30 de set. de 2008

livros em domínio público

Basta clicar nos links para acessar e-books de lvros em domínio público, gratuítos:


  1. A Divina Comédia -Dante Alighieri
  2. A Comédia dos Erros -William Shakespeare
  3. Poemas de Fernando Pessoa -Fernando Pessoa
  4. Dom Casmurro -Machado de Assis
  5. Cancioneiro -Fernando Pessoa
  6. Romeu e Julieta -William Shakespeare
  7. A Cartomante -Machado de Assis
  8. Mensagem -Fernando Pessoa
  9. A Carteira -Machado de Assis
  10. A Megera Domada -William Shakespeare
  11. A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca -William Shakespeare
  12. Sonho de Uma Noite de Verão -William Shakespeare
  13. O Eu profundo e os outros Eus. -Fernando Pessoa
  14. Dom Casmurro -Machado de Assis
  15. Do Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
  16. Poesias Inéditas -Fernando Pessoa
  17. Tudo Bem Quando Termina Bem -William Shakespeare
  18. A Carta -Pero Vaz de Caminha
  19. A Igreja do Diabo -Machado de Assis
  20. Macbeth -William Shakespeare
  21. Este mundo da injustiça globalizada -José Saramago
  22. A Tempestade -William Shakespeare
  23. O pastor amoroso -Fernando Pessoa
  24. A Cidade e as Serras -José Maria Eça de Queirós
  25. Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
  26. A Carta de Pero Vaz de Caminha -Pero Vaz de Caminha
  27. O Guardador de Rebanhos -Fernando Pessoa
  28. O Mercador de Veneza -William Shakespeare
  29. A Esfinge sem Segredo -Oscar Wilde
  30. Trabalhos de Amor Perdidos -William Shakespeare
  31. Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
  32. A Mão e a Luva -Machado de Assis
  33. Arte Poética -Aristóteles
  34. Conto de Inverno -William Shakespeare
  35. Otelo, O Mouro de Veneza -William Shakespeare
  36. Antônio e Cleópatra -William Shakespeare
  37. Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
  38. A Metamorfose -Franz Kafka
  39. A Cartomante -Machado de Assis
  40. Rei Lear -William Shakespeare
  41. A Causa Secreta -Machado de Assis
  42. Poemas Traduzidos -Fernando Pessoa
  43. Muito Barulho Por Nada -William Shakespeare
  44. Júlio César -William Shakespeare
  45. Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
  46. Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
  47. Cancioneiro -Fernando Pessoa
  48. Catálogo de Autores Brasileiros com a Obra em Domínio Público -Fundação Biblioteca Nacional
  49. A Ela -Machado de Assis
  50. O Banqueiro Anarquista -Fernando Pessoa
  51. Dom Casmurro -Machado de Assis
  52. A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
  53. Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
  54. Adão e Eva -Machado de Assis
  55. A Moreninha -Joaquim Manuel de Macedo
  56. A Chinela Turca -Machado de Assis
  57. As Alegres Senhoras de Windsor -William Shakespeare
  58. Poemas Selecionados -Florbela Espanca
  59. As Vítimas-Algozes -Joaquim Manuel de Macedo
  60. Iracema -José de Alencar
  61. A Mão e a Luva -Machado de Assis
  62. Ricardo III -William Shakespeare
  63. O Alienista -Machado de Assis
  64. Poemas Inconjuntos -Fernando Pessoa
  65. A Volta ao Mundo em 80 Dias -Júlio Verne
  66. A Carteira -Machado de Assis
  67. Primeiro Fausto -Fernando Pessoa
  68. Senhora -José de Alencar
  69. A Escrava Isaura -Bernardo Guimarães
  70. Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
  71. A Mensageira das Violetas -Florbela Espanca
  72. Sonetos -Luís Vaz de Camões
  73. Eu e Outras Poesias -Augusto dos Anjos
  74. Fausto -Johann Wolfgang von Goethe
  75. Iracema -José de Alencar
  76. Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
  77. Os Maias -José Maria Eça de Queirós
  78. O Guarani -José de Alencar
  79. A Mulher de Preto -Machado de Assis
  80. A Desobediência Civil -Henry David Thoreau
  81. A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
  82. A Pianista -Machado de Assis
  83. Poemas em Inglês -Fernando Pessoa
  84. A Igreja do Diabo -Machado de Assis
  85. A Herança -Machado de Assis
  86. A chave -Machado de Assis
  87. Eu -Augusto dos Anjos
  88. As Primaveras -Casimiro de Abreu
  89. A Desejada das Gentes -Machado de Assis
  90. Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
  91. Quincas Borba -Machado de Assis
  92. A Segunda Vida -Machado de Assis
  93. Os Sertões -Euclides da Cunha
  94. Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
  95. O Alienista -Machado de Assis
  96. Don Quixote. Vol. 1 -Miguel de Cervantes Saavedra
  97. Medida Por Medida -William Shakespeare
  98. Os Dois Cavalheiros de Verona -William Shakespeare
  99. A Alma do Lázaro -José de Alencar
  100. A Vida Eterna -Machado de Assis
  101. A Causa Secreta -Machado de Assis
  102. 14 de Julho na Roça -Raul Pompéia
  103. Divina Comedia -Dante Alighieri
  104. O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
  105. Coriolano -William Shakespeare
  106. Astúcias de Marido -Machado de Assis
  107. Senhora -José de Alencar
  108. Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
  109. Noite na Taverna -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
  110. Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
  111. A 'Não-me-toques' ! -Artur Azevedo
  112. Os Maias -José Maria Eça de Queirós
  113. Obras Seletas -Rui Barbosa
  114. A Mão e a Luva -Machado de Assis
  115. Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
  116. Aurora sem Dia -Machado de Assis
  117. Édipo-Rei -Sófocles
  118. O Abolicionismo -Joaquim Nabuco
  119. Pai Contra Mãe -Machado de Assis
  120. O Cortiço -Aluísio de Azevedo
  121. Tito Andrônico -William Shakespeare
  122. Adão e Eva -Machado de Assis
  123. Os Sertões -Euclides da Cunha
  124. Esaú e Jacó -Machado de Assis
  125. Don Quixote -Miguel de Cervantes
  126. Camões -Joaquim Nabuco
  127. Antes que Cases -Machado de Assis
  128. A melhor das noivas -Machado de Assis
  129. Livro de Mágoas -Florbela Espanca
  130. O Cortiço -Aluísio de Azevedo
  131. A Relíquia -José Maria Eça de Queirós
  132. Helena -Machado de Assis
  133. Contos -José Maria Eça de Queirós
  134. A Sereníssima República -Machado de Assis
  135. Iliada -Homero
  136. Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
  137. A Brasileira de Prazins -Camilo Castelo Branco
  138. Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
  139. Sonetos e Outros Poemas -Manuel Maria de Barbosa du Bocage
  140. Ficções do interlúdio: para além do outro oceano de Coelho Pacheco. -Fernando Pessoa
  141. Anedota Pecuniária -Machado de Assis
  142. A Carne -Júlio Ribeiro
  143. O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
  144. Don Quijote -Miguel de Cervantes
  145. A Volta ao Mundo em Oitenta Dias -Júlio Verne
  146. A Semana -Machado de Assis
  147. A viúva Sobral -Machado de Assis
  148. A Princesa de Babilônia -Voltaire
  149. O Navio Negreiro -Antônio Frederico de Castro Alves
  150. Catálogo de Publicações da Biblioteca Nacional -Fundação Biblioteca Nacional
  151. Papéis Avulsos -Machado de Assis
  152. Eterna Mágoa -Augusto dos Anjos
  153. Cartas D'Amor -José Maria Eça de Queirós
  154. O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
  155. Anedota do Cabriolet -Machado de Assis
  156. Canção do Exílio -Antônio Gonçalves Dias



*Recebido por e-mail, de Rachel Kahan

XV Edição do Coletânea Artesanal

"...Enquanto liberto minha pele, ouço a porta fechar-se abruptamente.
Respiro fundo, aliviada por não ter que descobrir o olhar que trouxe-me aqui.
De repente, minha solidão retorna…
E eu sou apenas alguém que caminha em meio à multidão."

Lunna Guedes e Letícia Coelho

Está no ar a XV Edição do Coletânea Artesanal

Com fotos de David Nobrega e Rayssa Campos

Participaram dessa edição : Cássia Guerra - Licínia Regateiro - Adelaide Amorin -
Adriana Costa - Vanessa - João Rasteiro - Durcce Domeneghetti - Conceição Riachos -
Ademar Santos - David Nobrega - Chamas de Fénix - Paulo R. Diesel - Jairo Nunes Bezerra -
Fernando Rozano - Gilberto Mendonça Teles - Paloma Mariano - Madalena Barranco -
Letícia Coelho e Lunna Guedes.

29 de set. de 2008

Mudança Ortográfica e centenário da morte de Machado de Assis

Hoje no dia do Centenário da morte de Machado De Assis, foi assinado o acordo ortográfico da Língua Portuguesa. O acordo ortográfico tem algumas mudanças:

- O alfabeto português passará de 23 para 26 letras, com a inclusão em definitivo do k (capa ou ), do w (dáblio, dâblio ou duplo vê), y (ípsilon ou i grego).

O uso de maiúsculas e minúsculas obdece a novas regras:

  1. os meses do ano e os pontos cardeais deverão ser escritos em minúsculas (janeiro, fevereiro e norte, sul, etc.).
  2. poder-se-á usar maiúsculas ou minúsculas em títulos de livros, no entanto a primeira palavra será sempre maiúscula (Insustentável Leveza do Ser ou Insustentável leveza do ser)
  3. também é permitida dupla grafia em expressões de tratamento (Exmo. Sr. ou exmo. sr.) em sítios públicos e edifícios (Praça da República ou praça da república) e em nomes de disciplinas ou campos do saber (História ou história, Português ou português)

A supressão de consoantes mudas tal como o nome indica, vai levar ao desaparecimento de consoantes, em que o critério para tal é a sua pronúncia.

  1. cc - ex.: transacionado, lecionar. Mantém-se em friccionar, perfeccionismo, por se articular a consoante.
  2. - ação, ereção, reação. Mantém-se em fricção, sucção.
  3. ct - ato, atual, teto, projeto. Mantém-se em facto, bactéria, octogonal.
  4. pc - percecionar, anticoncecional. Mantém-se em núpcias, opcional.
  5. - adoção, conceção. Mantém-se em corrupção, opção.
  6. pt - Egito, batismo. Mantém-se em inapto, eucalipto.

Passam a ser suprimidos alguns acentos gráfico em palavras graves: crêem, vêem, lêem passam a creem, veem e leem; pára, pêra, pêlo, pólo passam a para, pera, pelo e polo. As palavras acentuadas no ditongo oi e ei passam a ser escritas sem acento: estoico, paleozoico, asteroide e boleia, plateia, ideia. Existe também a supressão completa do trema(¨): aguentar (e não agüentar), frequente (e não freqüente), linguiça (e não lingüiça). Supressão do acento circunflexo em abençoo, voo, enjoo.

O uso do hífen vai ser suprimido em:

  1. palavras compostas em que o prefixo termina em vogal e o sufixo começa em r ou s, dobrando essa consoante: cosseno, ultrassons, ultrarrápido.
  2. o prefixo termina em vogal diferente da incial do sufixo: extraescolar, autoestrada, intraósseo.
  3. formas monossilábicas do presente do indicativo do verbo haver: hei de, hás de.

O hífen emprega-se em:

  1. palavras compostas onde a última vogal do prefixo coincide com a inicial do sufixo, excepto o prefixo co- que se algutina ao sufixo iniciado por o: contra-almirante, micro-organismo, coobrigação.
  2. palavras que designam espécies da Biologia ou Zoologia: águia-real, couve-flor, cobra-capelo.

Pode existir dupla grafia em algumas palavras?

Sim. Isso está previsto no novo acordo por existirem diferenças na pronúncia de país para país assim temos:

característica caraterística
intersecção interseção
infeccioso infecioso
facto fato
olfacto olfato
conceção concepção
súbdito súdito
amnistia anistia
amígdala amídala
súbtil sútil
académico acadêmico
ingénuo ingênuo
sénior sênior
cómico cômico
vómito vômito
fémur fêmur
abdómen abdômen
bónus bônus
bebé bebê
puré purê
judo judô
metro metrô
andámos andamos

A mudança da escrita de várias palavras, acredito que vai gerar uma "mini" esculhambação no Ensino Fundamental, que já é bem castigado no nosso País. Os pequenos que estão aprendendo a ler e escrever e os que recém aprenderam vão sentir mais... Além claro, de nós pessoas adultas que aprendemos a escrever de uma maneira e agora teremos que começar a escrever de outra.
Vamos pensar que agora, todas as obras já publicadas e os mateirais didáticos terão que ser revisados e impressos novamente, fora os outros indicativos contra a mudança, como... O não respeito pela etimologia das palavras e a falta de consulta linguistica e estudos mais aprofundados no impacto das alterações.


Pois hoje, não é só um dia confuso para a lingua Portuguesa, e sim o dia dio centenário da morte de Machado de Assis.
Machado de Assis foi auto - didata, cronista, contista,dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaista. Apesar das dificuldades que tinha, aprendeu e buscou o conhecimento para se tornar um dos maiores escritores brasileiro.

"As mulheres são como maçãs.

As Melhores Mulheres pertencem aos homens mais atrevidos. Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo. Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, eles estão errados. Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar, aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore."


"Uma Criatura

Sei de uma criatura antiga e formidável,
Que a si mesma devora os membros e as entranhas,
Com a sofreguidão da fome insaciável.
Habita juntamente os vales e as montanhas;
E no mar, que se rasga, à maneira do abismo,
Espreguiça-se toda em convulsões estranhas.
Traz impresso na fronte o obscuro despotismo;
Cada olhar que despede, acerbo e mavioso,
Parece uma expansão de amor e egoísmo.
Friamente contempla o desespero e o gozo,
Gosta do colibri, como gosta do verme,
E cinge ao coração o belo e o monstruoso.
Para ela o chacal é, como a rola, inerme;
E caminha na terra imperturbável, como
Pelo vasto arealum vasto paquiderme.
Na árvore que rebenta o seu primeiro gomo
Vem a folha, que lento e lento se desdobra,
Depois a flor, depois o suspirado pomo.
Pois essa criatura está em toda a obra:
Cresta o seio da flor e corrompe-lhe o fruto,
E é nesse destruir que as suas forças dobra.
Ama de igual amor o poluto e o impoluto;
Começa e recomeça uma perpétua lida;
E sorrindo obedece ao divino estatuto.
Tu dirás que é a morte; eu direi que é a vida."



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27 de set. de 2008

Hábito de leitura?

Em tempos de blogs e de internet onde tudo é acessível e fácil vira a desculpa mais utilizada para não se comprarem jornais ou livros.
Porém a facilidade nos leva ao comodismo e a infeliz constatação é que não lemos mais.
Tudo é muito simples, muito fácil - basta um "clique" e está lá o artigo, página de blog ou qualquer coisa interessante para se ler - mas não somos capazes de fazer de fato uma leitura compreensiva.
Qualquer texto que exija a leitura mais atenta está sujeito a não ser compreendido, mas principalmente em blogs, acaba por receber palavras de carinho nos comentários, por "amizade".
Isso é fato: poucas são as pessoas que realmente tem a capacidade ou se dão ao trabalho de ler o que escrevemos, seja nos blogs, livros ou mesmo em um simples e-mail.
Texto precisa de interpretação. As vezes passamos por textos onde lemos os comentários e infelizmente se nota que o texto de fato não foi assimilado. O mesmo acontece com poesia e até com bula de remédio, que atualmente somente os hipocondríacos se dão ao trabalho de ler, pois uma interpretação sem muita atenção nos faz acreditar que estamos praticamente nos medicando para morrer.
Assuntos sérios, estão à margem de qualquer bobagem escrita, basta observarmos por exemplo, quais são os assuntos mais buscados na internet para constatar como as pessoas no geral buscam ler abobrinhas ao invés de exercitar o cérebro com coisas que realmente fazem pensar.
Poderíamos dizer que o fato da não-leitura ou a não capacidade de compreender o que está escrito é preguiça mental? Sim, porque na maioria das vezes quem não lê ou o faz exporadicamente - quase nunca? - tem a mania de ter um entendimento somente para o texto ao invés de aceitar o leque de possibilidades que as palavras nos oferecem.
Textos, poesias, contos são singulares somente no momento da escrita e permite a pluralidade conforme a leitura das pessoas. Cada um sente ou imagina uma coisa diferente, cabendo ao autor tentar transportar para as palavras por ele escritas, sentimentos possíveis na seus leitores. O único que sabe o que realmente significa um texto, no momento de sua elaboração, é o autor e a não contextualização é justamente para permitir que quem lê interprete o texto.
Normalmente o que é feito quando se vê um texto grande? Os olhos são passados rapidamente e comentamos sem nenhum entendimento concreto do texto.
Existem diferentes leitores em tempos de internet: aquele que faz a leitura para procurar erros de português e pontuação; aquele que faz a leitura somente para buscar um ponto para discordar do que foi escrito normalmente sem argumentação que sustente; os que fazem a leitura para imaginar o que o autor está sentindo e finalmente os que conseguem ler, entender para daí criticar e até discordar do que está escrito.
Assuntos que trazem temas como: política em geral, lei seca, crises ou aumento de preço não são lidos, porque a grande maioria das pessoas que navegam na internet buscam saber que a Juliana Paes atualizou o blog, tem curiosidade sobre a mulher melancia e a samambaia, querem saber como foi a festa do Ronaldo Fenômeno e ainda o que está fazendo a Sandy na lua - de - mel ( todos esses assuntos mais procurados foram retirados do site do yahoo, na sessão mais procurada)
A internet para uma grande maioria das pessoas é, ao invés de ser ferramenta de estudo ou de leitura, somente ferramenta de diversão ou alienação.
Claro que isso depende do ponto de vista de quem lê isso. Eu por exemplo me divirto lendo blogs ou procurando músicas no YouTube, mas fico alarmada quando vejo os assuntos mais buscados em sites de pesquisa e mais ainda quando leio textos na internet realmente interessantes ou que suscitam questionamentos ou comentários sérios, mas o que se lê são comentários confusos que indicam que atualmente as pessoas estão muito apressadas para realmente formar uma opinião sobre algo.

24 de set. de 2008

Cultura Zine


Para quem enfrentou a chuva no último sábado, dia 20, das 17 às 22 horas e foi ao recém inaugurado Espaço 01 no Alto da Lapa pode conferir de perto uma nova proposta na Arte de reunir artistas promovendo uma total interação entre público e arte. O evento batizado de “Cultura Zine” (alusão ao Zine que está sendo distribuído gratuitamente desde julho desse ano no bairro Lapa em São Paulo) conseguiu ser surpreendente.


Claudinha Monet - E-zine Blog

Clicando no link acima você terá todas as informações sobre o que, onde e como foi o Evento. Infelizmente não pude comparecer, mas minhas imagens estavam zanzando por lá (olha o paredão aí na fotinha).

A convite da Lunna, participei de mais essa exposição que, além de engrossar o currículo, me faz honrado em ser lembrado. Agradecido por mais essa Lunna. Depois te pago uma pizza...ou duas, vá lá....

Na próxima eu vou, nem que seja de jegue!

Convite

Stella Vives, como Florbela


Toda a pessoa, deveria ler Florbela Espanca... Uma das maiores poetas que dividiu suas letras com o mundo. Poesia é muito do gosto de cada um, e eu passei a gostar de Florbela Espanca, quando assisti a apresentação da querida amiga Stella Vives.
Florbela, escreveu sua primeira poesia aos 7 anos e desde essa época sua preferência por temas melancólicos e escusos se mostram latentes. Florbela, queria ser mãe e nunca conseguiu, casou - se 3 vezes e tentou o suicídio por 2 vezes.
A poesia de Florbela mesmo diante da melancólica tem vida, fala por si só! Apesar da sua vida sofrida lotada de preconceitos por suas ações, ela foi a primeira mulher a cursar a Universidade de Lisboa e foi precursora do movimento feminista em Portugal.
Stella Vives, faz atualmente a performance de Florbela Espanca... Veste roupas da época e declama poesias. No ano passado, tive a feliz oportunidade de participar de um sarau com a Stella... E fiquei emocionada com a maneira como ela nos apresenta Florbela. Stella Vives, participou da exposição "Porto Alegre: Imagem e Poesia"... Emprestou suas letras em três fotos que o David tirou de Porto Alegre e agora nos convida para participar da sua performance no dia 8 de Outubro das 16h 30min ás 17:00 na sala 2 do Pub John Bull em Porto Alegre.


A poesia de Florbela:

"Eu (Florbela Espanca)

Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada... a dolorida...

Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,

Impele brutalmente para a morte!

Alma de luto sempre incompreendida!

...
Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...

Sou a que chora sem saber porquê...

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,

Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!"

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Agradeço aos amigos que divulgaram meu livro! Me senti radiante em ver tanta gente feliz com mais essa conquista. Beijos especiais na Luci, Meire, Rosa e Sahmany!
Só para lembrar... A capa maravilhosa do livro foi feita pelo David :)

21 de set. de 2008

mudança de roupa

Ok, Internet Explorer users. Mudei o layout. Agora não tem mais chororo, pois abre em qualquer navegador.

PS: O post que importa aqui é o de baixo. Este é apenas a título de informação.

19 de set. de 2008

Depois de meses... Aí está


Dizem que tudo o que se conquista lentamente é melhor... Tudo o que se espera, quando vem é muito bom... Porém paciência tem limite, e sim quando a "coisa sonhada" nos chega as mãos esquecemos todos os problemas ( ou quase esquecemos)! Quando pensei em lançar um livro, não sabia que iria enfrentar tantos problemas, principalmente com a editora. Descobri, em primeiro lugar, que as ditas editoras, não são editoras na verdade... Pq de forma prática não editam o livro. O autor precisa se preocupar com tudo, e quando digo tudo é tudo mesmo... A não ser que você seja algum autor famoso daí acredito que eles editem o seu livro.
Segundo ponto, a esculhambação é geral... Contrato é algo ilusório realmente não existe!
Fato é que a poucos dias recebi o comunicado que meu livro está pronto, impresso inclusive, e hoje recebi ele(veja a fotinho). De forma prática, fui informada pela editora Scortecci que ele foi lançado na Bienal de São Paulo, coisa que não tenho registro (se alguém foi na Bienal e viu algo, informa ok?)... Então ele já existe ( o livro).

Bom, para o livro "nascer" recebi muita ajuda de pessoas próximas... O David foi fundamental para a existência do livro, digamos assim, ele é o responsável pelo "cartão de visita" do livro, ou seja a capa. Para mim a capa diz muito de um livro; gosto de capas... Se elas são bonitas deixo à mostra em casa, e sem querer " me achar" mas já me achando... Minha capa ficou LINDA! Quem adquirir o livro, pode deixar sem medo o livro em um lugar bem a mostra kkkkkkkkkkkk. Recadinho para meu amore: Te amo, e bem... Tu é o muso da obra!
Do Marcos recebi de presente a contra - capa do livro, e adorei! Tipo... Ficou perfeita, nem tenho palavras para agradecer a opinião dele sobre meus escritos... Mas já deixo público aqui: Valeu Boss, adorei!!!!!
Vou agradecer tb a Lunna. Conheci a Lunna em uma época que estava parando e começando a escrever? Captaram? óbvio que não, mas a Lunna me incentivou, e já me colocou em várias "ciladas" adoravéis... Uma delas o evento mesa para oito, que foi meu primeiro debate de poesia e onde conheci o David :) Lúuuuuuuu, valeu!
Não posso deixar de agradecer os patrocinadores... Dona Ângela e o Coronel Coelho (meus pais) que investiram no livro. Agradeço mesmo a eles, pq sei que nem sempre os pais "arriscam" assim... Mas os meus sim! Obrigada
Então é isso pessoas... O livro já está aí :)
beijosss


Para contato, por favor use este e-mail.

18 de set. de 2008

Feliz Aniversário

Feliz Aniversário

Hoje é uma data importante: dona Letícia está de aniversário.

Parabéns minha menina, amiga, esposa, amante, namorada, confidente, dona de casa, "boadrasta", cozinheira (desde que seja comida árabe) e tantas coisas mais que você é e significa para mim.

Querem saber quantos aninhos? Não conto. Vocês vão me chamar de pedófilo...

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17 de set. de 2008

Vai lançar seu livro?

Todo novo autor, quando pensa em publicar seu livro, contrata uma editora que faça o serviço de maneira integral: revisão ortográfica, capa, catalogação ISBN, etc, com preço fechado.

Na realidade, não funciona bem assim. Revisão é um problema imenso, pois dependendo do tipo de publicação, como poesias, por exemplo, o sentido da frase muda em uma simples vogal alterada. É muito "autoral" e depende do sentimento do autor em determinado momento de sua vida. Geralmente, as editoras cobram essa revisão, embutida no contrato....mas fazer que é bom, necas. Se você puder revisar por sua conta, pode pedir desconto.

Outra coisa que tem seu peso é a capa. As editoras cobram em média R$ 250,00 pela arte de qualquer livro, com orelhas e quatro cores.

Quer pagar mais barato? Ligue "djá"! Eu tenho editado capas para autores que conheço e tem ficado boas. Se nas editoras se cobra o valor acima, cobro menos, dependendo do que você quiser. Como fotografo, podem ser imagens que eu mesmo faça, - seguindo o tema proposto pelo "freguês" -, assim não se burla direitos autorais. Faço arte digital (em Corel ou Photoshop), se for da preferência. Eu fico feliz com seu dinheiro e você economiza.

Abaixo, duas capas que fiz: Do D'Acolá, do Marcos Pontes e do Ensaios Amadores, de minha amada musa Letícia.

Free Image Hosting at www.ImageShack.us
D'Acolá



Free Image Hosting at www.ImageShack.us
Ensaios Amadores


VISITE O SITE DA EDITORA NOVITAS

Dúvidas? Sugestões? E-mail me!
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12 de set. de 2008

Imagens de celular

É..saímos e esqueci a câmera. Então vão algumas imagens de celular, com trabalhinho de Photoshop.





Parque Gruta dos Índios - Santa Cruz do Sul

9 de set. de 2008

Mário Quintana

Mário Quintana
Poeta, tradutor e jornalista, nasceu em Alegrete em 30 de junho de 1906 e faleceu em Porto Alegre no ano de 1994.


"A rua dos cataventos


Da vez primeira em que me assassinaram,
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha.

Hoje, dos meu cadáveres eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada.
Arde um toco de Vela amarelada,
Como único bem que me ficou.

Vinde! Corvos, chacais, ladrões de estrada!
Pois dessa mão avaramente adunca
Não haverão de arracar a luz sagrada!

Aves da noite! Asas do horror! Voejai!
Que a luz trêmula e triste como um ai,
A luz de um morto não se apaga nunca!"


"AH! OS RELÓGIOS

Amigos, não consultem os relógios
quando um dia eu me for de vossas vidas
em seus fúteis problemas tão perdidas
que até parecem mais uns necrológios...

Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira.

Inteira, sim, porque essa vida eterna
somente por si mesma é dividida:
não cabe, a cada qual, uma porção.

E os Anjos entreolham-se espantados
quando alguém - ao voltar a si da vida -
acaso lhes indaga que horas são..."

6 de set. de 2008

Hilda Hist

Hilda Hist




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"É crua a vida. Alça de tripa e metal.

Nela despenco: pedra mórula ferida.

É crua e dura a vida. Como um naco de víbora.

Como-a no livor da língua

Tinta, lavo-te os antebraços, Vida, lavo-me

No estreito-pouco

Do meu corpo, lavo as vigas dos ossos, minha vida

Tua unha plúmbea, meu casaco rosso.

E perambulamos de coturno pela rua

Rubras, góticas, altas de corpo e copos.

A vida é crua. Faminta como o bico dos corvos.

E pode ser tão generosa e mítica: arroio, lágrima

Olho d'água, bebida. A Vida é líquida.

(Alcoólicas - I) "



Sonetos que não são


"Aflição de ser eu e não ser outra.

Aflição de não ser, amor, aquela

Que muitas filhas te deu, casou donzela

E à noite se prepara e se adivinha

Objeto de amor, atenta e bela.

Aflição de não ser a grande ilha

Que te retém e não te desespera.

(A noite como fera se avizinha.)

Aflição de ser água em meio à terra

E ter a face conturbada e móvel.

E a um só tempo múltipla e imóvel

Não saber se se ausenta ou se te espera.

Aflição de te amar, se te comove.

E sendo água, amor, querer ser terra.

( Roteiro do Silêncio(1959) - Sonetos que não são - I)"


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