - Agora, imagine você cidadão que paga seus impostos, que não recebe nada de graça do governo a não ser escola para seus filhos. Se você, quiser viver em um acampamento a obrigação é sua de levar seu filho para a escola, ou ao menos conduza seu rebento ao transporte escolar. Ao invés disso, você não leva seus filhos para a escola mas os leva, em frente ao palácio do governo para protestar contra o fechamento das escolas itinerantes, quase no final do ano letivo!
O que quero dizer com isso? Se você, escolher passar toda a sua vida de acampamento em acampamento, não vai existir uma professora do estado a disposição dos seus filhos para o estudo, mas com os filhos dos sem terra é diferente, sabem pq? É essa cultura, de "quero terra, mas não quero pagar... O Estado deve me dar!"
Eu pergunto aqui, quem já viu os sem terras agindo? De perto, no seu trabalho? Eu já vi! Lembro - me com perfeição... Chegava eu, na Secretaria de Educação do Estado pelas 7:00 da manhã, quando me deparei, com mais de 5 ônibus estacionados dentro do centro administrativo e as portas obstruídas, impedindo a entrada dos funcionários. Pois é, naquele dia, escutei palavras de baixo calão... Tanto dos adultos quanto das crianças, eu só estava lá para trabalhar e consegui entrar 1 hora depois do horário normal do expediente! A coisa piorou, quando colocaram música e começaram a berrar no microfone, eu ficava me questionando: como eles tinham aquela aparelhagem toda... É de dar inveja nas bandas! Pois bem... É difícil, trabalhar com barulho no ouvido e ter que sair do prédio para ir em outras secretarias é inviável, ao menos que você tenha sangue de barata ou seja muito "zen", mas eu não sou... Então evitava sair, para não escutar no microfone os absurdos que falavam para todos os funcionários que passavam pela "passarela" na SEC.
Chega a hora do almoço e a alternativa foi almoçar no restaurante dentro do centro administrativo. Depois do almoço, existe um tempo para descansar... Já que ninguém almoça durante 1 hora e meia. Eu e alguns colegas fomos sentar nos banquinhos do estacionamento, pós almoço ... Eis que escuto de um sem - terra: "Vai trabalhar! Tá fazendo o que aqui ?" Não aguentei e gritei perguntando pq o filho dele não estava na escola e estava protestando. Automaticamente, se aproxima uma policial muito simpática, e diz para eu não responder, pq estava "incitando o pessoal". Recolhi minha raiva e fiquei em frente aos papéis da minha mesa esperando o expediente da tarde começar.
No início desse ano, quando soube que as escolas itinerantes foram fechadas, juro que vibrei! Sabem pq? Pq não existe lei que diga que filho de sem terra, precisa ser sem terra durante toda a vida! Não existe lei que diga que os filhos dos sem terra não possam conviver com outro tipo de criança. Ir a escola, fazer o trajeto, estudar o que se estuda e não tática de batalha ou apologia a partido político... Isso é estudar! Mas daí, depois de ler o jornal, vejo que fechar as escolas itinerantes não foi visto como caminho para outra "vida", pq simplesmente as crianças não foram a escola. Vão culpar o Estado? Vão sim! Mas a culpa real é de quem? Dos pais... Que pariram essas crianças e querem continuar o ciclo de destruição e sangue por onde passam! Dos pais sem terra, que não vão permitir que seus filhos estudem e quem sabe sejam mais que sem terra! É dos pais, e não do Estado, nem da sociedade... É dos pais e do PT que durante anos nutriram de ódio e apologia esse movimento e hoje simplesmente está desgovernado! As crianças... São só massa de manobra do PT, sempre foram e sempre vão ser. Se Tarso Genro ganhar o Governo do Estado por aqui, ninguém vai ganhar terra, mas daí eles protestam de forma pacífica! MST politizado? Não! MST sem fundamento!

10 de out. de 2009

...

No blog da Editora, tem um artigo da neta de Câmara Cascudo, Daliana Cascudo Roberti Leite. Podem espiar AQUI.


"Sou um homem que não desanimou de viver e acho a vida cheia de encantos."
Câmara Cascudo



Estamos sumidos, mas daqui a pouco voltamos com novidades!






5 de out. de 2009

É, sou contra!

De tempos em tempos, em algum dos meios que frequento (seja em game online ou no cara a cara), acabo vendo a discussão entre os favoráveis e contrários ao sistema de cotas. Eu já sou bem posicionado a respeito desse assunto desde muito tempo atrás: sou contra, desde que as cotas não sejam relativas às deficiências físicas.

Minha visão sobre a educação é um tanto complexa. Por exemplo, não acho que o Governo Federal devesse dispor vagas para estudantes que não sejam oriundos do Ensino Público. Papai e mamãe se esforçam a vida toda, pagando mensalidades em torno de R$750,00/mês para seus pimpolhos, o que lhes garante (em tese) um ensino infinitamente superior às escolas Estaduais e Municipais. Se optou por pagar os ensinos básico e médio, que invistam também na Universidade. Se todos matriculassem seus filhos em escolas públicas e ficassem em cima da direção da mesma maneira que fazem nas escolas particulares "porque eu estou pagando!", garanto que o ensino seria muito melhor.

Cota por raça também é incômodo. Cheira a racismo inverso. De fato, é também inscontitucional, pois onde se lê "para todos" deveria-se ler "às minorias", desde que essas minorias sejam qualquer uma que o cidadão de classe média não se enquandre (sim, pois rico sempre compra | mais aqui | o que quer, mesmo uma vaga na Universidade).

Desde muito tempo atrás bato na mesma tecla: deveríamos ser racionais e deixar esta geração que agora busca vaga nos cursos superiores de lado (posto que são semi alfabetizados mesmo, uma geração inteira perdida) e começarmos a destinar TODO o dinheiro destinado ao Ministério da Educação aos pequenos que estão entrando no pré primário. Assim, se garante que essa próxima geração terá ao menos uma chance de ter uma vida melhor. Essa geração que defendo, a próxima, é que iria realmente saber o que fazer no futuro. Investindo-se neles, pequenos ainda, e seguindo o investimento conforme o aluno passe de séries, é resultado garantido.

Minha geração é a culpada pelo que está aí: sobrevivemos a uma Ditadura que troçávamos e nos esforçamos pela Democracia. Minha geração pariu o Lula, um despreparado cuja única função durante anos foi ser candidato a alguma coisa e que já avisou: ler é chato e é melhor ver futebol. Minha geração é aquela que votou pelos malufs, sarneys, clodovils e collors.

Aceito e carrego a culpa por não ter agido mais, mas isso não me impede de tentar mudar o rumo das coisas.

Educação básica é necessária e urgente. Trará mais efeitos a longo prazo que formar 5.000 estudantes em cursos superiores que mal sabem escrever o próprio nome.

3 de out. de 2009

A Visão Utópica

Daqui quem sabe talvez uns 20 anos a humanidade tenha alcançado seu apogeu: o dinheiro deixará de ser tão importante e por isso mesmo os crimes traçarão uma curva descendente até a nulidade, os políticos trabalharão em pro do bem-estar comum, as guerras por interesse se extinguirão.

Nesse cenário as religiões, outro tema dominante nas mesas de Paz que promovem a Guerra, serão substituídas pela fé unica na vida.

Ódio racial, controvérsia religiosa, opção sexual, nacionalidade e outros fatores de violência serão apenas memória coberta por pó.

Bonito isso não? E impossível, infelizmente.

Como dizia Rosseau, "A humanidade tem dupla moral: uma que prega, mas não a pratica, outra que pratica, mas não prega".

Acho bonito a exposição de sentimentos bons. O padre que prega em seu sermão que somos todos iguais é o mesmo que acaba sendo preso por pedofilia. O pastor cumpre pena por desvio de verbas de seus fieis. O xeique pede o pescoço do rabino, que abençoa aos filhos de Israel a caminho de mais uma ofensiva em território inimigo. É hipócrita a postura dos líderes religiosos que pregam a paz, desde que você esteja a seu lado. Assim como é hipócrita a postura congelada de que somente o que está escrito em um livro de autoria duvidosa (Pausa: se não há dúvidas quanto aos ditos Livros Inspirados - seja de qual religião - por quê então existem tantos apócrifos? Ou como não sobreviveu nenhuma versão "pura"?) seria verdadeiro.

Claro que nosso mal maior não são as religiões, embora intimamente eu creia que realmente sejam.

A política, seja internacional ou não, fomenta a desgraça. Nada mais é executado por um governante se este não tiver em mente que a matemática entre fazer e gastar esteja relacionada puramente ao voto futuro ou ao próprio bolso. Nada além disso.

A utopia de uma vida honesta só virá quando chegarmos ao fundo do poço. Quando o cachorro de seu vizinho entrar em seu jardim e a opção mais simples para resolver a questão seja um tiro de fuzil na cabeça do bicho. Para isso - e pior - caminha a humanidade.

Hoje em dia estamos "a meio pau". Suportamos uma carga de desgraças causadas pelo homem de maneira indiferente (na maioria dos casos) e sempre procuramos alternativas para nos acomodarmos em novas situações. É o tal "rouba mas faz" da política ou o "olho por olho" da religião.

Dizem que fiolosofia é a arte de pensar....inutilmente. Os que assim pregam são aqueles que preferem a ação. Pois se mesmo em seus filhos você pode notar que uns são de ter ideias enquanto outros são executores desmiolados, que se dirá então da humanidade como um todo?

É preciso reflexão por parte de uns - principalmente daqueles que são formadores de opinião - para que outros, mais afeitos à ação sejam capazes de agir em um caminho concreto.

Estamos em uma involução completa nas artes: "instalações" que na minha infância seria chamada lixo, poesia que rima merda com amor, música cacofônica e sem algo a dizer. Salva a fotografia, que ainda sobrevive mostrando o que é realmente belo. Culpa de quem? Nossa, em uma reta de acontecimentos, votando e acreditando em quem não presta nem mesmo para limpar um estábulo, quanto mais para querer gerenciar uma cidade, um país ou mesmo o boteco onde dá palpites de graça.Sem educação, sem arte, sem cultura, caminhamos para o nada.

Não cavem mais fundo, tentem escalar. Ensinem, eduquem, demonstrem. Mesmo que não consiga um centavo com isso. Ganhar o sustento é necessário, mas cobrar um pensamento que indique o caminho certo deveria ser de domínio público.

Se começarmos agora, mantendo o foco naqueles que mal sabem ainda falar e que não tem capacidade de pensar por si, não estaríamos fugindo daquele poço sem fundo?